Nossas redes sociais

Olá, o que você está procurando?

vacina HPV DF
Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

Papilomavírus Humano

HPV causa 7,5 mil mortes e 29 mil internações por ano no Brasil

O impacto do Papilomavírus Humano (HPV) na saúde pública do Brasil ganhou dados alarmantes. Os diferentes tipos de câncer causados por HPV provocam, em média, 7,5 mil mortes anuais e geram mais de 29 mil hospitalizações por ano no país. Os dados são de um estudo científico publicado na renomada revista internacional Human Vaccines & Immunotherapeutics, baseado em dados oficiais do Ministério da Saúde.

De acordo com o levantamento, as mulheres representam 85% das vítimas afetadas pela infecção. No entanto, a comunidade médica faz um alerta crucial: a grande maioria dessas mortes e internações poderia ser evitada por meio da vacinação contra o HPV e pelo diagnóstico precoce de lesões precursoras.

O que o estudo sobre o HPV revela?

A pesquisa analisou indicadores oficiais entre os anos de 2011 e 2019. O intervalo foi selecionado estrategicamente para evitar as distorções nos indicadores de saúde provocadas pela pandemia da Covid-19.

Liderado por Cintia Parellada, diretora executiva de Pesquisa de Dados de Mundo Real da farmacêutica MSD, o estudo cruzou dados de internações e óbitos do SUS com as proporções de causalidade já consolidadas pela literatura médica internacional.

Tipos de câncer causados pelo HPV

Embora o câncer de colo do útero seja o mais conhecido, o vírus é responsável por desencadear tumores malignos em diversas partes do corpo de homens e mulheres. Ao todo, o HPV pode causar oito tipos de cânceres:

Publicidade - Deslize a tela para continuar lendo.
  1. Colo do útero

  2. Vagina

  3. Vulva

  4. Ânus

  5. Pênis

  6. Orofaringe (garganta)

  7. Laringe

  8. Cavidade oral

Câncer de colo do útero lidera estatísticas, mas homens correm sérios riscos

O câncer de colo uterino ainda é a maior preocupação das autoridades de saúde, respondendo por 74,3% das hospitalizações e 77,3% das mortes mapeadas no estudo. Apesar disso, um dado acende o sinal de alerta: um em cada quatro pacientes desenvolveu a doença em outras regiões do corpo, acumulando mais de 50 mil internações no período analisado.

O perigo para o público masculino

De acordo com os pesquisadores, focar exclusivamente no útero gera a falsa percepção de que os homens não precisam se prevenir.

  • Câncer anal: apresentou o crescimento mais expressivo na série histórica, com alta de 3,1% nas hospitalizações e 10,9% na mortalidade. Populações imunossuprimidas e homens que fazem sexo com homens (HSH) estão entre os mais vulneráveis.

  • Câncer de cabeça e pescoço: os tumores de orofaringe, laringe e boca acometem quatro vezes mais homens do que mulheres. Nesses casos, o cenário é ainda mais complexo porque não existem lesões precursoras identificáveis para tratamento precoce; a única barreira de defesa existente é a vacina.

Tendência de alta e diagnóstico tardio em mulheres jovens

Os dados mostram uma inversão preocupante na curva epidemiológica do câncer de colo de útero no Brasil. Entre 2011 e 2016, as internações pela doença haviam recuado 4,7%. Contudo, de 2016 a 2019, o indicador voltou a subir, registrando alta de 3,9%. O mesmo padrão de oscilação ocorreu com a taxa de mortalidade: queda de 0,7% seguida por um aumento de 1,5%.

Outro diferencial perigoso é a faixa etária. Enquanto a maioria dos cânceres se manifesta a partir dos 40 ou 50 anos, as hospitalizações por câncer de colo de útero começam a ser expressivas já a partir dos 30 anos.

  • Idade média das pacientes internadas: 47 anos (dez anos a menos que a média de outros cânceres).

  • Idade média dos óbitos: 56 anos.

Atualmente, esta é a neoplasia que mais mata mulheres em idade reprodutiva no país. O principal motivo é o diagnóstico tardio. Estima-se que apenas 40% das brasileiras realizam os exames preventivos periodicamente, fazendo com que descubram a doença apenas em estágio de tumor invasivo.

