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SOS Saúde

Governo do DF faz 31 cirurgias em dois dias de mutirão

Redação

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Foto/Imagem: Pedro Ventura/Agência Brasília
Josiane Canterle

Pacientes que aguardam por cirurgias na rede pública de saúde começaram a ser submetidos aos procedimentos, realizados dentro da força-tarefa SOS Saúde. Desde o início da ação até a manhã desta quarta-feira (9), foram realizadas 10 cirurgias cardíacas no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal e 21 intervenções ortopédicas no Instituto Hospital de Base.

“O SOS Saúde faz parte do SOS DF lançado pelo governador Ibaneis Rocha, para dar respostas imediatas aos principais problemas identificados pela sua gestão. É mais do que eliminar a fila de espera por cirurgias. É criar condições para o bom atendimento dos cidadãos também no futuro”, destacou o assessor da coordenação do SOS Saúde, Marcelo Melo.

As primeiras cirurgias beneficiam, preferencialmente, os pacientes já internados. Por isso, o trabalho das equipes médicas e de gestão tem sido constante, de forma a viabilizar as operações. “Queremos a liberação dos leitos e a retirada dos pacientes dos corredores, dando atendimento digno”, acrescentou.

Reforço

Além das questões administrativas e de logística, os recursos humanos estão recebendo reforços. De acordo com Melo, já houve uma convocação dos anestesistas aprovados no último concurso público, bem como a contemplação de diversos profissionais com o aumento da carga horária.

Sobre a fila de espera, Melo explicou que será feito um diagnóstico da situação dos pacientes e da real posição em que se encontram na lista. “Como não havia um controle de todas as áreas, é possível que tenhamos nomes duplicados ou pacientes que já foram atendidos”, exemplificou. Um levantamento, coordenado pela Secretaria de Saúde para resolver essa questão, já está sendo realizado pelos próprios hospitais da rede e equipes locais.

Estima-se que, em 30 dias, o diagnostico esteja totalmente completo e o novo sistema estruturado e, só então, o número de cirurgias a serem realizadas por mês poderá ser previsto. Ao mesmo tempo, os pacientes das filas estarão sendo chamados e reorganizados, os hospitais sendo reformados, novos equipamentos adquiridos e tomadas as demais medidas necessárias para garantir um melhor atendimento à população de forma permanente.

OPAS

Saúde busca recertificação do Brasil como país livre do sarampo

Redação

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Foto/Imagem: iStock

Em comunicado oficial enviado à Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o Ministério da Saúde confirmou um caso de sarampo endêmico ocorrido no Pará em 23 de fevereiro deste ano. Com isso, o Brasil perderá a certificação de país livre da doença e iniciará o plano para retomar o título dentro dos próximos 12 meses.

“Iniciamos a gestão, no atual governo, com taxas de imunização muito baixas. Elas atingiram um pico em 2003, mas, no geral, de lá para cá caíram ano a ano até chegarem perto de 80% no ano passado. Não é o patamar ideal. Temos que elevá-la acima a 95%”, afirma o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. “Nosso plano consiste em encaminhar medidas importantes ao Congresso Nacional, como a exigência do certificado de vacinação, não impeditiva, de ingresso na escola e no serviço militar. Reforçaremos, ainda, o monitoramento da vacinação, por meio dos programas de integração de renda e como norma para os trabalhadores de saúde”, complementou.

As ações fazem parte de um conjunto de medidas que estão sendo desenvolvidas para os primeiros 100 dias de governo. As medidas ainda incluem a melhora nos sistemas de informação e monitoramento para medidas de prevenção e controle; a ampliação das estratégias a adesão da população à imunização; o acerto com estados e municípios estratégia para fomentar a oferta local de salas de vacinação em horário diferenciado; a instituição de uma “força tarefa” para apoiar os Estados e Municípios na investigação e manejo de casos de doenças imunopreveníveis e a realização de uma ampla campanha de multivacinação, entre outra ações.

O ministro também explicou que a falta de uma rede de atenção básica forte torna pouco efetivos os esforços nacionais para a promoção da saúde e prevenção de doenças. “Neste mês, iniciaremos o fortalecimento da atenção básica, com a criação de uma secretaria própria no organograma do Ministério da Saúde. Esse nível de atenção será prioritário para garantir a retomada dos índices de vacinação adequados no país e acompanhamento da saúde dos brasileiros”, disse.

