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Divulgação/Instituto Vital Brazil

Instituto Butantan

Soro anti-Covid com anticorpos de cavalo pode ficar pronto este ano

O desenvolvimento de um soro anti-Covid tem tido resultados promissores, afirma o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. Em entrevista à CNN, ele falou sobre o processo, como andam os testes e quais devem ser os próximos passos na produção.

“É um soro produzido em cavalos para combater o coronavírus. Começamos o desenvolvimento desse soro em maio e estamos em uma fase adiantada da pesquisa. Dez cavalos já foram imunizados, receberam o coronavírus desativado e responderam bem. Eles tiveram uma resposta imunológica poderosa, produziram anticorpos que funcionaram em testes preliminares em camundongos, em laboratório”, comemora.

“Agora vamos para a próxima fase, que é a produção. Esses cavalos fornecerão o plasma e faremos os primeiros lotes do soro para aí sim fazer o teste clínico, testar a segurança e eficácia em pessoas. Podemos tirar de cada cavalo até 12 litros de plasma por sessão. Isso permite a obtenção de muita matéria-prima, e esses litros são purificados e transformados neste remédio, no soro”, explica.

Covas acredita que o processo se conclua até o fim do ano. “Isso depende da aprovação da Anvisa, tanto a produção do soro em si quanto o teste clínico, que é feito em pessoas já infectadas com a Covid-19 e que estão internadas. O teste permite saber se o soro diminui a gravidade e complicações da doença. As pessoas infectadas de forma mais graves são as candidatas naturais”.

Vacina x Soro

O diretor do Butantan comentou também a diferença do soro para a vacina que também está em fase de testes. “As populações são diferentes, a vacina é preventiva, e o soro é curativo”. No entanto, ambas podem ficar prontas simultaneamente.

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“A vacina é um longo processo de desenvolvimento. No caso específico da vacina que desenvolvemos, houve rapidez relativa devido à experiência anterior com outro coronavírus, que era o Sars. A Sinovac já tinha trabalhado nessa vacina contra o Sars e, quando apareceu o novo coronavírus, ela simplesmente adaptou, o que permitiu entrar rapidamente em estudos clínicos. Pretendemos tê-la até o final deste ano e pode acontecer de seu uso vir em janeiro, podendo coincidir também com a disponibilidade do soro”, projeta.

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