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Perseverança

Golaço! Taça das Favelas mostra a força de que vem da periferia

Redação

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Foto/Imagem: Ericles da Silva Lima e Paulo Alves/Bruno Batista


Oportunidade! Essa é a palavra de ordem que move muitos garotos e garotas do Distrito Federal que batalham, diariamente, para vencer a falta de recursos, desigualdade, violência, preconceitos e tantos outros problemas sociais. O esporte, aliado de muitos desses jovens na luta por um futuro melhor, quando acompanhado de uma oportunidade torna-se um grande combustível, capaz de impulsionar nos caminhos mais difíceis. Por isso, a Taça das Favelas, campeonato de futebol de campo, realizado pela Central Única das Favelas do Distrito Federal (CUFA DF), em parceria com a Rosa dos Ventos Produções que visa dar visibilidade aos jovens talentos de comunidades locais, vem recheada de histórias emocionantes de luta e perseverança. O campeonato acontece de 17 de agosto a 28 de setembro e vai além dos jogos em campo.

“Quando falamos de favelas, se houve falar muito em reparação, por todos os anos de descaso. Porém nós queremos mostrar o lado positivo e potente das favelas. A Taça tem um papel fundamental, não somente de dar oportunidade na realização do sonho de jogar bola, mas também na construção do caráter e identidade desses jovens”, destaca Bruno Kesseler, Presidente da CUFA DF.

Persistência feminina

Camila Lima tem 16 anos e mora no Riacho Fundo I, começou a se interessar por futebol vendo o irmão mais velho jogar. Sabia de seu potencial e por isso, com apenas 5 anos, tentou convencer o treinador de seu irmão de que ela poderia jogar tão bem, ou ainda melhor que os meninos. A resposta, já esperada, foi não, mas determinada que é continuou insistindo até que aos 7 anos entrou em campo e não parou mais.

“Desse dia em diante comecei a treinar todos os dias com os meninos, era a única menina. Logo depois já estava treinando nos 3 horários disponíveis, no dos mais novos como goleira, no da minha categoria e até no horário dos mais velhos”, afirma Camila.

Foram 5 anos de treinos intensos no CID (Centro de Iniciação Desportiva), localizado no Núcleo Bandeirante, até que a aposentaria, por problemas de saúde, de seu professor, dificultaram sua permanência no centro. “Depois que meu técnico saiu ficou mais difícil continuar treinando como antes, as piadinhas vindas dos meninos, por eu ser mulher e jogar futebol aumentaram muito e achei que era hora de mudar”, relembra a jogadora

E as dificuldades não pararam por aí, separação dos pais, desemprego da mãe, falta de recurso da família para arcar com as mensalidades da tão sonhada escolinha de futebol society foram alguns dos obstáculos superados por Camila. Em 2016, a estudante passou a treinar no COAFF (Camila Orlando Academia de Futebol Feminino). “No início éramos somente 4 atletas, treinávamos em uma quadra torta, quadra aberta, então a chuva por um tempo foi inimiga, mas nunca desistimos, continuamos firmes, focadas no futebol, lá desenvolvi meu espírito de liderança. Hoje temos união, disciplina, respeito e humildade, mas a minha principal característica é a garra, sou guerreira nata”, se orgulha Camila.

A menina que afirma ter o sonho de jogar no Brasil e em outros países é uma das centenas de jogadores que estão participando da Taça das Favelas no DF e promete dar um show de bola no campeonato que contará com olheiros de clubes locais e nacionais.

Distância não é empecilho

Andar quase 10km ou até mudar de estado e atravessar cerca de 1.400km em busca do sonho de ser um jogador de futebol, parece muito, mas não é nada perto do que Ericles da Silva e Paulo Alves, já enfrentam pela realização desse sonho.

Ericles da Silva Lima, tem 17 anos, mora em planaltina, é filho de mãe solteira, manicure e doméstica. Nunca conheceu o pai. Passou por diversas dificuldades “às vezes, mal tínhamos o que comer em casa”, afirma. Foi por pouco que não mergulhou no caminho das drogas, cercado por um contexto de desigualdade social, no qual a violência e criminalidade são ameaças constantes, o esporte surgiu como um resgate e caminho para uma vida melhor. Hoje, Ericles faz parte de um projeto social que oferece aulas gratuitas de futebol a jovens adolescentes. Quando soube das peneiras organizadas pela CUFA DF, na região onde mora, e da oportunidade de participar, não teve dúvidas. Como não tinha dinheiro para pagar a passagem de ônibus até o local da seleção, acordou às 06h da manhã e percorreu um trajeto de cerca de 10 km, a pé. A fome e cansaço não foram empecilho, ele brilhou e se classificou para jogar a Taça das Favelas no time de Planaltina.