Publicidade - Deslize a tela para continuar lendo.

Prevenção: do Papanicolau ao novo teste de DNA-HPV no SUS

O vírus do HPV leva tempo para evoluir para um quadro maligno sério. Após a infecção inicial, o corpo demora cerca de dois anos para manifestar uma lesão precursora. Dessa lesão até o desenvolvimento do câncer propriamente dito, o intervalo pode chegar a dez anos. Daí decorre a importância vital do rastreamento.

Para mudar esse cenário, o Ministério da Saúde atualizou as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), substituindo gradativamente o tradicional exame de Papanicolau pelo teste de DNA-HPV oncogênico para pessoas com útero entre 25 e 64 anos.

Como funciona o novo protocolo do SUS?

  • Tecnologia mais sensível: o novo teste detecta diretamente a presença do vírus e identifica se ele pertence a uma linhagem de alto risco (potencial cancerígeno).

  • Se o resultado for negativo: a paciente ganha mais segurança e só precisa repetir o procedimento após 5 anos (diferente do Papanicolau, que costuma ser anual).

  • Se o resultado for positivo: a paciente é direcionada imediatamente para exames complementares e tratamento precoce.

Com um rastreamento bem estruturado e ampla cobertura vacinal, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que seja possível eliminar o câncer de colo do útero em até 20 anos.

Vacina contra o HPV: a forma mais eficaz de proteção

Incorporada ao SUS em 2014, a vacina quadrivalente contra o HPV já demonstrou cientificamente sua capacidade de reduzir em 58% os casos de câncer de colo de útero e diminuir drasticamente as taxas de internação por lesões precursoras no Brasil.

Mesmo com os avanços, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) projeta um cenário desafiador, estimando mais de 19 mil novos casos por ano no triênio de 2026 a 2028 — um salto de 14% se comparado ao período anterior.

Publicidade - Deslize a tela para continuar lendo.

Quem deve tomar a vacina do HPV no SUS?

A vacinação gratuita está disponível no Calendário Nacional de Imunização para:

  • Crianças e adolescentes de 9 a 14 anos: o foco principal da campanha nacional é imunizar o público jovem antes do início da vida sexual ativa, momento em que a eficácia da vacina atinge seu potencial máximo protetivo.

Proteger as futuras gerações contra o vírus do HPV é um compromisso coletivo essencial para erradicar tipos de câncer evitáveis e salvar milhares de vidas anualmente no Brasil.

Publicidade
Publicidade

Outras notícias

Veja cronograma

Exame Nacional do Ensino Médio traz novidade de inscrição automática para estudantes do 3º ano da rede pública e mantém taxa de R$ 85

Cercamento virtual

Próximos passos do programa incluem a criação de prompts para identificação de atos considerados suspeitos por meio de inteligência artificial

Brasília

Embora a urgência seja para os tipos O e A, doadores de todos os tipos sanguíneos e fatores Rh são extremamente necessários

Distrito Federal

Atualmente, mais de mil pessoas aguardam por um transplante apenas no DF. No cenário nacional, a fila de espera já alcança cerca de 48 mil pacientes

Receita Federal

O prazo final para a entrega se encerra na próxima sexta-feira, 29 de maio, às 23h59min59s. Quem perder a data limite estará sujeito a penalidades financeiras

Não subestime

De acordo com o Inca, doença representa cerca de 30% de todos os tumores malignos no Brasil, com frequência maior em pessoas acima dos 50 anos

Até o dia 5 de junho

Nesta edição, a taxa de inscrição do exame foi mantida no valor de R$ 85, e o boleto poderá ser pago até o dia 10 de junho

Neste domingo (24)

Tudo o que você precisa saber sobre o concurso comemorativo 3010 das Loterias Caixa: prazos, valores, bolão online e regras de premiação

Publicidade



© 2015-2026 AVB - AO VIVO DE BRASÍLIA. Todos os Direitos Reservados. CNPJ 28.568.221/0001-80 - Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços de notícias de agências nacionais e internacionais, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.

O AVB - AO VIVO DE BRASÍLIA não se responsabiliza por links e conteúdos de sites externos.