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Cidades

Unidades Básicas de Saúde (UBS) recebem cada vez mais pacientes

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Simone Mathias Telles, de 47 anos, tem tido crises de alergia há cinco meses. Acostumada a sempre procurar o pronto-socorro do Hospital Regional de Samambaia ou a unidade de pronto-atendimento (UPA) da região, nas últimas semanas ela tem sido acompanhada na Unidade Básica de Saúde (UBS) 7, mais perto de casa e, segundo ela, com mais rapidez.

A diferença no atendimento impressionou a diarista, que agora faz exames para descobrir qual é a causa do problema. “Antes, me davam remédio, o problema passava, mas depois voltava. Aqui, o médico vai me passar o tratamento adequado e resolver de vez a situação”, diz.

Investigar as causas das doenças e tratar os pacientes integralmente é um dos princípios da Estratégia Saúde da Família, modelo base da atenção primária da rede. “Ainda passamos por mudanças, mas estamos muito mais preparados hoje do que os prontos-socorros em termos de acolhimento e acesso”, explica a coordenadora da Atenção Primária, Alexandra Gouveia.

Na UBS 7, por exemplo, todas as pessoas que procuram atendimento são avaliadas, e, dependendo da gravidade do caso, têm a consulta marcada, são atendidas imediatamente ou até encaminhadas para outro nível de atenção da rede.

No último caso, também há o acompanhamento da unidade básica. “Quando é grave, conseguimos estabilizar o quadro aqui e chamar o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] ”, explica a gerente de Serviços à Atenção Primária da unidade, Leonor Costa.

Portaria n° 77, de 2017, que estabelece a nova política de atenção primária no DF, sugere que 50% do atendimento nas unidades básicas de saúde sejam destinadas a consultas marcadas e outros 50% à demanda espontânea, ou seja, pessoas sem horário agendado.

A medida garante que os pacientes que precisem ser consultados no mesmo dia tenham acesso. Foi o caso de Taline Keiler, de 29 anos. A dona de casa levou o filho Nicolas, de 7 meses, à unidade para tratar uma gripe. “Aqui, quase não espero e sempre sou atendida. Só vou ao hospital quando não tem outro jeito”, diz.

Graças a isso, a quantidade de pessoas que procuram a unidade quando se sentem mal mesmo sem marcar consulta tem aumentado. Em agosto, esse número chegava a 32 pacientes e, em setembro, 120. No mês passado 160 pessoas procuraram o lugar por demanda espontânea.

Organização de outros níveis de atendimento a partir da atenção primária

De acordo com Leonor, a adequação da atenção primária no modelo da Estratégia Saúde da Família é o primeiro passo para a organização de todas redes de atenção à saúde. Exemplo disso é a Portaria n° 386, que, entre outras coisas, reorganiza o atendimento nos prontos-socorros do DF.

Agora, quem procurar um hospital da rede pública de saúde em situações de baixa complexidade é orientado a buscar a unidade básica de saúde mais perto de casa.

“Isso porque, no pronto-socorro, o paciente concorre com outros de maior gravidade, que vão ser prioridade. Na atenção primária, ele vai ser acolhido de uma forma diferente, vai ter sua necessidade mais bem avaliada”, explica Alexandra.

Essa mudança, ela conta, tem sido possível de maneira mais organizada em locais onde a Estratégia Saúde da Família já estava melhor consolidada, no entanto a queda de pessoas com quadro clínico sem gravidade em UPAs e prontos-socorros já pode ser notada em vários locais.

Na UBS de Samambaia, por exemplo, construída há mais de quatro anos, com equipes de saúde da família, o processo tem sido positivo. A quantidade de demanda espontânea tem aumentado.

O local tem seis equipes de saúde da família e atende uma população de 29 mil pessoas. Atualmente, a cobertura da estratégia em Samambaia é de 90%, sem contar com as equipes que estão em transição. Com elas, a conta chega a 100% de cobertura.

24 unidades já funcionam aos sábados

Outra mudança para garantir o acesso da população às UBS foi a ampliação no horário de funcionamento dos locais com mais de três equipes de saúde da família. Vinte e quatros unidades estão abertas de segunda a sexta-feira das 7 às 19 horas e aos sábados até meio-dia.

Outras 55, que passam pelo processo de transição, até o fim do ano também devem migrar para o novo horário. Atualmente, elas funcionam de segunda a sexta-feira, de 7 as 18 horas. As 86 unidades rurais ou com até três equipes funcionam de segunda a sexta-feira, das 7 às 17 horas.

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Cidades

Moradores de Sobradinho II recebem 815 escrituras

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Dênio Simões/Agência Brasília

Moradores de Sobradinho II receberam nesta segunda-feira (25) 815 escrituras da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab).

Com a entrega de hoje, foram distribuídas, em três anos e seis meses, 57.848 escrituras. O número aproxima o governo da meta de liberar 63 mil documentos do tipo até o fim de 2018.