Criado no interior Piauí pelo pai e avó, Paulo Alves de 15 anos veio sozinho para Brasília em busca de profissionalização. Aqui, ele vive no Pôr do Sol, em Ceilândia, na casa dos tios e para ajudar na renda da família trabalha fazendo bicos. Apesar da saudade de casa e das dificuldades financeiras, a luta pelo sonho fala mais alto.

“Quando cheguei em Brasília comecei a jogar um campeonato e logo depois apareceu uma oportunidade de viagem para Goiânia. Falaram que teriam olheiros e não pensei duas vezes. O professor falou que todos tinham que levar colchão para dormir, mas eu não tinha. Mesmo assim não baixei a cabeça botei um pano no chão e dormi assim mesmo, feliz porque estava fazendo o que eu gosto. Não conseguimos ganhar mas voltei feliz por ter jogado um campeonato grande”, recorda Paulo.

Hoje, ele precisa andar 1h30 para ir aos treinos. “Como moro em uma chácara distante e que não passa ônibus, vou andando aos treinos, mas não tem problema, tenho fé em Deus que vou conseguir realizar o meu sonho”, afirma.

WhatsApp

SOS Criança DF ficará disponível durante todo período do Carnaval

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Foto/Imagem: Dreamstime

O serviço de emergência criado pela Secretaria de Segurança Pública para ajudar na localização de crianças perdidas ou que estejam sob alguma situação de vulnerabilidade – o SOS Criança DF – poderá ser acionado durante o Carnaval. O serviço funciona em caráter permanente por meio do WhatsApp (61) 99212-7776.

As informações são enviadas pelo aplicativo ao Centro Integrado de Operações de Brasília (CIOB), que faz o encaminhamento mais adequado para que a criança seja localizada e entregue aos responsáveis.

Para ajudar uma criança nesse tipo de situação, basta enviar uma mensagem de texto, foto da criança, vídeo ou áudio para o telefone e se identificar. O usuário deverá mandar, ainda, a localização exata, com pontos de referências, e tentar saber o nome da criança, dos pais ou responsáveis e um número de telefone.

“Ao encontrar uma criança perdida, é importante que as informações sejam enviadas com rapidez para que os órgãos de segurança ajudem a encontrar o responsável. A orientação e o procedimento também valem para pais e responsáveis que queiram encontrar uma criança”, explicou o coordenador do CIOB, delegado Gilberto Maranhão.

Pequenos foliões

É importante que pais ou responsáveis identifiquem os pequenos foliões. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) deu início na última segunda-feira (17), à Campanha de Identificação Infantil para o Carnaval 2020. A campanha será realizada até o último dia de Carnaval. Foi disponibilizado um link para confecção de um crachá de identificação. O processo é fácil e rápido e pode ser feito em três etapas:

Acesse o link e preencha corretamente os dados. Escolha uma foto e insira no campo indicado. Depois, imprima o arquivo gerado. Para quem não possui impressora, os postos do Na Hora farão a impressão dos crachás.

A corporação fará também a distribuição de pulseiras de identificação infantil em postos montados nos blocos  infantis. A ação é uma parceria da Polícia Militar do Distrito Federal com o Conselho Tutelar, Secretaria de Justiça e SSP/DF.

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Importunação Sexual

Não é Não! Saiba onde denunciar e como se proteger no Carnaval

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Foto/Imagem: Divulgação

Desde 2019, o assédio no Carnaval tem o respaldo da Constituição Federal, ou seja, há um ano é tratado como crime no Brasil. Antes, por causa da imprecisão na lei entre estupro e importunação ofensiva, abusos como beijos roubados e toques inapropriados não tinham punição. De acordo a advogada especialista em direito penal Hanna Gomes, solucionar o problema não é uma tarefa fácil, mas, agora, com a alteração do Código Penal a mulher tem um respaldo maior em relação aos atos libidinosos comumente praticados na maior festa brasileira.

“Antes, atos contra a mulher, que violavam a liberdade sexual, não tinham previsão legislativa específica, que as protegessem de determinadas condutas. Agora, com a vigência da Lei de Importunação Sexual, o agressor pode ser penalizado com 1 a 5 anos de prisão”, explica a especialista.

Na avaliação da advogada, neste período, os casos de assédio se amplificam, e mesmo com a lei sancionada, ainda é um caminho longo, pois não é sempre que as vítimas denunciam. Dessa forma, os números divulgados não refletem a realidade. “Muitas vezes, por causa da multidão, fica difícil identificar o agressor, o que dificulta o registro do boletim de ocorrência”, afirma Hanna.

