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Surto de Sarampo

Opas negocia entrega de doses extras de tríplice viral ao Brasil

Redação

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Foto/Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Vinícius Lisboa

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) informou nesta sexta (6) que já começaram a ser entregues as 18,7 milhões de doses extras da vacina tríplice viral ao Brasil, e que trabalha para garantir que mais 15 milhões de doses cheguem ao país no curto prazo.

Segundo a representante da Opas no Brasil, a especialista em imunizações Lely Guzman, as doses já entregues vieram da farmacêutica Merck e do Serum Institute of India e estão passando pelos trâmites regulatórios previstos na legislação brasileira para o controle de qualidade.

“O Brasil, neste momento, está fazendo muitas ações para dar resposta a esse surto”, disse Lely, referindo-se aos casos de sarampo registrados no país. “O Brasil é muito importante na região, e tudo o que acontece no Brasil rapidamente impacta os outros países”, acrescentou.

De acordo com Lely, não existem atualmente dificuldades de fornecimento de vacina contra o sarampo para países do continente sul-americano. Surtos da doença também estão sendo registrados em outras partes do mundo, como a Europa e a África, e a demanda pela vacina deve aumentar. “Os laboratórios neste momento estão sendo chamados a produzir mais porque espera-se que, no próximo ano, a demanda será muito maior nesse processo de eliminação [do sarampo] das regiões comprometidas.” Lely informou que a coordenação internacional do processo será da Organização Mundial da Saúde (OMS) e suas entidades regionais, como a Opas.

Certificado ameaçado

Conquistado em 2016, o certificado de erradicação do sarampo das Américas pode estar ameaçado pelos surtos registrados desde 2017 em parte de seus países. Se os Estados Unidos não contiverem até o fim deste mês o surto da doença, iniciado em 30 de setembro do ano passado no estado de Nova York, será o terceiro país da região a perder o certificado de erradicação.

Brasil e Venezuela já perderam esse reconhecimento por não terem conseguido quebrar a cadeia de transmissão do vírus no período de 12 meses após o início de um surto. Caso o mesmo ocorra com os Estados Unidos, país mais populoso do continente, as chances de o certificado continental ser revisto são maiores, destacou Lely Guzman, que fez nesta sexta-feira (6) palestra na Jornada Nacional de Imunizações, em Fortaleza.

O continente americano é o mais avançado no cumprimento dos objetivos do Plano de Ação Vacional Global da OMS. Os 35 países do continente conseguiram erradicar a rubéola, a poliomielite, o tétano materno e neonatal e, até 2017, também haviam zerado os casos de sarampo. Apesar disso, os países não conseguiram cumprir de forma conjunta as metas de cobertura vacinal, o que permitiu que a doença voltasse a circular.

A Venezuela foi o primeiro país a perder o certificado de erradicação do sarampo, em julho de 2017 – no ano passado, o país teve 5,7 mil casos de sarampo e agora, em 2019, já registrou 417.

Segundo a Opas, as taxas de imunização aquém do necessário na população brasileira fizeram com que o vírus circulasse na Região Norte desde o ano passado após a chegada de pessoas que foram infectadas na Venezuela. Em 2018, o Brasil teve 10 mil casos de sarampo, e o surto iniciado no Norte não foi totalmente controlado em 12 meses, o que fez com que o país perdesse o certificado de erradicação neste ano.

Em 2019, já são mais de 2,7 mil casos, conforme o último balanço do Ministério da Saúde. A maioria dos casos (98%) está concentrada em São Paulo, onde teve início outro surto, também por causa das baixas taxas de imunização, que permitiram que o vírus circulasse após a chegada de pessoas infectadas na Europa e na Ásia.

A Colômbia também tenta conter um surto antes de se completar o período de 12 meses. No caso dos colombianos, ações de imunização na fronteira com a Venezuela e uma cobertura vacinal maior permitiram que o certificado fosse mantido até o momento, mas a circulação do vírus continua. A Colômbia teve 208 casos no ano passado e 189 neste ano.

