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Gabriel Jabur/Agência Brasília

Câmara Legislativa

Distritais debatem possibilidade de privatização do metrô

O edital lançado pelo Governo do Distrito Federal visando à apresentação de estudos, pela iniciativa privada, para a gestão, manutenção e ampliação do Metrô-DF foi tratado pelos deputados distritais de oposição, na sessão ordinária desta quarta-feira (8), como “um caminho para a privatização da empresa estatal” e provocou um intenso debate. A exemplo da sessão de ontem, o deputado Fábio Felix (PSol) foi quem puxou o assunto ao divulgar uma gravação na qual o governador Ibaneis Rocha declarava, durante a campanha, que em seu governo não haveria privatizações.

Em defesa do GDF, o vice-líder do governo, deputado Delmasso (PRB), afirmou que “só idiotas não mudam de opinião”, justificando que, diante da situação financeira do DF e das contas do metrô, o Estado não tem condições de fazer os investimentos necessários. Para ele, “Ibaneis tem a coragem de buscar uma solução por meio de uma parceria público-privada, mas, infelizmente, a voz da oposição é contrária à melhoria dos serviços metroviários”. E complementou: “Se privatizar for melhorar a qualidade do serviço, vamos privatizar”.

Na opinião de Reginaldo Veras (PDT), que teve nesta data a sua primeira reunião com o governador, a mudança de posição de Ibaneis Rocha representa “oportunismo”. Por outro lado, o deputado Jorge Vianna (Podemos), ao comparar o sistema metroviário do Distrito Federal com o da cidade de São Paulo, disse que os serviços, em Brasília, deixam a desejar. “O Metrô-DF não é eficiente”, afirmou, considerando a possibilidade de privatizar a ampliação da rede. Nesse ponto, Fabio Felix voltou a intervir, lembrando que os melhores sistemas do mundo são estatais.

A deputada Arlete Sampaio (PT) – cujo projeto de Decreto Legislativo “sustando os efeitos do edital foi lido na sessão de hoje – intercedeu a favor de uma discussão técnica sobre a questão. E, respondendo à deputada Julia Lucy (Novo), que defende a privatização – uma das bandeiras do seu partido –, Arlete disse que o PDL trata dos erros processuais que constam do chamamento público. Lucy ainda chamou a atenção para a situação de penúria das contas públicas e ponderou, apoiando o governador, que a realidade do Estado pode ser pior do que aquela revelada durante o governo de transição.

O líder do governo na CLDF, deputado Claudio Abrantes (PDT), também entrou na discussão e afirmou que “do jeito que está não pode permanecer”. Segundo ele, o objetivo do GDF “é buscar o melhor para o usuário do metrô”. Enquanto Leandro Grass (Rede) argumentou que é necessário “desconstruir a tese de que tudo que é privado é bom e o público é ruim”. E Chico Vigilante (PT) convidou todos a participarem da comissão geral que irá debater o futuro das empresas estatais do Distrito Federal, nesta quinta-feira (9), às 15h, no plenário da Câmara Legislativa.

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