Nos últimos anos, casos de sarampo têm sido reportados em várias partes do mundo e segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), os países dos continentes europeu e africano registraram o maior número de casos da doença. Apenas nos primeiros meses de 2019, diversos países vêm reportando um aumento significativo nos números de casos dentre eles podemos citar Benin (147), Ethiopia (1351), Libéria (1902) e Europa (881). Nas Américas, o Brasil apresenta 48 casos e os Estados Unidos da América 206, além de 283 na Venezuela, surto responsável pela reintrodução da doença no país. Para o ministro, o cenário demonstra a necessidade de um esforço intranacional para a contenção do sarampo.

O Ministério da Saúde prepara uma campanha publicitária para estimular a vacinação contra o sarampo no Amazonas, Roraima e Pará. Os três estados registram, desde o ano passado, transmissão ativa do vírus. A campanha será veiculada em abril e chamará para a vacinação contra o sarampo crianças de seis meses a menores de cinco anos, público com baixa cobertura vacinal nos três estados e mais vulnerável para a doença. Esta ação será realizada de forma seletiva, mediante avaliação e atualização da situação vacinal dessas crianças para obtenção da meta preconizada pelo Ministério da Saúde de 95% de cobertura vacinal contra o sarampo. A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente nos postos de saúde de todo o Brasil.

As complicações mais comuns do sarampo são infecções respiratórias, otites, doenças diarreicas e doenças neurológicas. As complicações do sarampo podem deixar sequelas, tais como: diminuição da capacidade mental, cegueira, surdez e retardo do crescimento. O agravamento da doença pode levar à morte de crianças e adultos.

Casos de sarampo

Desde que identificou os primeiros casos em fevereiro de 2018 e entendendo a gravidade da situação, o Brasil intensificou o bloqueio vacinal, com a realização de campanhas em Roraima em março e abril e em Manaus de abril a agosto, com 489 mil doses aplicadas. Nos demais estados foi realizada a campanha nacional em agosto para as crianças de 1 a menores de 5 anos.

Um exemplo de ação rápida e recente do novo governo, foi a vacinação de mais de 15 mil pessoas contra o sarampo diante de um surto registrado no navio MSC Seaview, que visita a costa brasileira e trazia pessoas de vários continentes, inclusive da Europa, região que mantém curva endêmica crescente de casos da doença. A ação foi realizada em conjunto com as secretarias de Saúde de São Paulo e Santos (SP).

De janeiro a 19 de março de 2019, foram confirmados laboratorialmente 28 casos de sarampo em dois estados do Brasil. Os casos estão relacionados à cadeia de transmissão iniciada em 19 de fevereiro de 2018, sendo 23 casos no Pará e cinco casos no Amazonas, todos na região norte do país. A situação demonstra uma importante redução no número total de casos notificados quando comparados ao ano de 2018. Durante todo o ano de 2018, foram confirmados 10.326 casos, sendo 9.803 no Amazonas, 361 em Roraima e 79 no Pará. O pico foi atingido em julho de 2018, quando foram registrados 3.950 casos da doença.

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Amamenta Brasília

Governo do DF oferece 12 Postos de Coleta de Leite Humano

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Foto/Imagem: Vinicius de Melo/Agência Brasília

O período de gestação é uma fase feliz e, ao mesmo tempo, cheia de obstáculos, mudanças e estresse para a mãe. Isso reflete diretamente na produção do leite materno, segundo especialistas. Para suprir a eventual falta do alimento, o Governo do Distrito Federal oferece 12 Postos de Coleta de Leite Humano que funcionam em diversas regiões administrativas. Na semana passada, a primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha, visitou uma das unidades que realiza a coleta do leite humano – o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) – e reforçou a importância das mães doarem. Mayara teve o filho Matheus Rocha há três meses e se engaja nesta causa.

A parceria entre a Secretaria de Saúde e o Corpo de Bombeiros, por exemplo é um sucesso. Uma vez por semana os militares visitam as casas das doadoras e deixam os kits para a coleta (pote de vidro, luvas, touca e máscara). Na semana seguinte, retornam para buscar o leite e entregar novos equipamentos, ou seja, a mãe ajuda sem sair de casa.

“Há mulheres que pensam não ter muito leite, mas ela possui uma semana para juntar 300 ml que ajudam até dez bebês. O leite humano é o melhor alimento que uma criança pode receber. Ele é feito para humanos e, por mais que a indústria altere algo, o leite de animais é feito para seus filhotes de tamanhos e necessidades diferentes”, explica a coordenadora do Aleitamento Materno e do Banco de Leite Humano da Secretaria de Saúde, a médica pediátrica Miriam Santos.

