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Transmitida por roedores

Período chuvoso é mais propício para transmissão da leptospirose

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Foto/Imagem: iStock
Nivania Ramos

O período intenso de chuvas é propício para a transmissão da leptospirose, uma doença infecciosa transmitida pela urina de roedores, principalmente dos ratos. O número de casos aumenta durante a estação chuvosa exigindo atenção e cuidados redobrados para minimizar os riscos à saúde.

A leptospirose é transmitida quando a urina dos ratos, presente nos esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama. Qualquer pessoa que tiver contato com a água ou lama pode infectar-se. O risco não desaparece depois que o nível das águas baixa, pois a bactéria continua ativa nos resíduos úmidos durante bastante tempo.

“O período de chuvas favorece a transmissão da leptospirose por gerar situações de exposição, que dão maior viabilidade de contato humano com poças d’água, lama e maior espalhamento de roedores, cujos abrigos são atingidos em enchentes. A perturbação do equilíbrio da população de roedores amplia a exposição das pessoas que estejam próximas”, destaca o médico sanitarista da Vigilância Epidemiológica, Roberto de Melo Dusi.

Os principais sintomas da leptospirose são febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas. Podem também ocorrer vômitos, diarreia e tosse. Nas formas graves, geralmente aparece icterícia (pele e olhos amarelados), sangramento e alterações urinárias.

De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 15% dos pacientes com leptospirose evoluem para manifestações clínicas graves, que tipicamente iniciam-se após a primeira semana de doença. No caso da apresentação de alguns dos sintomas é preciso procurar assistência médica. Qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) pode fazer o atendimento.

Prevenção

Para prevenir a disseminação da doença é preciso tomar algumas precauções. Fazer o controle dos roedores é uma delas. Esse controle pode ser feito com uma antirratização, que é a realização de medidas para impedir o acesso e a proliferação de ratos, eliminando as fontes de alimento, abrigo e água para os roedores. Outra medida é fazer a desratização, que é a eliminação de ratos em um determinado local por meio de agentes químicos, de forma mecânica ou biológica.

Também é preciso manter a imunização de animais domésticos em dia, manter a limpeza e a desinfecção adequada de reservatórios domésticos de água, e utilizar água potável, clorada ou filtrada para o consumo humano. No caso de trabalhadores ou indivíduos expostos a riscos, como pescadores, recicladores de lixo, tratadores de animais e limpadores esgoto, é preciso fazer uso de equipamentos de proteção individual.

“A instituição de procedimentos que concorram para as boas práticas de manejos de animais e coleta de resíduos é fundamental para proteção dos profissionais e dos usuários de serviços decorrentes das atividades com potencial de ampliar a população de roedores. A existência de suspeitas requer que os médicos e demais profissionais de saúde notifiquem prontamente à vigilância em saúde”, ressalta Roberto Dusi.

Segundo informações do Ministério da Saúde há registros de leptospirose em todas as unidades da federação, com a maior ocorrência em área urbana, e em ambientes domiciliares. “No Distrito Federal, ao longo dos 30 anos que a vigilância em saúde do DF recebe notificações dos hospitais, a ocorrência de casos urbanos é predominante. Os grupos profissionais que lidam com reciclagem têm sido mais atingidos nos últimos anos”, pontua o sanitarista Roberto.

O sanitarista alerta para os casos de contaminação em ambiente doméstico, alguns com evolução para óbito. “Alguns dos casos graves de leptospirose que ocorreram no Distrito Federal, até com evolução fatal, acometeram pessoas que executaram limpeza de dispositivos domésticos na área externa de seus domicílios, como caixa de gordura dos quintais”, acrescenta o médico Roberto.

Apesar da maior incidência dos casos serem na área urbana, os cuidados também devem ser mantidos na área rural. A criação de animais como nas granjas de suínos e de aves, muito frequente na área rural do Distrito Federal, pode representar fonte de nutrientes para roedores, colocando em risco os profissionais desses segmentos.

Atenção

A população deve ficar alerta e não utilizar, como medida de controle dos roedores, produtos químicos sem a devida orientação técnica de profissional habilitado. Este procedimento pode acarretar em envenenamento de crianças e de animais domésticos e não eliminar os roedores. Mais orientações podem ser obtidas na Gerência de Zoonoses, por meio de telefone (61) 2017-1342 ou do e-mail gvaz.dival@saude.df.gov.br.

DF contra o Aedes

Governo combate dengue mesmo em casas vazias ou abandonadas

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Foto/Imagem: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Mato alto, entulho, calha entupida, piscina descuidada. O cenário de casas vazias ou abandonadas é prato cheio para a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Para combater de forma eficiente, o Governo do Distrito Federal acessa esses terrenos, faz pesquisa de focos, verifica criadouros e aplica produtos para impedir o avanço. Desta vez, a ação foi no Lago Sul.

