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Dia de combate à pressão alta

Hipertensão arterial atinge quase 30% da população do Distrito Federal

Redação

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Foto/Imagem: Freepik


No dia 26 de abril é celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, ocorre quando a pressão do sangue, causada pela força de contração do coração e das paredes das artérias para impulsionar o sangue para todo o corpo, acontece de forma intensa e se torna capaz de provocar danos em sua estrutura. A doença é um importante fator de risco para o desenvolvimento de outros problemas cardiovasculares, como o derrame cerebral, também conhecido como AVC e o infarto agudo do miocárdio.

Dados da última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelaram que 23,9% dos entrevistados, acima de 18 anos, afirmaram ter o diagnóstico de hipertensão arterial. Isso corresponde a 38,1 milhões de pessoas no país. No DF, a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, feita também em 2019, revelou que 28,5% da população acima dos 18 anos sofre com o problema e que a maior incidência é no público masculino.

A pressão arterial é aferida através de aparelhos como o tensiômetro ou esfigmomanômetro. O critério atual de diagnóstico da hipertensão é: pressão arterial sistólica maior ou igual a 140 mmHg e pressão arterial diastólica maior ou igual a 90 mmHg. O cardiologista do Instituto do Coração de Taguatinga Thiago Siqueira explica que o indivíduo pode ter uma variação relativamente grande sem sair dos níveis de normalidade.

“É a velha e boa máxima de que cada caso é um caso. Para algumas pessoas, ter uma pressão abaixo de 12/8, como, por exemplo, 10/6, é normal. Outras, porém, a marcação pode ser indicativa para alerta de pressão baixa. Já valores iguais ou superiores a 14 (máxima) e/ou 9 (mínima) são considerados como hipertensão para todo mundo”, detalha.

Sintomas e principais causas

As principais causas que podem levar a um quadro hipertensivo são a obesidade ou sobrepeso, que podem acelerar em até 10 anos o aparecimento da doença e histórico familiar. Além disso, estresse e envelhecimento também estão associados ao desenvolvimento da hipertensão, bem como o consumo exagerado de sal, associado a hábitos alimentares não adequados.

Entre os principais sintomas para identificar o problema, o especialista Thiago Siqueira destaca a tontura, falta de ar e palpitações. O médico ainda relata que dor de cabeça frequente e alteração na visão podem ser sinais de alerta para alteração na função de bombeamento do sangue, mas ressalta que esses sinais geralmente aparecem numa fase mais avançada da doença ou em momento de urgência hipertensiva.

“Costumamos dizer que a hipertensão é silenciosa. Por vezes, o paciente só descobre o quadro quando tem uma crise grave (elevação súbita da pressão arterial) e precisa procurar um atendimento médico. O mais importante é saber e praticar hábitos que previnem o diagnóstico, fazer a medição regular da pressão arterial e, claro, realizar as consultas de forma preventiva”, ressalta.

Após descoberta, a hipertensão, na grande maioria dos casos, não tem cura, mas pode ser controlada. O tratamento não necessariamente se restringe ao uso de medicamentos, sendo imprescindível a adoção de um estilo de vida mais saudável, como mudança de hábitos alimentares, redução do consumo de sal, atividade física regular, evitar o fumo e fazer o consumo de álcool com moderação.

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Carla Septimio Margalho

Cardiologista do ICTCor alerta para os sinais de cardiopatias na gravidez

Redação

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Foto/Imagem: Daniel Reche

Cada vez mais frequentes na atualidade, as doenças cardiovasculares têm prevalência elevada na população e são responsáveis por milhares de mortes todos os anos no país. Apesar de atingir em um percentual maior os homens, as mulheres também precisam de atenção ao quadro, principalmente durante a gestação.

Isso porque as cardiopatias na gravidez aumentam os riscos obstétricos e fetais e são uma das principais causas de morbimortalidade de gestantes. Entre elas, a mais comum é a doença hipertensiva, e as mais letais são o infarto agudo do miocárdio, cardiomiopatia e dissecção aórtica.

