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Assassina silenciosa

Sepse, doença que mais mata no mundo, preocupa pesquisadores

Redação

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Foto/Imagem: Getty Images
James Gallagher - BBC

Uma em cada 5 mortes no mundo é causada por sepse, conhecida também como “envenenamento do sangue” — a cifra é fruto da mais ampla análise já feita sobre essa enfermidade.

Segundo estudo assinado por 24 pesquisadores de universidades de seis países baseado em registros médicos de 195 nações, 11 milhões de pessoas morrem todos os anos por causa de septicemia, mais do que as mortes por câncer.

Os pesquisadores por trás do estudo afirmam que as cifras são “alarmantes” porque são o dobro das estimativas anteriores.

A maioria dos casos ocorre em países de renda baixa ou média, mas há cada vez mais nações ricas lidando com o problema.

Assassina silenciosa

Sepse (ou sépsis ou septicemia) é conhecida como “assassina silenciosa” por ser muito difícil de ser detectada.

A sepse é uma resposta sistêmica do organismo a uma infecção, que pode ser causada por bactérias, vírus, fungos ou protozoários.

Normalmente, o sistema imunológico entra em ação para atacar a infecção e impedi-la de se espalhar. Mas, se ela consegue avançar pelo corpo, a defesa do organismo lança uma resposta inflamatória sistêmica na tentativa de combatê-la e o sistema imunológico pode entrar em colapso porque, ao combater uma infecção, passa também atacar outras partes do próprio corpo.

Em última instância causa falência de órgãos, e sobreviventes podem ter graves sequelas.

Quando não diagnosticada e tratada rapidamente, ela pode comprometer o funcionamento de um ou vários órgãos do paciente e levar à morte.

Quando o paciente atinge um quadro de choque séptico, a pressão sanguínea cai para níveis baixos e perigosos, reduzindo a oxigenação de órgãos, comprometendo seu funcionamento. O choque séptico, segundo o serviço de saúde britânico (NHS), pode ocorrer como uma complicação da sepse.

Qualquer processo infeccioso, seja uma pneumonia ou infecção urinária, por exemplo, pode evoluir para um quadro de sepse.

Por que houve um salto nos números?

Estimativas globais anteriores, que chegavam a 19 milhões de casos e 5 milhões de mortes por ano, se baseavam apenas em alguns países ocidentais.

Mas a análise da Universidade de Washington, publicada na revista científica Lancet e baseada em registros médicos de 195 nações, fala em 49 milhões de casos por ano.

As 11 milhões de mortes por sepse representam 1 em cada 5 mortos ao redor do mundo.

“Eu trabalhei na zona rural de Uganda e vemos casos de sepse todos os dias”, afirma a pesquisadora e professora-assistente Kristina Rudd, da Universidade de Pittsburgh.

“Então de certo modo essa descoberta não foi uma surpresa, mas eu não esperava que fosse o dobro do que se estimava.”

A boa notícia da análise é que o número de casos e de mortes tem caído desde 1990. Houve uma queda de 50% nas últimas duas décadas.

Os pesquisadores esperam também que um melhor entendimento sobre a verdadeira dimensão do problema pode ampliar o nível de alerta e salvar mais vidas.

Quem são os principais afetados?

A grande maioria dos casos (85%) está em países pobres ou em desenvolvimento.

Crianças com menos de cinco anos representam 4 em cada 10 casos.

Mas o combate à sepse é um desafio mesmo em países ricos como o Reino Unido, onde a taxa de mortes é maior do que em outras nações, como Espanha, França e Canadá.

O governo britânico registra cerca de 48 mil mortes por ano em decorrência da doença, em meio a pressões crescentes por uma identificação mais ágil e precoce a fim de iniciar o tratamento.

Estima-se que o Brasil tenha 400 mil casos de sepse por ano.

O que pode ser feito?

A redução do número de infecções pode levar à redução do número de casos de sepse.