Segundo a Opas, o caso dos Estados Unidos é diferente e se iniciou com a chegada de imigrantes de fora do continente americano. No estado de Nova York, onde ocorre o surto mais duradouro, o vírus se espalhou em comunidades religiosas que não estavam com a vacinação em dia, e ainda não foi inteiramente contido. Outros surtos, no entanto, ocorrem simultaneamente no país, que teve 372 casos em 2018 e 1,2 mil em 2019.

Dos 35 países do continente americano, apenas 16 vacinaram mais de 95% do público-alvo com a primeira dose da vacina contra o sarampo em 2018, e somente oito cumpriram a meta para a segunda dose: Antigua e Barbuda, Costa Rica, Cuba, México, Nicarágua, Panamá, São Cristóvão e Neves e São Vicente e Granadinas. No caso da segunda dose, 19 países não atingiram sequer 80% do público-alvo, incluindo Brasil e Venezuela.

Distrito Federal

Dengue: Justiça autoriza entrada de agentes em imóveis fechados

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Foto/Imagem: Andre Borges/Agência Brasília

Apesar de o Distrito Federal estar em pleno período de seca, o combate ao Aedes aegypti continua em todas as regiões administrativas. Esse trabalho, constante, foi reforçado por meio de uma determinação judicial que permite aos agentes da Secretaria de Saúde entrar em ambientes fechados e abandonados. A medida vale, ainda, para locais onde houver negativa de acesso aos servidores.

Conforme sentença, proferida pela 3ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, os agentes da Secretaria de Saúde podem adentrar esses locais apenas no estrito cumprimento de atividades de combate ao mosquito, devidamente identificados, inclusive por meio de crachá e roupas adequadas. “Com essa decisão, teremos uma atuação ainda melhor no combate ao Aedes. Infelizmente, não temos acesso a diversos locais. Agora, teremos respaldo jurídico para fazer o nosso trabalho e proteger, ainda mais, a população”, destacou o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero.

Historicamente, segundo o gestor, há todo um trabalho de convencimento dos moradores para a importância do combate ao vetor, bem como para a entrada dos profissionais da Saúde nos imóveis. Guará, Jardim Botânico e Lago Sul são as localidades com mais registros de rejeição do acesso dos servidores ao interior das residências.

“Prezamos pela segurança de toda a população e, por isso, orientamos que o morador, ao ser abordado, peça a identificação do servidor. Nossos agentes sempre andam em dupla e são devidamente identificados com crachá, além do tradicional uniforme da Vigilância Ambiental”, acrescentou Valero.

A decisão judicial tem validade de um ano e deverá perder seus efeitos em 10 de setembro de 2020.

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Redução do estômago

Número de cirurgias bariátricas aumenta 84,73% em sete anos

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Foto/Imagem: Shutterstock

O número de cirurgias bariátricas realizadas no Brasil aumentou 84,73% ao passar de 34.629 em 2011 para 63.969 em 2018, segundo balanço feito pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Metabólica e Bariátrica (SBCBM). Nos oito anos em que o levantamento foi feito, 424.682 pessoas fizeram a operação de redução do estômago, o que corresponde a 3,12% das pessoas que estão dentro do grupo de pacientes aptos e para quem há indicação de cirurgia (13,6 milhões em todo o país).

Segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2018, do Ministério da Saúde, a obesidade afeta 18,8% dos brasileiros e mais da metade (55,7%) tem excesso de peso. Essas pessoas podem ter a qualidade de vida afetada por doenças como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, alterações do colesterol e triglicérides, além de aumentar as chances de arteriosclerose, além de outras patologias.

“A obesidade tem que ser encarada hoje como uma doença. Não é falta de força de vontade, não é desleixo, é uma doença que não deixa a pessoa emagrecer. Existe um desequilíbrio entre a sensação de fome a de saciedade e com isso a pessoa come mais do que deveria ou mesmo comendo pouco gasta pouca caloria e vai engordando ao longo da vida”, explicou o cirurgião bariátrico e membro da SBCBM, Admar Concon Filho.

