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Umanas

Micropigmentação de aréolas resgata autoestima de mulheres

Redação

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Foto/Imagem: Gabriel Haesbaert


A micropigmentação tem se tornado tendência, principalmente entre mulheres que querem aperfeiçoar traços do rosto, como sobrancelhas, lábios ou contorno dos olhos. Mas muito além da estética, esse procedimento é um forte aliado na recuperação de mulheres que enfrentaram o câncer de mama, e como consequência, a perda de um, ou até dos dois mamilos. Trata-se da micropigmentação paramédica, técnica utilizada para reconstruir ou aprimorar o aspecto visual da aréola e mamilo, além de disfarçar cicatrizes após mastectomias ou cirurgias plásticas estéticas e reparadoras.

“Essa é considerada a última etapa nesse processo tão doloroso que é a luta contra o câncer de mama. É o ponto final depois de inúmeras quimioterapias, perda de cabelo e perda das mamas. É a recuperação da aparência de uma parte do corpo muito significativa para as mulheres, por isso, significa também o recomeço de uma nova vida”, aponta Aline Martins, especializada em micropigmentação paramédica.

A micropigmentação atinge a derme superficial da pele. “Utilizamos agulhas e pigmentos variados. Eles são implantados simulando sombras e texturas, dando um efeito realista”, aponta Andressa Martins, irmã de Aline que também é especialista na técnica em micropigmentação. O segredo é fazer com que o trabalho permita que as duas mamas fiquem o mais parecidas possível, por isso, em muitos casos, mesmo que o procedimento seja necessário em apenas uma delas, é importante fazer nas duas, igualando tons. Assim, o resultado fica ainda melhor.

Para um efeito perfeito é importante que o procedimento seja realizado por um profissional qualificado, que saiba fazer uso das técnicas necessárias para dar a aparência de realidade ao desenho. “Algumas pacientes querem recuperar a aparência que tinham antes da mastectomia, outras preferem um desenho menor, com um tom de pele diferente. O objetivo é chegar ao tão esperado efeito realista e contribuir para a autoestima dessas mulheres”, esclarece Aline que também já passou pela luta contra o câncer e sabe como esse momento pode ser emocionante.

A profissional que trabalhava como designer de interiores, se aproximou da atual profissão depois de passar pela perda das mamas. “Durante o meu tratamento foi muito difícil enfrentar as mudanças, são golpes muito duros para a nossa autoestima. Por isso, decidi mudar de área e me dedicar à micropigmentação paramédica, o que para mim, tem sido muito gratificante. Sei como essa etapa é importante na retomada da autoconfiança das pacientes”, afirma Aline.

Motivação

É comum que pacientes que já passaram pelo doloroso processo da mastectomia não queiram fazer a reconstrução do mamilo por meio cirúrgico, com enxerto, já que há também há o risco de necrose. Portanto, a micropigmentação surge como alternativa para essas mulheres. Kátia Santana, paciente que venceu a luta contra um câncer de mama, já havia decidido manter o seio sem mamilo, até que optou pela micropigmentação e se surpreendeu com o resultado.

“Na véspera da mastectomia, eu tive medo de não aceitar meu novo corpo. Temi me deprimir por causa da falta do mamilo no seio em que a doença foi detectada. Quando coloquei o silicone fiquei feliz com o resultado, e me apeguei ao seio sem mamilo. Até que conheci a Aline em um evento do outubro rosa, onde fotografamos nossas cicatrizes. Ela também teve câncer de mama e ao me ver seminua disse que gostaria de fazer os meus mamilos. Abri meu coração e decidi que estava na hora de dar esse passo, e que seria incrível fazer isso com alguém que entenderia o quanto aquele momento era especial e importante. Foi indescritível a emoção de me olhar completa de novo. Chorei quando vi parte do trabalho pronto, e chorei ao me olhar no espelho”, relembra Kátia.

As irmãs Andressa e Aline embarcaram na atividade movidas pela motivação presenciada em casos como o de Kátia. A parceria entre as duas ultrapassou o campo familiar e há cerca de um ano deram início a um novo modelo de negócio: a Umanas Micropigmentação. Além dos atendimentos convencionais, as irmãs atendem também pacientes que não têm a possibilidade de arcar com os custos do procedimento. Para esses casos, as especialistas reservam um atendimento no mês.

Novo racionamento?

Adasa liga sinal de alerta após aumento no consumo de água

Redação

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Foto/Imagem: Tony Winston/Agência Brasília

O volume de água consumida no Distrito Federal nos quatro primeiros meses de 2019 foi 10,1% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando vigorava o racionamento. Nos primeiros quatro meses de 2018, foram consumidos 46,3 milhões m³; em 2019, aumentou para 51 milhões m³, muito próximo do que foi registrado em 2016 (52,7 milhões m³), antes da crise hídrica.

O Relatório de Monitoramento do Consumo de Água no Distrito Federal, da Adasa, constatou que o crescimento da prática foi a partir do segundo semestre de 2018, logo após o fim do racionamento.

Embora no acumulado daquele ano o aumento do consumo de água tenha sido de apenas 0,6%, na comparação com 2017, os meses de julho a dezembro de 2018 registraram um crescimento do consumo de 3,4%, em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a níveis próximos de 2016, no último trimestre.

