O Hospital Regional de Ceilândia (HRC) recebeu um importante reforço para a saúde pública do Distrito Federal. A governadora Celina Leão entregou um tomógrafo computadorizado de última geração à unidade. Avaliado em R$ 2,21 milhões, o equipamento tem como objetivo acelerar diagnósticos, reduzir o tempo de espera nas filas e aumentar a segurança assistencial da população.
A iniciativa faz parte de uma estratégia macro do Governo do Distrito Federal (GDF) para modernizar o parque tecnológico da rede pública de saúde. A estimativa é de que o novo aparelho atenda cerca de 4 mil pessoas por mês, com capacidade para realizar até 16 mil exames no período — abrangendo desde casos de urgência e emergência até demandas ambulatoriais e exames cardiovasculares de alta complexidade.
Meta governamental e redução no deslocamento de pacientes
De acordo com Celina Leão, a substituição e modernização dos equipamentos nos hospitais públicos do DF visa descentralizar os atendimentos e otimizar a gestão de vagas.
“Nós determinamos que todos os hospitais tivessem um tomógrafo funcionando. Isso vai reduzir o transporte de pacientes para outras unidades, dar laudos mais rápidos e, com certeza, melhorar o atendimento e o giro de leitos”, afirmou a governadora.
O plano do GDF prevê a entrega do maquinário em oito hospitais da rede — unidades como o Hospital Regional de Planaltina (HRPL) e o Hospital de Base já foram contempladas. Celina Leão também destacou que a medida é acompanhada por reformas estruturais e pela contratação de mais médicos e profissionais de saúde.
Tecnologia com inteligência artificial e menor exposição à radiação
O modelo adquirido é o GE Revolution Ascend, que utiliza inteligência artificial para otimizar o fluxo de trabalho e gerar imagens de altíssima resolução. O grande diferencial técnico é a velocidade: o aparelho consegue realizar exames de corpo inteiro em menos de 15 segundos.
Além do ganho de tempo, o tomógrafo oferece duas vantagens principais em relação ao modelo anterior:
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Segurança radiológica: reduz drasticamente a exposição dos pacientes à radiação, o que o torna ideal tanto para adultos quanto para o público infantil.
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Eficiência operacional: o dispositivo processa de três a cinco exames de rotina por hora.
Anteriormente, o HRC operava com um aparelho antigo que realizava a média de 3 mil atendimentos mensais e sofria com interrupções frequentes por falhas técnicas.
Investimento em infraestrutura e climatização obrigatória
Para receber a nova tecnologia, a sala de tomografia do HRC recebeu melhorias que custaram mais de R$ 375 mil. Os recursos foram viabilizados por meio do contrato de manutenção predial da Região de Saúde Oeste e incluíram a instalação de novos sistemas de ar-condicionado.
O secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante Lacerda Júnior, explicou que a reforma rigorosa e a refrigeração do ambiente são exigências técnicas e legais fundamentais para o funcionamento do equipamento de ponta.
“A realidade que nós vivenciávamos nos hospitais eram tomógrafos que às vezes ficavam quebrados por um longo tempo, porque até a reposição de peças é complicada. Um tomógrafo novo consegue trazer, além de ampliação da quantidade de exames por mês, mais qualidade e menos manutenção”, pontuou o secretário.
Com a renovação do espaço e o maquinário novo, o HRC elimina a necessidade de transferir pacientes internados para a realização de exames radiológicos em outras cidades-satélites.