Para muitos países, isso significa melhor saneamento básico, água limpa e acesso a vacinas.

Outro grande desafio é melhorar o sistema de identificação de pacientes com sepse para serem tratados antes que seja tarde demais.

Um tratamento precoce com antibióticos ou antivirais para eliminar a infecção pode fazer uma grande diferença.

“Nós precisamos renovar o foco na prevenção da sepse entre recém-nascidos e no combate à resistência aos antibióticos, um fator importante dessa enfermidade”, afirmou Mohsen Naghavi, pesquisador da Universidade de Washington.

Quais são os sintomas de sepse?

A organização britânica UK Sepsis Trust, que se dedica a informar sobre a doença e a ajudar pacientes, lista sintomas que devem servir de alerta:

  • Fala comprometida, arrastada ou tontura;
  • Tremores extremos ou dores musculares;
  • Baixa produção de urina (passar um dia sem urinar);
  • Falta de ar grave;
  • Pele manchada ou pálida;
  • Confusão mental ou, em alguns casos, perda de consciência;
  • Diarreia, enjoos ou vômito.

Já os sintomas em crianças pequenas incluem:

  • Aparência manchada, azulada ou pálida;
  • Muito letárgico ou com dificuldade para acordar;
  • Pele muito fria;
  • Respiração muito rápida;
  • Mancha cutânea que não desaparece quando você a pressiona;
  • Convulsão.

DF contra o Aedes

Governo combate dengue mesmo em casas vazias ou abandonadas

Redação

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Redação
Foto/Imagem: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Mato alto, entulho, calha entupida, piscina descuidada. O cenário de casas vazias ou abandonadas é prato cheio para a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Para combater de forma eficiente, o Governo do Distrito Federal acessa esses terrenos, faz pesquisa de focos, verifica criadouros e aplica produtos para impedir o avanço. Desta vez, a ação foi no Lago Sul.

Segundo a Secretaria de Saúde (SES), dados apontam que 92% dos focos do mosquito estão nos quintais das casas. A situação é ainda mais crítica quando não há cuidados com os espaços que sofrem com abandono. Só no Lago Sul, a estimativa é de que mais de 200 endereços estejam nessa situação – e devem ser inspecionados um a um.

Na QI 7, um caseiro recém-diagnosticado com dengue acendeu alerta da vizinhança, que procurou o governo para atuar efetivamente no combate ao mosquito em endereços fechados há muito tempo. “Estamos sempre preocupados com casas vazias, que não têm manutenção, para evitar focos. A falta de cuidado é hospedeiro ideal para proliferação do mosquito”, afirma o empresário Pedro Araújo, 66 anos.

De acordo com o morador daquela quadra, três imóveis abandonados ou fechados entre os conjuntos 14 e 15 perturbam a vizinhança. Um deles foi visitado nesta quarta-feira (19). Um funcionário acionado pelos proprietários do imóvel após denúncias recebeu a equipe e permitiu o acesso. Ali, a inspeção foi realizada em busca de criadouros onde o vetor pode desovar, amostras foram colhidas e o tratamento com inseticida larvicida à base de Espinosade foi efetuado.

Diretor de Vigilância Ambiental (Dival), Edgar Rodrigues esclarece que a fêmea do Aedes aegypti deposita até 450 ovos por vez e tem capacidade de fazer cinco posturas durante a vida. Assim, são mais de 2,2 mil ovos ao todo. “Infectado, o mosquito fêmea poderia contaminar toda essa área. Tivemos 62 óbitos e não podemos mais deixar isso acontecer no DF”, ressalta.

Ação interdisciplinar

“Todos os órgãos do GDF, por orientação direta do governador Ibaneis Rocha e do vice-governador Paco Brito, realizam reuniões periódicas e permanentes ao longo desse período crítico para estabelecer providências a serem adotadas e estratégias para não permitir a proliferação do mosquito”, lembra o administrador do Lago Sul, Rubens Santoro Neto.