Os dados mostram ainda que, das 63.969 cirurgias bariátricas realizadas em 2018, 77,4% foram através de convênio médico; 17,8% foram pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e 4,8%, com recursos particulares. “Algumas pessoas não têm acesso, seja pelo local onde moram, por não terem um convênio médico ou outros motivos; outras têm medo de fazer o procedimento e outras não têm informação mesmo. Para outras, falta que o próprio indivíduo obeso se reconheça como portador de uma doença crônica incurável”, disse.

Outro motivo que afasta os pacientes da cirurgia é o medo. Segundo Concon, no passado a taxa de mortalidade ficava em torno de 2% a 3%, enquanto hoje é feita por videolaparoscopia e passou a ser minimamente invasiva, deixando a taxa de complicações semelhante à de uma cesárea ou uma cirurgia de vesícula, que é de menos de 0,5%.

“A população não sabe disso, então é preciso uma campanha muito grande de conscientização. Hoje já se sabe que o melhor tratamento para a obesidade mórbida é a cirurgia bariátrica, porque no tratamento clínico conservador o emagrecimento é muito pequeno e a recidiva é muito alta. A chance do obeso que não opera morrer pela obesidade é muito maior do que a chance de morrer pela cirurgia”, disse.

A cirurgia bariátrica é indicada para aqueles que tem obesidade por mais de dois anos, que tenham tentado o tratamento clínico com o endocrinologista ou com o especialista em obesidade para emagrecer e não obteve sucesso. “Nós levamos em conta o IMC (Índice de Massa Corpórea) que é calculado com base no peso e na altura da pessoa. O IMC de 40 para cima tem indicação de cirurgia e aquele que tem de 35 para cima, mas já tem doenças provocadas ou agravadas pela obesidade, também tem essa indicação”.

Concon destacou ainda a importância de o paciente ser acompanhado por uma esquipe multidisciplinar formada por psicólogo, nutricionista, endocrinologista, cardiologista, preparador físico, enfermeira, fonoaudióloga. “Ele tem que ter a consciência de que vai ter uma ferramenta que vai ajudá-lo a emagrecer, mas ele tem que ter sua participação, seguindo todas as recomendações do pós cirurgia, incluindo o acompanhamento do endócrino para o resto da vida, porque a doença obesidade continua lá”.

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que as cirurgias bariátricas são recomendadas nos casos em que o obeso mórbido não consegue emagrecer com dieta, sendo o último recurso para esses casos. O procedimento é permitido somente para aqueles que passaram por avaliação clínica e acompanhamento com equipe multidisciplinar por, pelo menos, dois anos, observando se os resultados obtidos na preparação foram positivos.

“O SUS oferta cirurgias bariátricas e reparadoras aos cidadãos maiores de 16 anos diagnosticados com obesidade grave desde 2008.” O Sus já oferecia cinco tipos de cirurgias bariátricas e incorporou a técnica da gastroplastia videolapariscópica. “Técnica menos invasiva, que possibilita a perda de peso tanto por uma diminuição do tamanho do estômago, quanto por uma diminuição da superfície intestinal”, disse o Ministério da Saúde.

Segundo dados do Ministério, em 2018 foram realizadas 11.402 cirurgias bariátricas que tiveram custeio federal na ordem de R$ 72,9 milhões. Até o mês de maio de 2019 foram realizados 5.073 procedimentos em todo o país e o custo já chega a R$ 31,5 milhões. Os valores são repassados às gestões locais que monitoram a lista de pacientes que farão cirurgia bariátrica, com base na indicação médica.

O Ministério esclareceu ainda que para ajudar a adoção de uma alimentação mais saudável, a pasta disponibiliza o Guia Alimentar para a População Brasileira e o livro Alimentos Regionais Brasileiros, que trazem informações e orientações para facilitar a adoção de escolhas mais adequadas, baseada principalmente no consumo de alimentos in natura ou minimamente processados.

