O clima no Distrito Federal voltou a desafiar os limites do conforto térmico. A tarde desta segunda-feira (28/09) entrou para a história meteorológica da capital federal: os termômetros do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) marcaram 35,5 °C às 16h na estação do Sudoeste, superando a marca histórica anterior para o mês de setembro.
Simultaneamente, o índice de umidade relativa do ar despencou para 14% na região central do Plano Piloto, consolidando o dia mais seco do ano no coração de Brasília.
Retrato dos números
O recorde anterior de temperatura máxima para o mês de setembro pertencia a 2021, quando a mesma estação no Sudoeste havia anotado 35,4 °C. A diferença de um décimo de grau pode parecer pequena, mas reflete a persistência de um bloqueio atmosférico severo sobre a Região Central do Brasil.
Em relação à umidade, embora o índice de 14% registrado no Plano Piloto seja o menor do ano para a região central, a marca mais crítica registrada em todo o Distrito Federal em 2026 continua sendo de 12%, apurada no dia 20 de agosto na estação do Gama.
| Indicador meteorológico | Registro de 28/09 (Plano Piloto/Sudoeste) | Marca histórica/comparativo |
| Temperatura máxima | 35,5 °C (às 16h) | Maior valor para setembro na história (supera 35,4 °C em 2021) |
| Umidade relativa do ar | 14% (às 16h) | Menor índice do ano no Plano Piloto |
| Pior umidade do ano (DF) | 14% | 12% (registrado em 20/08 na estação do Gama) |
Alerta laranja
Com os índices caindo abaixo da barreira dos 15%, o Inmet manteve o Distrito Federal sob Alerta Laranja de perigo para baixa umidade. De acordo com os parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS), níveis de umidade abaixo de 30% já exigem atenção, enquanto marcas abaixo de 20% configuram estado de alerta severo.
Esse cenário acarreta dois impactos diretos e preocupantes:
-
Aumento no risco de incêndios florestais: a vegetação nativa do Cerrado, extremamente seca nesta época do ano, torna-se combustível fácil para queimadas, comprometendo a qualidade do ar em todo o DF.
-
Agravamento de problemas de saúde: o ressecamento intenso das vias aéreas aumenta a incidência de sangramentos nasais, desconforto ocular, desidratação e problemas respiratórios.
Recomendações práticas para enfrentar a seca extrema
Para mitigar os efeitos do calor extremo e da baixa umidade, especialistas e autoridades em saúde recomendam adoção imediata de medidas preventivas:
-
Hidratação constante: aumente o consumo de água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede.
-
Umidificação de ambientes: utilize umidificadores de ar, toalhas molhadas ou recipientes com água nos cômodos da casa e do trabalho.
-
Evite atividades físicas ao ar livre: restrinja treinos e exercícios expostos ao sol entre 10h e 17h.
-
Cuidados com pele e olhos: use protetor solar, hidratante corporal e soro fisiológico para olhos e narinas.

