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Setembro Amarelo

Socorro especializado pode ser decisivo para evitar suicídio

Redação

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Foto/Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Gilberto Costa

O atendimento de equipes especializadas e multidisciplinares pode ser determinante para evitar o suicídio. A opinião é do psiquiatra Leonardo Luz, do Conselho Federal de Medicina. “O Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – 192] deve ser acionado porque é uma emergência médica”, afirma.

Representante do Piauí, o médico reconhece, no entanto, que não há em todas as localidades do país serviço de urgência para casos de suicídio. “Há relatos Brasil afora onde o Samu não têm equipe para o atendimento, os bombeiros e a polícia é que acabam cuidando. Eles podem até ser rápidos, mas não têm recursos para fazer esse atendimento”.

No Distrito Federal, a Central de Informações Toxicológicas e Atendimento Psicossocial (Ceitap), da Secretaria de Saúde, mantém um carro do Samu disponível para equipe especializada, formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e condutor socorrista.

Segundo a gerente da Ceitap, a enfermeira Carla Pelloso, a equipe “consegue intervir no momento em que a pessoa está em situação na qual perde o controle dos próprios atos e tem esses pensamentos acentuados de morte”. A iniciativa envolve conversa e acolhimento para que “a pessoa deixe de pensar no ato [de matar-se], vislumbre outro caminho e perceba que aquela não é a única saída”.

A psicóloga Janaína Milagres, especialista em psicopatologia e psicodiagnóstico infantil e psicologia hospitalar e da saúde, lembra que “o apoio psicológico no momento de crise é de grande importância para aliviar o sofrimento, diminuindo a angústia das emoções e das situações traumatizantes”.

Conforme o psiquiatra Leonardo Luz, a interlocução é uma “fala ativa para ganhar tempo” e levantar informações “para classificar risco”, conhecer histórico pessoal e identificar o perfil de quem ameaça se matar.

Entender os sinais

De acordo com o site da campanha Setembro Amarelo, de esclarecimento sobre suicídio, entre as causas em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias (como álcool e drogas). O site informa que no Brasil são registrados cerca de 12 mil suicídios por ano (mais de 1 milhão no mundo). Cerca de 96,8% dos casos estão relacionados a transtornos mentais.

Leonardo Luz diz que o suicídio é a última etapa de um processo que, em geral, segue os momentos de ideação, planejamento ou intenção e tentativa. A avaliação médica pode identificar a necessidade de psicoterapia e de prescrição de medicamentos.

Para Janaína Milagres, é necessário que familiares e amigos fiquem atentos ao comportamento. A avaliação é de que antes do ato de suicídio a pessoa exibe sinais que poderão resultar na tentativa.

“O pedido de socorro acontece de várias formas. Muitas atitudes podem ser previsões de um comportamento suicida, como alta agressividade e nível extremo de impulsividade”.

Na internet, é possível localizar em sites especializados mais informações sobre o suicídio. Além do site da campanha Setembro Amarelo, o Conselho Federal de Medicina mantém manuais, protocolos e cartilhas sobre o ato, e o Ministério da Saúde descreve em seu glossário várias informações úteis para leigos e médicos, como onde buscar ajuda e ter publicações especializadas.

Alerta de Perigo Iminente

Ministro confirma primeiro caso suspeito de coronavírus no Brasil

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Foto/Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil

O Ministério da Saúde confirmou nesta terça-feira (28) o primeiro caso suspeito de coronavírus no país e elevou o nível de Atenção para Alerta de Perigo Iminente para a presença do vírus no país. De acordo com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, uma estudante de 22 anos que esteve na China está internada, em Belo Horizonte, em observação.

“O que muda é o grau de vigilância nessa fase. Aumenta a nossa vigilância de portos e aeroportos, triagem de pacientes, o uso de determinado equipamentos de proteção, mas o nosso foco principal nessa fase é a vigilância”, disse Mandetta, em entrevista coletiva para falar sobre as medidas tomadas pelo governo para evitar a entrada do vírus no país.

“Nessa fase a gente tem um olhar com muito mais atenção para dentro do país, para identificar se o vírus está circulando em território nacional, e outro [olhar] muito presente em informações técnicas e científicas a respeito do comportamento do vírus”, disse Mandetta..

