O Ministério da Saúde oficializou um aporte financeiro contínuo superior a R$ 15 milhões por ano destinado a reestruturar e expandir a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal. Assinada pelo ministro Alexandre Padilha na Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da Cidade Estrutural, a nova portaria assegura, entre outras melhorias, a abertura e o custeio de 59 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de alta complexidade.
O anúncio ocorreu em paralelo ao Mutirão de Saúde da Mulher, iniciativa local voltada ao planejamento familiar que disponibilizou 200 implantes contraceptivos subdérmicos (Implanon). Os procedimentos foram direcionados a pacientes previamente cadastradas e acompanhadas pelo sistema de regulação de consultas e exames do Distrito Federal.
Descentralização e fortalecimento da rede de alta complexidade
O aporte financeiro do Governo Federal foca diretamente a atenção especializada, ampliando consideravelmente a retaguarda de leitos intensivos (UTI pediátrica e adulta) para o tratamento de pacientes em estado grave. O atendimento descentralizado será operacionalizado por meio de parcerias com grandes instituições hospitalares da rede privada conveniadas ao SUS, incluindo o Hospital Anchieta de Ceilândia, o Hospital Daher Lago Sul, o Hospital Maria Auxiliadora e o Hospital Mantevida.
“Esse repasse, um recurso permanente para o Distrito Federal, vai ampliar ainda mais os atendimentos no SUS para os brasilienses. Em 2025 já registramos um aumento de cirurgias no DF e podemos crescer ainda mais. Por meio do Agora Tem Especialistas, trazendo hospitais privados para atender pacientes da rede pública, vamos cumprir esse objetivo, com mais saúde para quem precisa em menor tempo de espera”, destacou o ministro Alexandre Padilha.
Cronograma orçamentário e abrangência regional do custeio
Os repasses financeiros obedecerão a uma escala progressiva de transição orçamentária. No decorrer do ano de 2026, serão liberados R$ 7,5 milhões fracionados em parcelas mensais estimadas em R$ 1,2 milhão. A integralidade do orçamento, alcançando o teto de R$ 15,1 milhões anuais, entrará em vigor em caráter definitivo a partir de 2027.
Além da infraestrutura em terapia intensiva, a verba federal vai subsidiar a manutenção e o custeio de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) situadas em polos de alta demanda populacional, como as regiões administrativas de Ceilândia, Samambaia, São Sebastião e Recanto das Emas. O plano de investimentos também beneficia diretamente a operação do Hospital Regional de Sobradinho e a logística de urgência operada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192).
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, agradeceu o suporte financeiro e reiterou a importância da cooperação federativa para suprir a alta demanda local, que frequentemente absorve pacientes de estados vizinhos:
“Nós, no DF, recebemos muitas pessoas que não moram aqui para serem atendidas no SUS. Todas as vezes que o Ministério da Saúde tiver coisas boas para Brasília, pode contar conosco que vamos abrir as portas, colocar nossas equipes para ajudar a realizar eventos. Vamos fazer muito mais aqui juntos”, concluiu a governadora.