Segundo a Secretaria de Saúde (SES), dados apontam que 92% dos focos do mosquito estão nos quintais das casas. A situação é ainda mais crítica quando não há cuidados com os espaços que sofrem com abandono. Só no Lago Sul, a estimativa é de que mais de 200 endereços estejam nessa situação – e devem ser inspecionados um a um.

Na QI 7, um caseiro recém-diagnosticado com dengue acendeu alerta da vizinhança, que procurou o governo para atuar efetivamente no combate ao mosquito em endereços fechados há muito tempo. “Estamos sempre preocupados com casas vazias, que não têm manutenção, para evitar focos. A falta de cuidado é hospedeiro ideal para proliferação do mosquito”, afirma o empresário Pedro Araújo, 66 anos.

De acordo com o morador daquela quadra, três imóveis abandonados ou fechados entre os conjuntos 14 e 15 perturbam a vizinhança. Um deles foi visitado nesta quarta-feira (19). Um funcionário acionado pelos proprietários do imóvel após denúncias recebeu a equipe e permitiu o acesso. Ali, a inspeção foi realizada em busca de criadouros onde o vetor pode desovar, amostras foram colhidas e o tratamento com inseticida larvicida à base de Espinosade foi efetuado.

Diretor de Vigilância Ambiental (Dival), Edgar Rodrigues esclarece que a fêmea do Aedes aegypti deposita até 450 ovos por vez e tem capacidade de fazer cinco posturas durante a vida. Assim, são mais de 2,2 mil ovos ao todo. “Infectado, o mosquito fêmea poderia contaminar toda essa área. Tivemos 62 óbitos e não podemos mais deixar isso acontecer no DF”, ressalta.

Ação interdisciplinar

“Todos os órgãos do GDF, por orientação direta do governador Ibaneis Rocha e do vice-governador Paco Brito, realizam reuniões periódicas e permanentes ao longo desse período crítico para estabelecer providências a serem adotadas e estratégias para não permitir a proliferação do mosquito”, lembra o administrador do Lago Sul, Rubens Santoro Neto.

Ele explica que há uma determinação judicial que permite acessar imóveis abandonados. A entrada forçada, porém, é usada como último recurso. “A administração contata os proprietários para que eles limpem a área ou permitam o acesso das equipes para a limpeza do ambiente. Sem autorização direta, infelizmente temos que valer a intimação, porque a saúde e a vida humana estão acima dos interesses pessoais”, defende.

Desde 24 de janeiro o DF está em situação de emergência de saúde pública, por tempo indeterminado, em razão da ameaça de epidemia de dengue e outras doenças. De acordo com dados da Secretaria de Saúde, até a última semana de janeiro deste ano foram registrados 1.419 casos da doença no DF, com um óbito confirmado. As informações da pasta apontam ainda que 92% dos focos do mosquito Aedes aegypti estão em quintais de casas particulares.

Esforços

O GDF tem atuado ativamente no enfrentamento ao Aedes aegypti. A partir desta quarta-feira (19), sete hospitais da rede pública de saúde do DF irão receber as Salas de Acolhimento para Casos Suspeitos de Dengue: Planaltina, Região Leste, Asa Norte, Guará, Gama, Brazlândia e Taguatinga.

Todas as regiões administrativas do DF recebem, diariamente, ações de combate e prevenção à dengue. Aos finais de semana, a Secretaria de Saúde tem feito ações de massa em determinadas cidades. Os esforços do governo também envolvem a reabertura da sala de hidratação oral dos hospitais da Região Leste e de Ceilândia para reforçar o atendimento a casos suspeitos; vistorias de imóveis fechados com drones; e capacitação de servidores e contratação de pessoal.

O governador Ibaneis Rocha convocou a população a combater de forma ativa e responsável o mosquito transmissor da dengue. A Unidade de Assuntos Religiosos e a Secretaria de Saúde (SES) lançaram uma campanha em parceria com lideranças religiosas e entidades assistenciais. A ideia é fazer um “dia D” de combate à dengue nos templos religiosos.

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Base Aérea de Anápolis

Novos exames em repatriados deram negativo para coronavírus

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Foto/Imagem: Elza Fiúza/Agência Brasil

Exames específicos para o novo coronavírus feitos no grupo de 54 pessoas em quarentena na Base Aérea de Anápolis (GO) deram negativo. “Os resultados foram concluídos, todos negativos todos continuam assintomáticos. Era o que esperávamos, era o que desejávamos”, disse em coletiva à imprensa o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, na tarde desta quarta-feira (19).

Segundo o secretário, ainda será feito um novo exame, no próximo sábado (22), para uma última avaliação, antes que todos sejam liberados da quarentena de 18 dias, contados a partir da entrada na aeronave brasileira, no dia 5 de fevereiro..

Ao todo, 34 pessoas foram resgatadas de Wuhan, cidade chinesa considerada epicentro da doença. Além deles, também estão em quarentena 24 pessoas que participaram da repatriação, pilotos e outros tripulantes da aeronave usada no resgate.A liberação destes profissionais antes dos 18 dias da quarentena chegou a ser cogitada, mas o Ministério da Saúde já descartou a hipótese.