Suspeita de coronavírus

A estudante brasileira viajou para a cidade de Wuhan no período de 29 de agosto de 2019 a 24 de janeiro deste ano. Ela está em observação e, de acordo com o ministro, o estado dela é estável. Caso a infecção por coronavírus seja confirmada, o nível de alerta no país sobe para de Emergência de Saúde Pública Nacional, quando há a possibilidade de o vírus já estar em circulação no país.

“Ela está em isolamento e os 14 contatos mais próximos estão sendo acompanhados. O nome, por motivos óbvios não deve ser divulgado, por respeito a pessoa, seus familiares e sua privacidade,” disse o ministro.

Investigação

De acordo com dados apresentados na coletiva do comitê de operações de emergência do Ministério da Saúde, no período de 3 a 27 de janeiro foram analisados 7.063 rumores de pessoas com coronavírus, dos quais 127 rumores exigiram a verificação mais detalhada. Dessa verificação, 10 casos se enquadraram inicialmente na definição de caso suspeito. Desses, nove foram descartados e o único caso tratado como suspeito é o da paciente internada em Belo Horizonte.

O ministro informou ainda que, após a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter aumentado o nível de alerta em relação ao cenário global do novo coronavírus para Alto, o governo vai passar a tratar como casos suspeitos os das pessoas que estiveram em toda a China, não apenas na província de Wuhan, nos últimos 14 dias e que apresentarem sintomas respiratórios suspeitos.

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Gestão hospitalar

Novo sistema do IGESDF melhora atendimento em hospitais e UPAs

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Foto/Imagem: Davidyson Damasceno/IGESDF

Gerenciar medicamentos e insumos, prontuários, profissionais e permitir calcular os custos com cada paciente estão entre os principais avanços no novo sistema de gestão hospitalar implantado pelo Instituto de Gestão Estratégica da Saúde do DF (IGESDF). A ferramenta começou a ser utilizada no Hospital de Base (HB) e já chegou às seis unidades de pronto atendimento (UPAs). No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), a inovação deve chegar a partir de maio.

Com a implantação da ferramenta, essas unidades passam a fazer uma administração mais rigorosa e a otimizar a aplicação dos recursos disponíveis, assim como ocorre nos melhores hospitais privados do Brasil. “O IGESDF está migrando de um sistema simples de prontuário eletrônico para um sistema de gestão hospitalar que integra os dados dos prontuários dos pacientes aos controles de estoques (farmácia e almoxarifado), ao financeiro e demais setores, aumentando o controle sobre o atendimento e os gastos”, ressaltou o superintendente de Tecnologia da Informação do IGESDF, Marcos Flávio de Souza.

Ele detalhou que o sistema gerencia informações estratégicas, administrativas, financeiras, clínicas e assistenciais, proporcionando uma gestão mais eficiente e melhorando o atendimento para os pacientes. A ferramenta também simplifica o armazenamento de dados, facilitando o dia a dia de médicos, equipe de enfermagem e demais profissionais de saúde, além de garantir a segurança do paciente.

“Os relatórios são visualizados em painéis que mostram métricas e indicadores importantes para alcançar objetivos e metas traçadas, facilitando a compreensão das informações geradas, auxiliando a tomada de decisão dos gestores”, acrescentou o superintendente.

Entenda

O sistema de gestão hospitalar consiste em processos implantados em três etapas. O Hospital de Base já está utilizando os módulos: Controladoria, Suprimentos, Manutenção e Painel de Indicadores com “Go Live”.

Depois de implantada a segunda etapa, o Hospital de Base começou a fazer o uso dos módulos Gestão Estratégica, Prontuário Eletrônico, Anatomia Patológica, Portaria, Classificação de Risco e Laboratório. A terceira e última está em andamento com a implantação do Centro de Material Esterilizável (CME) e gestão de documentos (MVDOCs).

A segunda unidade a receber o sistema de gestão hospitalar foi a UPA de Ceilândia e, posteriormente, foram iniciados os trabalhos de implantação nas UPAs de Núcleo Bandeirante, Sobradinho, Samambaia, São Sebastião e Recanto das Emas. Os módulos implantados foram Classificação de Risco, Laboratório, Prontuário Eletrônico e Suprimentos.