O processo é extremamente rigoroso. Ele passa pela seleção, classificação, processamento, controle de qualidade e distribuição do leite humano pasteurizado, garantindo, dessa forma, a qualidade do alimento que chega ao bebê. De acordo com a Secretaria, os bancos de leite humano do GDF têm classificação de Padrão Ouro pelo Programa Internacional Ibero-Americano de Bancos de Leite Humano. Tornando-se o local mais próximo, no mundo, a conquistar a autossuficiência em leite materno.

Solidariedade

O Banco de Leite Humano atende cerca de 800 novas crianças por mês. No ano passado, foram atendidos 12 mil bebês. Neste ano a meta é alcançar 15 mil. São comuns os relatos de vidas salvas por meio da solidariedade de outras mães. Maria do Socorro da Silva Santos, moradora do Setor P Sul (Ceilândia) descobriu uma gravidez natural de gêmeos logo ao completar 50 anos, um caso que chama a atenção na equipe de saúde. Beatriz e Giovana nasceram prematuras e ficaram internadas na UTI por 22 dias. Com os problemas vindos de uma gravidez de risco, a mãe não teve leite para amamentá-las.

“Minha gestação foi uma surpresa para a família. Tenho três filhos criados e quatro netos. Eu tinha muito medo de não sobreviver a este parto. Acredito que isso interferiu na produção do meu leite. Eu uso o banco de leite e ainda vou usar por muito tempo, graças a Deus que tenho esse meio. Eu queria ter bastante leite para dar para as minhas filhas e ainda doar para outros bebês, mas, infelizmente, não tenho. Então, o Banco de Leite me ajuda muito”, conta ela, atendida no Hospital Regional de Ceilândia (HRC).

Para entrar em contato e ser uma doadora, você tem três opções:

  • Ligar para o telefone 160, opção 4
  • Cadastrar-se pelo site www.amamentabrasilia.com.br
  • Baixar o aplicativo Amamenta Brasília, disponível em IOS ou na Play Store
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Dia Mundial do Rim

Doença renal: veja como prevenir e a importância do diagnóstico

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Foto/Imagem: Shutterstock

O Ministério da Saúde alerta, no Dia Mundial do Rim, celebrado este ano no dia 14 de março, a população, os profissionais de saúde e os gestores públicos de saúde para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da Doença Crônica Renal (DCR). A doença renal é silenciosa, não apresenta sintomas e tem registrado crescente prevalência, alta mortalidade e elevados custos para os sistemas de saúde no mundo. No Brasil, o envelhecimento populacional aliado às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), a exemplo da hipertensão e a diabetes, se apresentam como importantes fatores de risco.

A principal função do rim é remover os resíduos e o excesso de água do organismo. A Doença Crônica Renal leva a uma redução dessa capacidade, por pelo menos três meses, e é classificada em seis estágios, conforme a perda renal. Na maior parte do tempo de sua evolução, é assintomática, fazendo com que o diagnóstico seja feito tardiamente precisando passar pelo procedimento de hemodiálise. Para prevenção e tratamento da Doença Renal Crônica, o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com a Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas, na Atenção Básica e Especializada, com a relização de transplantes.

Para os pacientes com Doença Crônica Renal, o SUS oferta duas modalidades de Terapia Renal Substitutiva (TRS), tratamentos que substituem a função dos rins: a hemodiálise, que bombeia o sangue através de uma máquina e um dialisador, para remover as toxinas do organismo. O tratamento da doença renal acontece em clínica especializada três vezes por semana; e a diálise peritoneal feita diariamente na casa do paciente; e a diálise peritoneal, que é feita por meio da inserção de um cateter flexível no abdome do paciente e é feita diariamente na casa do paciente, normalmente no período noturno.

De acordo com o estudo Saúde Brasil 2018, do Ministério da Saúde, as pessoas em diálise, entre 65 e 74 anos, apresentaram, em 2017, a maior taxa de realização de Terapia Renal Substitutiva (TRS) por 100 mil da população (782), em relação às demais faixas etárias. A maior predominância foi no sexo masculino com taxa de crescimento anual de 2,2% e, de 2% para o sexo feminino. A raça/cor predominante é a branca (39,6%) em relação às raças/cor amarela (1,2%), indígena (0,1%), parda (36,1%) e preta (11,4%).