O que é considerado importunação sexual?

Segundo a especialista em direito penal, são todos os atos não consentidos: passada de mão, principalmente em seios, nádegas, vagina, pênis, coxas. O beijo roubado e a “encoxada” também são considerados criminalmente.

“Para fazer a denúncia é importante que a vítima reúna todos as informações possíveis para levar à polícia, principalmente uma testemunha que possa contribuir para a apuração dos fatos” ressalta.

Como se proteger?

O especialista em segurança pública Leonardo Sant’Anna dá dicas para para evitar que novas vítimas entrem nas estatísticas. Os pontos abaixo fazem com que esse tipo de crime seja muito mais difícil de acontecer:

Não confie na sorte, confie no triângulo. Conheça o Triângulo do Crime, que é composto por 3 itens: o agressor, a vítima e a oportunidade. Tirando a oportunidade dessa equação, você reduz muito as chances de sucesso do agressor. Como? Previna-se. Estar consciente da importância da prevenção é fundamental para isso.

Vai ter um encontro no carnaval ? Compartilhe com alguém de sua confiança. É legal que alguém saiba onde você pode ser localizada.

Sua bebida, sua responsabilidade, OK? Está com o Crush? Ótimo. Mas não descuide de seu copo. O golpe Boa Noite Cinderela precisa exatamente desses ingredientes para funcionar: confiança além da medida e um copo.

Use um acompanhamento virtual gratuito. Está indo ou retornando de um bloquinho ou festa de carnaval. Compartilhe seu itinerário com alguém usando a função do WhatsApp que dá, em tempo real, todo o seu caminho de ida ou de volta. Se tiver iPhone, o aplicativo Amigos também te dá essa possibilidade.

Pratique o SDS. Estou falando do Solidariedade da Segurança. Isso nada mais é do que ver alguém sendo ou prestes a ser vítima e simplesmente ajudar. Não estou falando de se envolver e ficar vulnerável.Só ajudar. Olhar os detalhes das roupas de um possível agressor, ligar para o 190 quando perceber algo estranho ou, caso o fato tenha acontecido, ligar no 197 (disque denúncia da Polícia Civil) podem lhe tornar um(a) heroí/heróina anônimo. E a sensação é indescritível.

“Tornar as mulheres mais seguras e menos vulneráveis é uma ferramenta fantástica de empoderamento”, conclui o especialista.

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Se beber, não dirija

Detran intensificará fiscalização durante festividades do Carnaval

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Foto/Imagem: Tony Winston/Agência Brasília

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) intensificará, a partir desta sexta-feira (21), as ações de fiscalização e educação de trânsito nas vias do DF, durante as festividades do Carnaval 2020.

Entre os dias 21 e 26 de fevereiro, as operações terão como foco abordar os condutores e os foliões para fazer um alerta sobre os riscos de misturar álcool e direção. Os pedestres receberão orientações específicas para estarem atentos ao fluxo de veículos, principalmente, antes de realizarem travessias. É importante fazer o sinal de vida antes de atravessar na faixa. Essa atitude facilita a identificação visual do motorista em relação ao pedestre.

Educação de Trânsito

As ações educativas de conscientização iniciadas nos primeiros blocos de pré-carnaval, no início de fevereiro, alcançaram cerca de 10 mil pessoas até agora. A ideia é atingir mais de 60 mil pessoas até o final das festividades.

Para o diretor de Educação de Trânsito do Detran, Marcelo Granja, as ações representam um momento de reflexão para o folião: “É importante que o condutor saiba que o álcool é causador de muitas mortes no trânsito e, nesse período de festas, não podemos deixar a alegria virar tristeza por causa de possíveis acidentes. Por isso, a educação do Detran estará dentro dos blocos para reforçar essa mensagem”, disse Granja.

Fiscalização

Além das ações educativas, está prevista também, a realização de diversas blitzes de Lei Seca, com o objetivo de retirar das vias os condutores que insistirem em assumir a direção do veículo após o consumo de bebida alcoólica. O Detran planejou pelo menos 30 operações entre esta sexta-feira (21) e a Quarta-feira de Cinzas (26).

Para o diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran-DF, Francisco Saraiva, a presença das equipes de fiscalização em todas as regiões inibe atitudes irresponsáveis no trânsito por parte de condutores embriagados: “será destacado um efetivo diário de 100 agentes distribuídos em viaturas e motocicletas operacionais, guinchos e aeronave. Estaremos em pontos estratégicos, mesmo em locais que não tenham blocos de carnaval”, destacou o diretor.

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