Cães e gatos

Vai viajar? Veja algumas dicas e com quem deixar os pets durante as férias

Foto/Pixabay

O final do ano chegou e já tem gente preparando as malas para curtir o próximo destino. Mas, e os pets? Para muitos, os cães e gatos são como membros da família e por isso, se separar deles, mesmo que por um curto período, é impensável. Já para os mais desapegados, se houver a certeza de que eles ficarão bem, as férias podem ser curtidas com tranquilidade. A dica é encontrar uma opção que atenda bem ao tutor e ao pet, serviços de hotéis, pet sitter ou até buscar por lugares onde os animais de estimação sejam bem-vindos.

“Quando não é possível levar seu amiguinho em uma viagem, temos duas opções: deixá-los em hotéis para cães, ou na casa de algum amigo ou parente. Tenha certeza que o estará deixando em um local onde será bem acomodado e acolhido”, afirma Lorena Bastos, clínica geral e cirurgiã da Clínica Salud Pet. Porém, em si tratando de gatos, deixar a casa pode não ser uma boa ideia. “Os gatinhos não gostam muito de sair de seu ambiente. Existem hotéis próprios para eles, que oferecem conforto, mas em caso de dúvidas, a melhor opção ainda é contratar um pet sitter. Esse serviço consiste em pessoas que vão até a sua casa para cuidar do seu animalzinho, não gerando assim stress para ele”, aponta.

Hora de fazer as malas – Não são apenas os tutores que devem se preocupar com a bagagem quando saem de férias, durante a hospedagem, em hotéis especializados, é importante que os animais levem com eles alguns de seus itens de uso pessoal. “Os pertences do pet, como comedouro e bebedouro devem ser levados, já que alguns cães estranham vasilhas que não são deles, e por já estarem em ambiente diferente, podem não querer comer ou beber água. A caminha e brinquedos que ele goste, são boas dicas, ter esses objetos por perto ajuda a minimizar a falta de casa, deixando o pet mais acomodado no novo ambiente. Também é importante levar a ração que ele está acostumado a comer, para evitar problemas intestinais, falta de apetite e alergias”, observa a veterinária.

Para quem optar por um desses hotéis, algumas dicas podem fazer toda a diferença:

  • Visite o local para saber como os animais são tratados;
  • Tenha atenção com a limpeza do ambiente;
  • Sentir confiança nas pessoas que trabalham no hotel e no lugar é fundamental;

Ficar em casa – Segundo Lorena, o serviço de pet sitter não é a melhor opção para cães. “Eles normalmente exigem mais atenção, passeios e companhia. Nesse tipo de serviço, o animal fica uma boa parte do tempo sozinho, o que no caso dos cachorros, pode acarretar o stress do animal. A melhor opção para os cãezinhos é ficar na companhia de alguém de confiança”.

Por outro lado, ficar em casa, durante as férias de seus tutores, pode ser a melhor opção para os gatos. “Os gatinhos ficam super bem sozinhos em casa, necessitando apenas de alguém para alimentá-los e fazer a higienização da caixinha de areia “, afirma Lorena.

Comportamento dos pets – Na ausência dos tutores é comum notar uma mudança de comportamento nos animais, alguns podem parecer até deprimidos. “Assim como nós sentimos falta deles, os pets sentem muito a nossa falta também. Para amenizar isso, é interessante deixá-los na companhia de pessoas que irão interagir com eles e mantê-los ativos. Por isso, é importante averiguar com antecedência onde eles vão ficar hospedados, para se certificar que o local é adequado para seu pet. Hotéis que mantém os cães presos não são indicados para animais companheiros e ativos, por exemplo”, esclarece Lorena.

Apesar dessa mudança de comportamento ser comum, é importante estar atento, para que isso não prejudique o bem-estar dos pets. “Se a saúde do animal fica comprometida, como é o caso de animais que ficam extremamente deprimidos, se recusam a se alimentar, praticam automutilação, um veterinário ou um especialista em comportamento animal deve ser consultado”, aponta Lorena.

Animais na viagem – Quando eles também estão incluídos nos roteiros, algumas medidas devem ser tomadas antes da viagem para evitar qualquer problema. “A primeira coisa a se fazer é consultar o veterinário do seu pet, para verificar se a vacinação está em dia e de acordo com as exigências, atestar a saúde do animal e se ele está em condições para a viagem”, alerta a veterinária.

Para viagens de avião, são necessários:

  • Atestado de saúde feito por um veterinário (válido por 10 dias);
  • Vacinação antirrábica, aplicada no mínimo 30 dias antes da viagem (muitas vezes a vacinação de campanha não é válida para o caso, por não ter assinatura de um veterinário);
  • Checar com a companhia aérea sobre tamanhos de caixas de transporte e animais permitidos;
  • Se a viagem for internacional, é necessário entrar em contato com o Ministério da Agricultura para a emissão do Certificado Veterinário Internacional, com pelo menos 1 mês de antecedência;
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