Segundo a cardiologista eletrofisiologista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Carla Septimio Margalho, o tratamento para as gestantes cardiopatas traz certa peculiaridade devido às alterações hemodinâmicas causadas pela gravidez e restrição ao uso de fármacos de ação cardiovascular.

“A gravidez é responsável por sobrecarregar o sistema cardiovascular da mulher gestante. Esse esforço aumenta o volume sanguíneo da mãe, assim como a frequência cardíaca. O débito cardíaco da mulher pode sofrer um aumento de 30% a 50% em seu volume. Justamente por este motivo, é preciso atenção e acompanhamento para as cardiopatias na gestação, pois elas podem apresentar recomendações específicas no diagnóstico e tratamento de cada paciente”, explica.

Durante a gestação, sintomas semelhantes à insuficiência cardíaca podem ser naturais ou mesmo resultado de cardiopatias. A insuficiência cardíaca causa trabalho de parto prematuro ou arritmia e, assim como outras doenças cardíacas, apresenta sintomas como: falta de ar por esforço ou ao dormir, palpitações, cansaço excessivo, dores no peito após esforço, pele arroxeada e ruídos respiratórios.

Diagnóstico e Tratamento

Na gestação, as modificações funcionais e anatômicas do aparelho circulatório da mulher geram alterações clínicas que podem simular sintomas de cardiopatias. A cardiologista eletrofisiologista reforça que o acompanhamento médico, com a realização de exames e o monitoramento dessas modificações, são cuidados que poderão levar ao diagnóstico final.

“Após constatada a presença de cardiopatias, é essencial estabelecer o diagnóstico etiológico (que afirma a causa), anatômico (que informa quais lesões anatômicas existentes) e funcional (aquele que estabelece a capacidade funcional do coração)”, detalha Carla Septimio Margalho.

A médica ressalta que vários podem ser os tratamentos adotados como, por exemplo, o uso de medicação, adoção de repouso, combate ao ganho de peso excessivo, regular o estresse, entre outros. Para a especialista, o que vai dizer qual a melhor opção a ser aplicada é a conclusão das avaliações profissionais, bem como o resultado dos exames realizados.

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Nature Communications

Dormir menos de 6 horas por noite aumenta o risco de demência em 30%

Redação

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Redação
Foto/Imagem: Pixabay

Se você está dormindo cerca de seis horas ou menos por noite, está preparando seu cérebro para falhas no futuro, segundo estudo publicado na revista Nature Communications.

Depois de acompanhar quase 8 mil pessoas por 25 anos, o estudo encontrou um risco maior de demência em pessoas que tinham “duração do sono de seis horas ou menos aos 50 e 60 anos” em comparação com aqueles que dormiam sete horas por noite.

Além disso, a curta duração do sono persistente das pessoas com idades entre 50, 60 e 70 anos também foi associada a um “risco aumentado de demência em 30%”, independentemente de “fatores sociodemográficos, comportamentais, cardiometabólicos e de saúde mental”, incluindo depressão, diz o estudo.

“O sono é importante para o funcionamento normal do cérebro e para limpar proteínas tóxicas que se acumulam nele, podendo provocar demências”, disse Tara Spires-Jones, diretora adjunta do Centro de Descoberta de Ciências do Cérebro, da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

“Qual é a mensagem para todos nós? As evidências de distúrbios do sono podem ocorrer muito antes do início de outras evidências clínicas de demência”, disse Tom Dening, que dirige o Centro para Demência do Instituto de Saúde Mental, na Universidade de Nottingham, no Reino Unido.

“No entanto, este estudo não pode estabelecer causa e efeito”, disse Dening. “Talvez seja simplesmente um sinal muito precoce da demência que está por vir, mas também é bastante provável que o sono insatisfatório não seja bom para o cérebro e o deixe vulnerável para doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer”.