“O Brasil também se comprometeu a reduzir 144 mil toneladas de açúcar de bolos, misturas para bolos, produtos lácteos, achocolatados, bebidas açucaradas e biscoitos recheados, seguindo o mesmo parâmetro do feito para a redução do sódio, que foi capaz de retirar mais de 17 mil toneladas de sódio dos alimentos processados em quatro anos”, diz a nota.

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Conscientização

Campanha Setembro Laranja alerta para a obesidade infantil

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Redação
Foto/Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove, neste mês, a campanha Setembro Laranja, de combate à obesidade infantil. O intuito é conscientizar a comunidade médica e a população em geral sobre a importância de práticas alimentares saudáveis em casa e nas escolas, bem como estimular a prática de atividades físicas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 41 milhões de crianças menores de cinco anos estejam acima do peso. Para a Sociedade de Pediatria esse dado é alarmante e a entidade está empenhada para que seja drasticamente reduzido. A conscientização é imprescindível para prevenir a obesidade infantil e outros problemas decorrentes de uma alimentação inadequada, defende a sociedade.

De acordo com o pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg, membro do Departamento de Nutrição da SPSP, as principais implicações do excesso de peso podem ser divididas em problemas de curto, médio e longo prazo. “A curto prazo é a falta de diagnóstico, principalmente falta de conscientização, porque parte das famílias e parte dos profissionais da saúde muitas vezes não avaliam ou interpretam as curvas de crescimento adequadamente e assim deixam de fazer o diagnóstico precoce do excesso e controle de peso”.

A segunda situação, de acordo com o pediatra, são as características emocionais como o bullying, “que começa dentro da própria casa; as características que levam alterações da dinâmica familiar ou de comportamento”. Segundo Fisberg, a carência nutricional é outro fator importante. “Apesar do excesso de peso, quase sempre as crianças nessa condição são seletivas, comem pouco de alguns alimentos e muito de outros. Elas podem ter alterações de pele, de postura, podem ter aumento do colesterol, dos triglicérides, e pode ter aumento da resistência insulínica [levando ao diabetes]. Isso pode causar no futuro um obesidade mais grave, hipertensão, doenças cardiovasculares, alterações lipídicas e todas os aspectos comportamentais e emocionais ligados ao excesso de peso”, alerta.

O pediatra orienta também sobre a prevenção, que deve envolver toda a família. “É importante prevenir através de uma mudança global em todo o sistema de comportamento da família e da sociedade, modificando a alimentação, reduzindo a ingestão de alimentação inadequada e aumentando a atividade física, mas principalmente tendo um comportamento mais consciente em relação a esses aspectos: alimentação, atividade física e de uma forma geral a forma como encaramos o comportamento da alimentação dentro das famílias”.

Fisberg alerta que a obesidade é mais fácil de ser prevenida do que tratada nas crianças. “Hoje aproximadamente uma para cada quatro crianças apresenta excesso de peso, e provavelmente dessas, em torno de 8% a 10% tem obesidade e quase todas tem obesidade grave. Por isso ela deve ser prevenida, porque não é muito simples perder peso exatamente numa fase de crescimento e desenvolvimento, onde faz parte da vida que se ganhe peso, ganhe massa muscular e massa gordurosa, então é preciso equilibrar crescimento e desenvolvimento com restrição de energia e que não modifique o crescimento, por isso é muito mais importante prevenir do que tratar”, adverte.

Orientação

Como parte da programação, está prevista a realização do evento Prevenção da Obesidade Infantil – Setembro Laranja, com transmissão ao vivo pela página da SPSP no Facebook. Segundo a coordenadora da campanha, pediatra Maria Arlete Escrivão, o objetivo é abrir um novo canal de diálogo com a comunidade, levando informações e respondendo as dúvidas sobre a prevenção da obesidade.

“Queremos alertar sobre o aumento da prevalência da obesidade infantil, orientar como preveni-la e explicar suas consequências. Além disso, ressaltar a importância do acompanhamento do peso e da estatura de crianças e adolescentes pelo pediatra, com o objetivo de detectar precocemente o aumento excessivo de peso”, disse a especialista.

A transmissão acontecerá no dia 27 de setembro, das 14h às 15h30.

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