A maior taxa regional de pessoas em alguma modalidade de TRS foi na Região Sudeste, com 236 pessoas a cada 100 mil, seguido pela Região Centro-Oeste (229 por 100 mil da população) e Região Sul, com 208 por 100 mil da população. As taxas de realização da Terapia Renal Substitutiva aumentaram em todas as regiões do país, sendo o aumento de 3,9% no Norte; 3,3% no Nordeste; 3,2% no Centro-Oeste; 1,7% no Sudeste; e 0,6% no Sul.

O Saúde Brasil ainda mostra que a hemodiálise foi a modalidade de TRS mais frequente entre os pacientes com doença renal, com média de 93,2% em relação à diálise peritoneal com 6,8%, entre 2010 a 2017. Nesse período, o valor repassado pelo Ministério da Saúde para a realização da TRS e a oferta de medicamentos especializados foi de R$ 19,7 bilhões e de R$ 1,2 bilhão para o transplante renal e medicamentos relacionados.

Prevenção

Tratar e controlar os fatores de risco como diabetes, hipertensão, obesidade, doenças cardiovasculares e tabagismo são as principais formas de prevenir a doença renal. Essas doenças são classificadas como Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que respondem por cerca de 36 milhões, ou 63% das mortes no mundo, com destaque para as doenças do aparelho circulatório, diabetes, câncer e doença respiratória crônica. No Brasil, corresponderam a 68,9% de todas as mortes, no ano de 2016. A ocorrência é muito influenciada pelos estilos e condições de vida.

O tratamento de fatores de risco das Doenças Crônicas Renais faz parte das estratégias lideradas pelo governo federal, previstas no Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT no Brasil para 2011-2022. Entre as metas propostas no Plano, destacam-se aquelas que possuem associação entre fatores de risco e o desenvolvimento da DRC, como reduzir a taxa de mortalidade prematura (<70 anos) por DRC em 2% ao ano; deter o crescimento da obesidade em adultos; aumentar a prevalência de atividade física no lazer; aumentar o consumo de frutas e hortaliças; e reduzir o consumo médio de sal.

No geral, dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde mostra redução anual de 2,6% da mortalidade prematura por doenças crônicas entre adultos (30 a 69 anos). Com isso, o país já cumpre a meta para reduzir mortalidade por doenças crônicas. O objetivo inicial era de reduzir as taxas de mortalidade prematuras em 2% ao ano até 2022.

A expansão da Atenção Básica é uma das principais ações para prevenir as DCNT. Atualmente são 42,9 mil Unidades Básicas de Saúde em funcionamento; 42,6 mil equipes de Saúde da Família que cobrem 64,6% da população; e 263,4 mil Agentes Comunitários de Saúde em todo o país.

O Ministério da Saúde também tem implementado ações de promoção à saúde, com o repasse de recursos para os municípios para para implantar o programa Academia da Saúde. Atualmente, o programa conta com mais 3.800 polos habilitados. A pasta tem pactuado com a indústria para a redução de açúcar e sal nos alimentos. Para o tratamento, o Governo Federal disponibiliza no SUS medicamentos gratuitos para hipertensão, diabetes, entre outros.

Investimentos

O Ministério da Saúde tem garantido recursos crescentes para o custeio da nefrologia no Brasil. Foram R$ 1,8 bilhão aplicado em 2010, sendo que em 2018 foram 2,69 bilhões (até novembro). Com isso, houve a expansão de 45% da rede de serviços habilitados no SUS para a assistência dos doentes renais crônicos no período: passou de 488 para 707. São feitos ainda reajustes regulares na tabela SUS voltada a esse atendimento. Em 2018 foram realizados 13.614.946 procedimentos de hemodiálise no Brasil. Atualmente, no SUS, estão em uso 26.676 equipamentos para hemodiálise, distribuídos nos serviços de diálise com a capacidade instalada de atender até 160.056 pacientes.

Os repasses para custeio dos procedimentos de nefrologia são enviados mensalmente pelo Ministério da Saúde, por meio do Teto de Média e Alta Complexidade (Teto Mac), para os Fundos Estaduais e Municipais de Saúde. O financiamento, bem como a gestão, é compartilhado entre a União, que estabelece as diretrizes das políticas de saúde, e os estados e municípios, responsáveis pela execução dos serviços e organização da rede de assistência à saúde da população.

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