Ovo ou a galinha?

É sabido que as pessoas com Alzheimer sofrem com dificuldades para dormir. Na verdade, a insônia, a perambulação noturna e a sonolência diurna são comuns em pessoas com Alzheimer, bem como outros distúrbios cognitivos, como demência por Corpos de Lewy (doença que afetava o ator Robin Williams) e demência do lobo frontal.

Mas o sono insatisfatório leva à demência? – e o que vem primeiro? Essa questão do “ovo e da galinha” foi explorada em estudos anteriores, com pesquisas apontando para os dois lados, de acordo com o neurocientista Jeffrey Iliff, professor de psiquiatria e ciências comportamentais da Escola de Medicina da Universidade de Washington.

“Em estudos experimentais, parece haver evidência dos dois, do ovo e da galinha”, disse Iliff. “Você pode seguir em qualquer direção”. No entanto, alguns estudos recentes exploraram os danos que a privação de sono pode causar.

Pessoas que têm menos REM, ou sono em fase de sonho, podem estar em maior risco de desenvolver demência, descobriu um estudo de 2017. REM é o quinto estágio do sono, quando os olhos se movem, o corpo se aquece, a respiração e o pulso se aceleram e a mente sonha.

Outro estudo publicado em 2017 revelou que adultos saudáveis de meia-idade que dormem mal por apenas uma noite produzem uma abundância de placas de beta-amiloide – uma das marcas do Alzheimer. A beta amiloide é um composto de proteína pegajosa que interrompe a comunicação entre as células cerebrais, eventualmente matando as células à medida que se acumula no cérebro.

Uma semana de sono interrompido aumentou a quantidade de tau, outra proteína responsável pelos emaranhados associados ao Alzheimer, demência do lobo frontal e doença por Corpos de Lewy, descobriu o estudo.

Um terceiro estudo de 2017 comparou marcadores de demência no fluido espinhal com problemas de sono autorrelatados, e descobriu que indivíduos que tinham problemas de sono eram mais propensos a mostrar evidências de patologia de tau, danos às células cerebrais e inflamação, mesmo quando outros fatores como depressão, massa corporal, doenças cardiovasculares e medicamentos para dormir foram levados em consideração.

“Nossas descobertas se alinham com a ideia de que dormir mal pode contribuir para o acúmulo de proteínas relacionadas ao Alzheimer no cérebro”, disse Barbara Bendlin, do Centro de Pesquisa da Doença de Alzheimer do Wisconsin.

“O fato de podermos encontrar esses efeitos em pessoas cognitivamente saudáveis e próximas da meia-idade sugere que essas relações aparecem cedo, talvez oferecendo uma janela de oportunidade para intervenção”, disse Bendlin.

Novas informações

Como o novo estudo acompanhou uma grande população por um longo período, ele adiciona “novas informações ao quadro emergente” sobre a ligação entre a privação de sono e a demência, disse em nota Elizabeth Coulthard, professora associada em neurologia da demência na Universidade de Bristol, no Reino Unido.

“Isso significa que pelo menos algumas das pessoas que desenvolveram demência provavelmente ainda não a tinham no início do estudo, quando seu sono foi avaliado pela primeira vez”, disse Coulthard. “Isso reforça a evidência de que o sono ruim na meia-idade pode causar ou piorar a demência”, disse ela.

Neste momento, a ciência não tem “uma maneira infalível de prevenir a demência”, mas as pessoas podem mudar certos comportamentos para reduzir o risco da doença, disse Sara Imarisio, que dirige iniciativas estratégicas na Alzheimer’s Research UK.

“A melhor evidência sugere que não fumar, beber com moderação, permanecer mentalmente e fisicamente ativo, seguir uma dieta balanceada e manter os níveis de colesterol e pressão arterial sob controle, podem ajudar a manter nosso cérebro saudável à medida que envelhecemos”.

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