O comércio varejista brasileiro manteve a trajetória de recuperação em agosto de 2026, impulsionado pelo fortalecimento do mercado de trabalho e pelo consumo das famílias. De acordo com os dados do Índice do Varejo Stone (IVS), estudo mensal desenvolvido pela Stone — instituição financeira voltada a empreendedores —, 25 dos 27 estados registraram crescimento nas vendas na comparação anual.
No Distrito Federal, o setor avançou 5,7% no período, consolidando o segundo mês consecutivo de expansão no desempenho das vendas locais.
Região Norte lidera o crescimento com disparada no Amazonas
No recorte regional, a Região Norte destacou-se como o principal motor do comércio no país, acumulando um salto expressivo de 10,4%. O resultado foi puxado pelo desempenho do Amazonas, que teve o maior avanço do Brasil no mês, com alta de 21,8%.
As demais regiões também apresentaram ritmo positivo, embora com dinâmicas variadas:
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Norte: +10,4%
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Nordeste: +5,1%
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Centro-Oeste: +5,1%
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Sudeste: +4,0%
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Sul: +2,3%
Panorama estadual
A expansão das vendas foi ampla na maior parte do território nacional, cobrindo desde grandes centros consumidores até mercados emergentes no interior do país.
Os estados em alta
Além do Amazonas, figuraram no topo do ranking de crescimento estaduais do Norte, Centro-Oeste e Nordeste:
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Acre: +12,8%
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Tocantins: +11,4%
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Mato Grosso do Sul: +10,7%
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Amapá: +10,5%
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Alagoas: +9,3%
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Piauí: +8,8%
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Rondônia: +7,4%
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São Paulo: +6,7%
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Paraíba: +6,3%
Outras unidades federativas mantiveram viés positivo de expansão: Santa Catarina (+5,6%), Bahia (+5,5%), Rio de Janeiro (+4,9%), Minas Gerais (+4,8%), Roraima (+4,7%), Sergipe (+4,6%), Pará e Ceará (ambos com +4,1%), Paraná e Goiás (ambos com +3,0%), Maranhão (+2,8%), Rio Grande do Norte (+2,4%), Pernambuco (+1,7%) e Mato Grosso (+0,8%).
Recuo pontual
Apenas duas unidades da federação registraram retração no volume de vendas no comparativo anual de agosto:
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Espírito Santo: -0,4%
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Rio Grande do Sul: -1,6%
Renda sustenta o setor, mas crédito restringe trajetória homogênea
Apesar dos números positivos na maioria do país, analistas apontam que a recuperação do setor varejista ainda ocorre em ritmos desiguais devido às condições macroeconômicas vigentes.
“O resultado de agosto mostra uma retomada ainda disseminada pelo país, mas com diferenças importantes entre as regiões. A força do mercado de trabalho continua ajudando a sustentar o consumo em boa parte do país, mas as condições de crédito ainda limitam uma recuperação mais homogênea. Nos próximos meses, a evolução da renda e a melhora das condições financeiras devem continuar determinando o ritmo do varejo”, avalia Guilherme Freitas, especialista responsável pelo estudo.
A expectativa para o encerramento do terceiro trimestre permanece atrelada à capacidade de endividamento das famílias, ao comportamento da inflação nos itens de consumo básico e à flexibilização do acesso ao crédito comercial.