O consumo per capita, que em 2017 registrava uma queda de 11,2%, em relação a 2016, em decorrência do racionamento, permaneceu praticamente estável em 2018. Dos 134 litros por habitante/dia em 2017 passou para 133 litros em 2018, representando uma queda de 0,9%.

Embora a situação hídrica no Distrito Federal esteja relativamente tranquila nos próximos meses, conforme as metas definidas para o volume útil dos reservatórios até o final do ano, a Adasa quer fortalecer a manutenção das boas práticas de consumo de água, adquiridas durante o período crítico da crise hídrica.

Tanto que, com esse mesmo propósito, lançará a partir de segunda-feira (17) nova campanha de orientação para o consumo racional da água.

Com o slogan Use, reuse, economize & repita, a mensagem será transmitida em redes sociais, emissoras de rádio e TV e outdoors sociais, enfatizando a necessidade de manutenção do consumo consciente e combate ao desperdício: “Quando o assunto é economia de água, não dá para relaxar”.

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Decreto 39.872

Verba proveniente da lavagem de dinheiro já tem destino certo

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Foto/Imagem: Daniel Mafra

Foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal, o Decreto 39.872 que regulamenta a destinação dos bens provenientes da prática de crimes de lavagem de dinheiro ocorridos na capital. Assinada pelo governador Ibaneis Rocha, a legislação incorpora os bens e valores ao patrimônio do Distrito Federal.

Os ativos financeiros provenientes do crime de lavagem de dinheiro, cuja perda for decretada pelo Poder Judiciário em favor do Distrito Federal, serão destinados à Polícia Civil do DF. Os recursos irão para o Fundo de Modernização, Manutenção e Reequipamento da corporação e poderão ser utilizados na formação e capacitação de policiais civis para a investigação dos delitos relacionados à lavagem de dinheiro, bem como infraestrutura, tecnologia e na reestruturação de unidades da Polícia Civil especializadas na prevenção e combate aos crimes previstos na Lei Federal nº 9.613/1998.

O decreto estabelece ainda que os bens originários da lavagem de dinheiro, direta ou indiretamente, serão incorporados definitivamente ao patrimônio do DF após o trânsito em julgado da sentença condenatória, ou seja, quando não houver mais a possibilidade de recursos.

Segundo a Polícia Civil, a norma atende ao comando da Lei Federal nº 9.613/1998 que estabelece que cada unidade federativa deve regulamentar a utilização dos referidos recursos. Por meio da assessoria de imprensa, a corporação ressaltou a importância dessa medida no fortalecimento do combate à corrupção e à lavagem de dinheiro o que, em análise mais ampla, “garante que os recursos públicos sejam aplicados onde a população será diretamente beneficiada, como na saúde e na educação.”

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Você no Azul

Campanha de renegociação de dívidas da Caixa chega a Brasília

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Foto/Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A campanha da Caixa Econômica Federal Você no Azul chegou a Brasília com um posto móvel para que correntistas renegociem dívidas comerciais com o banco. A estrutura foi montada na parte central da capital e ficará aberta ao público até sexta-feira (14), das 8h às 20h. Além de Brasília, postos móveis estão em outras cidades nesta semana, como Maceió e Ipatinga (MG).

A campanha Você no Azul, que começou no dia 28 de maio e vai até 22 de agosto, oferece alternativas para que correntistas endividados possam pagar débitos comerciais com descontos entre 40% e 90%. O percentual varia conforme o tipo e o tempo de dívida e se o correntista dispõe de algumas condições específicas, como garantia para a quitação. O pagamento do valor negociado deve ser feito à vista.

Podem participar da iniciativa pessoas com dívidas de pelo menos 360 dias. Além dos postos móveis circulando pelo país, os clientes podem solicitar a renegociação diretamente por canais eletrônicos da Caixa, como pelo site da campanha. Por este canal, o cálculo do desconto será feito por um sistema automatizado.

Já por telefone (0800-7268068, opção 8), ou pelos perfis do banco nas redes sociais (Twitter, Messenger e Facebook), o interessado pode falar com atendentes e discutir os descontos. Quem quiser negociar dívidas no cartão de crédito deve ligar para 4004-9009, no caso de capitais, ou para 0800-9409009 no caso das demais cidades.

Desconto de 90%

O autônomo Alencar Pereira foi ao posto montado no centro de Brasília para renegociar suas dívidas no cheque especial e no crédito direto ao consumidor (CDC). Ele estava com o nome sujo na praça há meses por causa das dívidas, e isso atrapalhava possibilidades de novas compras no mercado.

Pereira conseguiu desconto de 90% no montante que devia ao banco. Um boleto foi gerado, e ele saiu do posto com o objetivo de conseguir o dinheiro para fazer o pagamento. Na avaliação do autônomo, este tipo de programa de é importante para dar uma alternativa a quem não está conseguindo sair do nome sujo.

“Tem muita gente que não consegue juntar o dinheiro para pagar o valor devido total, com juros e tudo, e vai ficar travado naquele banco. Mas já libera para outros bancos, outras compras”, afirmou Pereira.

Balanço parcial

Segundo a Caixa, até a última sexta-feira (7), a campanha já havia renegociado mais de 33 mil contratos de 25 mil clientes, o que resultou na liquidação de R$ 255 milhões em dívidas. O público-alvo da campanha é formado por cerca de 3 milhões de correntistas.

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