No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) serão implantados os módulos Soul MV, Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), Classificação de Risco, Módulo de Gestão de Indicadores e Ocorrências (MVGE).

Capacitação

Para que o sistema fosse implantado, diversos treinamentos, workshops e simulações foram realizados de forma que os colaboradores aprendessem a operá-lo. Também foram disponibilizados 95 profissionais chamados de “multiplicadores”, que ficam nos setores sanando dúvidas referentes ao uso da nova ferramenta.

Outra ação foi criar a Central de Resolução de Problemas (CRP), que monitora o sistema e age imediatamente quando ocorre alguma falha, o que às vezes ocorre nos momentos de substituições de programas desse tipo.

Investimentos

Para a implantação do novo sistema de gestão foram necessários investimentos em  cabeamento estruturado de rede, modernos switches, novos computadores para os profissionais de saúde e administrativos, totalizando mais de R$ 21 milhões em recursos do próprio orçamento do IGESDF.

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Janeiro Roxo

Campanha visa conscientizar e diagnosticar casos de hanseníase

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Foto/Imagem: Geovana Albuquerque/Saúde-DF

O Consultório Itinerante de Hanseníase, uma ação da Campanha de Enfrentamento da Hanseníase da Secretaria de Saúde, diagnosticou 15 casos de hanseníase durante a semana em que esteve prestando assistência na Rodoviária do Plano Piloto. A iniciativa tem o objetivo de alertar a população para o problema e diagnosticar novos casos da doença no Distrito Federal.

“É uma ação efetiva que tem um custo benefício muito bom. Os casos diagnosticados são uma amostra direcionada, que representam um número alto de casos para a quantidade de pessoas atendidas”, destaca Ciro Gomes, especialista em hanseníase da Universidade de Brasília.

Mais de quatro mil pessoas foram abordadas para a triagem do Consultório Itinerante, durante a primeira semana de ação. Desses atendimentos iniciais, mais de 200 pessoas foram consultadas por médicos da Secretaria de Saúde e da Universidade de Brasília. O consultório também realizou 25 baciloscopias, que são exames para o diagnóstico da doença.

O padeiro A. P., de 62 anos, foi um dos pacientes consultados e que teve o diagnóstico confirmado para hanseníase. Ao perceber a carreta na Rodoviária do Plano Piloto, o padeiro foi buscar informações e já saiu do Consultório Itinerante medicado e com o encaminhamento para a unidade de saúde próxima de casa. “Achei muito boa essa oportunidade. Fui muito bem atendido. Fui consultado, medicado e já estou até com o medicamento na mão”, destaca o padeiro.

O Consultório Itinerante estará nas regiões de saúde até o dia 10 de março, contemplando 13 regiões administrativas. A Região Leste será a próxima a receber a carreta, que estará no Paranoá, a partir desta segunda-feira (27) até sexta-feira (29) e, depois, em São Sebastião, nos dias 30 e 31 de janeiro, sempre das 8h às 17h.

Janeiro Roxo

A Campanha de Enfrentamento da Hanseníase no Distrito Federal tem o objetivo de diagnosticar novos casos da doença, aproximar a população das práticas de promoção da saúde e treinar os profissionais da atenção primária para um diagnóstico precoce da doença.

A ação é realizada em sintonia com o Janeiro Roxo, uma campanha nacional de combate da hanseníase, que busca melhorar o controle da doença por meio da disseminação de informações especializadas e da conscientização da população sobre sua gravidade, bem como da necessidade de diagnóstico e tratamento precoces, contribuindo para a redução do preconceito acerca da doença.

Além do Consultório Itinerante, as unidades básicas de saúde (UBS) e as da Atenção Secundária e Hospitalar, também estarão preparadas para atender a demanda da campanha.

A campanha conta com a parceria do Ministério da Saúde, do Conselho de Saúde, da Universidade de Brasília (UnB), e do Grupo de Apoio às Mulheres Atingidas pela Hanseníase (Gamah).

“Essa parceria é positiva, pois com essa campanha já foi possível realizar diagnósticos e treinar equipes da saúde da família para uma orientação mais efetiva sobre os cuidados e o diagnóstico precoce da doença”, pontua a presidente do Gamah, Marly Araújo.

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