Neste ano, também houve distribuição de escrituras nas seguintes regiões administrativas:

  • Ceilândia
  • Estrutural
  • Guará
  • Planaltina
  • Recanto das Emas
  • Riacho Fundo I
  • Riacho Fundo II
  • Samambaia
  • Santa Maria
  • São Sebastião
  • Varjão

As entregas fazem parte do processo de regularização fundiária no DF e do Lote Legal, um dos eixos de atuação do programa Habita Brasília.

“Sabemos que a escritura traz segurança jurídica, tranquilidade e valorização do patrimônio. Estamos fazendo entregas em todas as regiões, além de promover a venda direta em condomínios”, disse o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, durante a cerimônia nesta manhã.

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Cidades

Virada do Cerrado 2018 começa na sexta-feira, 29 de junho

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Divulgação

A partir de sexta-feira (29), diversas regiões administrativas de Brasília receberão atividades da Virada do Cerrado 2018. A edição deste ano tem como tema central Coleta Seletiva e Gestão de Resíduos Sólidos.

Haverá ações socioambientais, educativas, esportivas e culturais. A ideia é fortalecer a coleta seletiva para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores dos galpões de triagem e possibilitar a inclusão de mais catadores de materiais recicláveis no processo.

Entre os destaques da programação está a 5ª Caminhada nos Parques do DF, que ocorrerá simultaneamente em diferentes unidades de conservação. A ação será em 1º de julho, com saída às 8 horas.

Além disso, em Ceilândia, na sexta (29), um trabalho de reeducação ambiental será feito de porta em porta, no Trecho 2 do Sol Nascente.

Na mesma data, no Guará, uma unidade móvel da organização não governamental Programando o Futuro receberá lixo eletrônico na QE 38, das 9 horas às 16h45.

Também na sexta, na Fundação Jardim Zoológico de Brasília, das 8h30 às 17 horas, cerca de 300 alunos da rede pública participarão da atividade Coleta Seletiva é o Bicho, que propõe contribuir com a sensibilização sobre o tema.

No Viveiro Comunitário do Lago Norte, no sábado (30), das 8h30 às 13 horas, serão ofertadas oficinas de compostagem e de iscas para abelhas com garrafas PET.

Também no dia 30, no Noroeste, uma série de atividades sobre a importância da coleta seletiva ocorrerá das 15 horas às 17h30, no estacionamento da Quadra 111 e na área comum dos Blocos A e B da CLWN 10/11. Haverá atividades para moradores, síndicos, comerciantes e público em geral.

O que é a Virada do Cerrado

A Virada do Cerrado é um programa colaborativo promovido pela Secretaria do Meio Ambiente em parceria com instituições públicas e privadas.

A ideia é promover a educação ambiental da população e estimular parcerias e conexões entre diferentes atores sociais para o desenvolvimento sustentável das cidades.

Neste ano, a Virada do Cerrado encerra as atividades do Junho Verde, em alusão a 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente.

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Cidades

Campus Party terá 300 horas de conteúdo em cinco dias

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Pedro Ventura/Agência Brasília

De quarta-feira (27) a domingo (1º de julho), Brasília recebe a Campus Party. Os cinco dias abrigarão mais de 300 horas de conteúdo, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.

Serão três espaços: Arena, Camping e Open Campus. O terceiro é aberto ao público, enquanto os outros dois são pagos — o primeiro tem o palco principal, e o segundo é o local de acampamento dos campuseiros.

Em vistoria ao local, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, destacou o interesse do público pelo evento. “É para conhecer e produzir inovações tecnológicas, participar de hackathon [maratona de programação], entre outras atividades”, afirmou.

A estrutura para receber o evento está com 70% de conclusão.

“As áreas que demandam credenciamento e ingresso terão os palcos, as principais palestras. A área open é a que o grande público visita, onde estão robôs, drones, simuladores”, explica o secretário-adjunto de Ciência e Tecnologia, Marcelo Chubaci.

Entre os palestrantes estão:

  • Chance Glasco, cofundador da desenvolvedora de games Infinity Ward, responsável pela franquia Call of Duty
  • Frank Karlitschek, nome relevante do software livre, com projetos de armazenamento e compartilhamento de informações para os consumidores (ownCloud e Nextcloud)
  • Alexandre Ferreira, inventor da Casemonstro, com um jeito lúdico de educar, por meio de palestras e oficinas de robótica.

A programação conta ainda com a hackaton, maratona hacker que reúne programadores, designers, profissionais da comunicação e de desenvolvimento de software e o Fórum Cidades Inteligentes — o tema dessa Campus Party é Parques Tecnológicos e Cidades Inteligentes.

O que é a Campus Party

A Campus Party, que estreou em Brasília em 2017, conta com mais de 540 mil campuseiros cadastrados em todo o mundo.

Já ocorreram edições em países como Alemanha, Argentina, Colômbia, Espanha, Holanda, México, Panamá e Reino Unido.

A iniciativa está presente no Brasil há dez anos e, em 2018, terá edições em São Paulo, no Rio Grande do Norte, em Brasília, na Bahia, em Rondônia e em Minas Gerais.

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Brasília, 25 de junho de 2018

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