Ele explica que há uma determinação judicial que permite acessar imóveis abandonados. A entrada forçada, porém, é usada como último recurso. “A administração contata os proprietários para que eles limpem a área ou permitam o acesso das equipes para a limpeza do ambiente. Sem autorização direta, infelizmente temos que valer a intimação, porque a saúde e a vida humana estão acima dos interesses pessoais”, defende.

Desde 24 de janeiro o DF está em situação de emergência de saúde pública, por tempo indeterminado, em razão da ameaça de epidemia de dengue e outras doenças. De acordo com dados da Secretaria de Saúde, até a última semana de janeiro deste ano foram registrados 1.419 casos da doença no DF, com um óbito confirmado. As informações da pasta apontam ainda que 92% dos focos do mosquito Aedes aegypti estão em quintais de casas particulares.

Esforços

O GDF tem atuado ativamente no enfrentamento ao Aedes aegypti. A partir desta quarta-feira (19), sete hospitais da rede pública de saúde do DF irão receber as Salas de Acolhimento para Casos Suspeitos de Dengue: Planaltina, Região Leste, Asa Norte, Guará, Gama, Brazlândia e Taguatinga.

Todas as regiões administrativas do DF recebem, diariamente, ações de combate e prevenção à dengue. Aos finais de semana, a Secretaria de Saúde tem feito ações de massa em determinadas cidades. Os esforços do governo também envolvem a reabertura da sala de hidratação oral dos hospitais da Região Leste e de Ceilândia para reforçar o atendimento a casos suspeitos; vistorias de imóveis fechados com drones; e capacitação de servidores e contratação de pessoal.

O governador Ibaneis Rocha convocou a população a combater de forma ativa e responsável o mosquito transmissor da dengue. A Unidade de Assuntos Religiosos e a Secretaria de Saúde (SES) lançaram uma campanha em parceria com lideranças religiosas e entidades assistenciais. A ideia é fazer um “dia D” de combate à dengue nos templos religiosos.

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Base Aérea de Anápolis

Novos exames em repatriados deram negativo para coronavírus

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Foto/Imagem: Elza Fiúza/Agência Brasil

Exames específicos para o novo coronavírus feitos no grupo de 54 pessoas em quarentena na Base Aérea de Anápolis (GO) deram negativo. “Os resultados foram concluídos, todos negativos todos continuam assintomáticos. Era o que esperávamos, era o que desejávamos”, disse em coletiva à imprensa o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, na tarde desta quarta-feira (19).

Segundo o secretário, ainda será feito um novo exame, no próximo sábado (22), para uma última avaliação, antes que todos sejam liberados da quarentena de 18 dias, contados a partir da entrada na aeronave brasileira, no dia 5 de fevereiro..

Ao todo, 34 pessoas foram resgatadas de Wuhan, cidade chinesa considerada epicentro da doença. Além deles, também estão em quarentena 24 pessoas que participaram da repatriação, pilotos e outros tripulantes da aeronave usada no resgate.A liberação destes profissionais antes dos 18 dias da quarentena chegou a ser cogitada, mas o Ministério da Saúde já descartou a hipótese.

Pacientes monitorados

O Ministério da Saúde também descartou entre ontem e hoje três suspeitas de infecção pela doença. Boletim divulgado hoje mostra que agora são duas pacientes monitoradas, uma no Rio Grande do Sul, que teve amostra coletada para exame específico do novo coronavírus, e uma do estado de São Paulo, que ainda será testada para outros vírus.

Repatriação

No dia 5 de fevereiro, duas aeronaves da Força Aérea Brasileira foram à China buscar brasileiros em Wuhan, epicentro da doença. Entre brasileiros e familiares de outras nacionalidades, 34 vieram chegaram ao Brasil no dia 9 de fevereiro. A quarentena de 18 dias é um protocolo internacional para evitar a disseminação da doença no Brasil. Além dos repatriados, 24 profissionais que fizeram parte do resgate também estão em quarentena.

