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SUS adota exame de fezes mais preciso para detectar câncer de intestino

Ao Vivo de Brasília
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O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer uma nova tecnologia para o rastreamento precoce do câncer de intestino (colorretal). O Ministério da Saúde oficializou a inclusão do Teste Imunoquímico Fecal (FIT) na tabela de procedimentos da rede pública, visando diagnosticar a doença antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas.

A iniciativa tem potencial para impactar mais de 40 milhões de brasileiros e marca uma avanço na atenção primária do país.

Como funciona o exame FIT e suas vantagens

Diferente do método tradicional de pesquisa de sangue oculto, o Teste Imunoquímico Fecal utiliza anticorpos específicos que detectam a hemoglobina humana. Essa especificidade reduz drasticamente os resultados falso-positivos gerados pela ingestão de carnes ou certos medicamentos.

O procedimento apresenta sensibilidade entre 85% e 92% na detecção de alterações e traz facilidades práticas para o paciente:

  • Sem dieta prévia: não exige restrição alimentar nos dias que antecedem a coleta.

  • Sem preparo intestinal: elimina a necessidade de laxantes ou lavagens prévias.

  • Apenas uma amostra: o kit é retirado no posto de saúde, a coleta é feita em casa com apenas uma amostragem e devolvida ao laboratório.

  • Resultado rápido: os laudos costumam ser liberados em prazos de um a três dias úteis.

Quem deve fazer o novo teste no SUS?

O protocolo do Ministério da Saúde é indicado para:

  1. Público-alvo: homens e mulheres assintomáticos com idade entre 50 e 75 anos.

  2. Frequência recomendada: realização a cada dois anos.

  3. Encaminhamento direcionado: se o resultado do FIT for positivo, o paciente é encaminhado para a realização de colonoscopia para confirmação e eventual remoção de pólipos ou lesões pré-cancerígenas.

A estratégia otimiza o uso da rede pública, evitando colonoscopias desnecessárias em pacientes cujo teste inicial não apontou alterações. Pacientes que já apresentam sintomas (como sangue visível nas fezes, dor abdominal persistente ou alteração no hábito intestinal) ou histórico familiar direto devem seguir a investigação médica individualizada imediata.

Câncer colorretal no Brasil

O câncer de intestino é o segundo tipo de tumor mais frequente no Brasil (excluindo o câncer de pele não melanoma). Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) indicam mais de 53 mil novos casos anuais no país.

A detecção precoce é o fator decisivo no prognóstico: quando descoberto em fases iniciais, as chances de cura do câncer colorretal ultrapassam 90%.

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