Pacientes monitorados

O Ministério da Saúde também descartou entre ontem e hoje três suspeitas de infecção pela doença. Boletim divulgado hoje mostra que agora são duas pacientes monitoradas, uma no Rio Grande do Sul, que teve amostra coletada para exame específico do novo coronavírus, e uma do estado de São Paulo, que ainda será testada para outros vírus.

Repatriação

No dia 5 de fevereiro, duas aeronaves da Força Aérea Brasileira foram à China buscar brasileiros em Wuhan, epicentro da doença. Entre brasileiros e familiares de outras nacionalidades, 34 vieram chegaram ao Brasil no dia 9 de fevereiro. A quarentena de 18 dias é um protocolo internacional para evitar a disseminação da doença no Brasil. Além dos repatriados, 24 profissionais que fizeram parte do resgate também estão em quarentena.

No dia 30 de janeiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto de novo coronavírus como emergência em saúde pública de importância internacional. Mais de duas mil pessoas morreram na China e mais de 70 mil foram infectadas pelo novo vírus. No Brasil não há casos confirmados.

Histórico do coronavírus

Os coronavírus são conhecidos desde meados dos anos 1960 e já estiveram associados a outros episódios de alerta internacional nos últimos anos. Em 2002, uma variante gerou um surto de síndrome respiratória aguda grave (Sars) que também teve início na China e atingiu mais de 8 mil pessoas. Em 2012, um novo coronavírus causou uma síndrome respiratória no Oriente Médio que foi chamada de Mers.

A atual transmissão, com o vírus batizado agora de Covid-19, foi identificada em 7 de janeiro. O escritório da OMS na China buscava respostas para casos de uma pneumonia de etiologia até então desconhecida que afetava moradores na cidade de Wuhan.

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Metabolismo

Conheça os benefícios do “novo” implante hormonal subcutâneo

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Foto/Imagem: Shutterstock

Bastante utilizado na Europa, EUA e Austrália, os implantes hormonais subcutâneos têm adquirido uma forte tendência no Brasil. Para muitos profissionais médicos o método representa um avanço promissor no tratamento de reequilíbrio hormonal disponibilizando uma técnica que acompanha o metabolismo do organismo humano.

O implante hormonal subcutâneo tem uma combinação de hormônios ação/duração no corpo durante um período de seis meses. Pode ser utilizado tanto por homens como por mulheres dentro da necessidade de cada paciente e com a avaliação de um profissional especializado.

De acordo com a clínica geral Luciene Breda, o implante subcutâneo atua de forma contínua, liberando os hormônios em pequenas quantidades acompanhando a fisiologia corporal tanto feminina como masculina, minimizando efeitos adversos e dando ao corpo o equilíbrio necessário.

A interação dos hormônios existentes no implante traz inúmeros benefícios à saúde. Eles são capazes de favorecer o ganho de massa muscular, diminuir o percentual de gordura corporal e adquirir mais vigor (força/energia) para as práticas desportivas.

Em mulheres

Nas mais jovens, o implante ajuda a reduzir os desagradáveis sintomas da tensão pré-menstrual, a famosa TPM, aliviando tanto as dores como o sangramento e pode contribuir no controle do quadro da síndrome do ovário policístico. Já nas mulheres maduras, que estão no climatério ou mesmo no período pós-menopausa, o reequilíbrio hormonal ajudará no alívio das ondas de calor, a excessiva sudorese, secura vaginal, lapsos de memória, no sono, melhora a libido e as dores musculares e articulares.

Nos homens

A classe masculina pode ser imensamente beneficiada com a técnica hormonal. Para os que estão na andropausa, o implante subcutâneo melhora a saúde sexual e a capacidade erétil. Proporciona proteção prostática e cardiovascular, além de aumentar a energia ( a vitalidade ), o fortalecimento dos ossos e dos músculos, a performance esportiva e a sensação de bem-estar geral.

Contra Indicações

Não existe comprovação científica quanto a não utilização do método. Devendo nestes casos, ter cautela com fumantes, mulheres que fazem uso de anticoncepcional oral ou mesmo pacientes (sejam homens ou mulheres) que já utilizam algum tipo de hormônio ou medicamento que contenha esses hormônios em sua composição. Sendo necessário uma avaliação detalhada para que o profissional médico possa ter segurança em medicar. A especialista Luciene Breda ressalta que a aplicação do implante hormonal será sempre realizada acompanhado de uma história clínica individual, exames físicos e laboratoriais direcionados.

“É um método bastante proveitoso se usado com responsabilidade. Por este motivo todo e qualquer paciente que tiver interesse em se submeter a técnica precisa passar pela avaliação clínica. Somente após essas condutas o implante deverá ser realizado “, pontua a médica.

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