No dia 30 de janeiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto de novo coronavírus como emergência em saúde pública de importância internacional. Mais de duas mil pessoas morreram na China e mais de 70 mil foram infectadas pelo novo vírus. No Brasil não há casos confirmados.

Histórico do coronavírus

Os coronavírus são conhecidos desde meados dos anos 1960 e já estiveram associados a outros episódios de alerta internacional nos últimos anos. Em 2002, uma variante gerou um surto de síndrome respiratória aguda grave (Sars) que também teve início na China e atingiu mais de 8 mil pessoas. Em 2012, um novo coronavírus causou uma síndrome respiratória no Oriente Médio que foi chamada de Mers.

A atual transmissão, com o vírus batizado agora de Covid-19, foi identificada em 7 de janeiro. O escritório da OMS na China buscava respostas para casos de uma pneumonia de etiologia até então desconhecida que afetava moradores na cidade de Wuhan.

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Metabolismo

Conheça os benefícios do “novo” implante hormonal subcutâneo

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Foto/Imagem: Shutterstock

Bastante utilizado na Europa, EUA e Austrália, os implantes hormonais subcutâneos têm adquirido uma forte tendência no Brasil. Para muitos profissionais médicos o método representa um avanço promissor no tratamento de reequilíbrio hormonal disponibilizando uma técnica que acompanha o metabolismo do organismo humano.

O implante hormonal subcutâneo tem uma combinação de hormônios ação/duração no corpo durante um período de seis meses. Pode ser utilizado tanto por homens como por mulheres dentro da necessidade de cada paciente e com a avaliação de um profissional especializado.

De acordo com a clínica geral Luciene Breda, o implante subcutâneo atua de forma contínua, liberando os hormônios em pequenas quantidades acompanhando a fisiologia corporal tanto feminina como masculina, minimizando efeitos adversos e dando ao corpo o equilíbrio necessário.

A interação dos hormônios existentes no implante traz inúmeros benefícios à saúde. Eles são capazes de favorecer o ganho de massa muscular, diminuir o percentual de gordura corporal e adquirir mais vigor (força/energia) para as práticas desportivas.

Em mulheres

Nas mais jovens, o implante ajuda a reduzir os desagradáveis sintomas da tensão pré-menstrual, a famosa TPM, aliviando tanto as dores como o sangramento e pode contribuir no controle do quadro da síndrome do ovário policístico. Já nas mulheres maduras, que estão no climatério ou mesmo no período pós-menopausa, o reequilíbrio hormonal ajudará no alívio das ondas de calor, a excessiva sudorese, secura vaginal, lapsos de memória, no sono, melhora a libido e as dores musculares e articulares.

Nos homens

A classe masculina pode ser imensamente beneficiada com a técnica hormonal. Para os que estão na andropausa, o implante subcutâneo melhora a saúde sexual e a capacidade erétil. Proporciona proteção prostática e cardiovascular, além de aumentar a energia ( a vitalidade ), o fortalecimento dos ossos e dos músculos, a performance esportiva e a sensação de bem-estar geral.

Contra Indicações

Não existe comprovação científica quanto a não utilização do método. Devendo nestes casos, ter cautela com fumantes, mulheres que fazem uso de anticoncepcional oral ou mesmo pacientes (sejam homens ou mulheres) que já utilizam algum tipo de hormônio ou medicamento que contenha esses hormônios em sua composição. Sendo necessário uma avaliação detalhada para que o profissional médico possa ter segurança em medicar. A especialista Luciene Breda ressalta que a aplicação do implante hormonal será sempre realizada acompanhado de uma história clínica individual, exames físicos e laboratoriais direcionados.

“É um método bastante proveitoso se usado com responsabilidade. Por este motivo todo e qualquer paciente que tiver interesse em se submeter a técnica precisa passar pela avaliação clínica. Somente após essas condutas o implante deverá ser realizado “, pontua a médica.

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