Museu da Educação

Portal reúne acervo sobre o ensino público nos primeiros anos de Brasília

Divulgação/Museu da Educação
Larissa Sarmento

O Museu da Educação do Distrito Federal começa a sair do papel. Um site com informações e fotos sobre o tema foi lançado nesta quarta-feira (8) no Espaço Israel Pinheiro, que fica no Bosque dos Constituintes, perto da Praça dos Três Poderes.

A plataforma digital foi criada com financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF), por meio de edital de 2016 voltado a pesquisas sobre memória, identidade cultural e patrimônio material e imaterial de Brasília.

O projeto é dirigido por pesquisadores e professores da Universidade de Brasília (UnB) e tem o objetivo de contribuir para a qualidade dos processos educativos da educação brasiliense.

Sede do Museu da Educação será no Parque Ecológico e Vivencial da Candangolândia

Além do site, um prédio será construído para abrigar o Museu da Educação do DF. A obra conta com apoio da Secretaria de Educação, que ajudou na elaboração do projeto arquitetônico.

O terreno de dois hectares em que será instalado o acervo fica no Parque Ecológico e Vivencial da Candangolândia e foi cedido pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram). A obra ficará a cargo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap)

A edificação será uma réplica do primeiro colégio público de Brasília, a Escola Júlia Kubitschek, inaugurada em 15 de outubro de 1957. Construída em madeira, ela atendia os filhos dos operários e de servidores da Novacap.

Segundo o assessor especial da Secretaria de Educação, Fernando Ribeiro, a pasta ajudou a atualizar o projeto arquitetônico, prevendo questões de acessibilidade e fazendo adequações necessárias para o processo licitatório, ainda sem data definida.

“O principal objetivo do museu é trazer uma visão desconhecida para a maioria da população do que é a trajetória da educação no DF”, ressalta.

Acervo do Museu da Educação

O acervo disponível no site do Museu da Educação — e que será colocado na sede física — consiste em fotos, documentos, áudios e vídeos do período de 1956 a 1964.

Entre o material estão entrevistas com professores, gestores e estudantes dessa primeira fase da educação pública de Brasília.

“O portal é uma forma de já divulgar os documentos do acervo valioso do museu tanto para professores quanto para estudantes e comunidade em geral”, diz a professora Eva Waisros, coordenadora do projeto.

Eva enfatiza que o site propõe interatividade, porque qualquer professor pode, por meio de formulário, dar um depoimento sobre a época da pesquisa.

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