Connect with us

Olá, o que você está procurando?

Renato Araujo/Agência Brasília

Melhorias Habitacionais

GDF financia reformas de casas em áreas de interesse social

O Distrito Federal é referência no cumprimento da lei federal 11.888/2008. A legislação assegura o direito das famílias de baixa renda à assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de suas casas como parte integrante do direito social à moradia.

No DF, o governo financia a elaboração de projetos e até obras de reforma em áreas de interesse social. No primeiro semestre de 2019, o GDF investiu R$ 2 milhões em cerca de 60 projetos de reformas que estão sendo executados em três regiões: Estrutural, Sol Nascente e São Sebastião.

A ação, batizada de Melhorias Habitacionais, faz parte do eixo Na Medida, inserido na política habitacional do DF, o Habita Brasília. Por meio de empresas licitadas ou do trabalho das equipes dos Postos Avançados instalados dentro das comunidades – compostas por arquitetos, engenheiros, assistentes sociais e voluntários – a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab) reforma cozinhas, áreas de serviço, banheiros, paredes, piso e telhados de casas em áreas de interesse social regularizada ou passível de regularização. Também reforçam a estrutura das residências, ampliam cômodos e fazem ventilação e iluminação nos domicílios.

Desde que a obra custe, no máximo, R$ 15 mil, incluindo os gastos com material, mão de obra e encargos legais e que existam problemas de salubridade e/ou segurança na residência. Também é preciso ter renda familiar mensal de até três salários mínimos e morar no DF há no mínimo cinco anos. A casa não pode ser alugada ou cedida, mas a família também não pode ter outro imóvel no DF. “O programa começou em 2016 financiando obras de até R$ 10 mil.

“Em 2017 e 2018 o governo gastou R$ 3,8 milhões com a execução dos projetos. Agora o valor aumentou para R$ 15 mil e investimos R$ 2 milhões em seis meses. Nosso plano é aumentar esse valor para R$ 20 mil. Assim poderemos dar uma qualidade de vida ainda maior para esses moradores”, diz o diretor de Assistência Técnica da Codhab, Mauro Paulo Rocha.

Publicidade - Deslize a tela para continuar lendo.

Reforma pronta

A reforma na casa de Maria Rejane de Melo Morais, 54 anos, na Estrutural, ficou pronta em abril. Ela mora no local com o marido e dois filhos, de 16 e 18 anos, há 18 anos, desde quando a cidade era uma invasão.

Com muita dificuldade, o casal ergueu a casa aos poucos. Primeiro foi feita a cozinha, o banheiro e dois quartos no fundo do lote. Os cômodos, no entanto, ficavam abaixo do nível da rua e, quando Maria Rejane e o marido construíram mais partes da casa (a sala de TV e mais um quarto), a residência ficou desnivelada e quem ia da cozinha para a sala tinha que subir e descer um degrau.

Renato Araujo/Agência Brasília

“Eles aterraram o piso e trocaram a cerâmica. Agora a casa está no mesmo nível, não temos mais que ficar passando pelo degrau”, conta a dona de casa. Os quartos também não tinham janelas e eram abafados.

Os responsáveis pelas obras diminuíram um deles e criaram um poço de ventilação para o ar poder circular pela casa. O banheiro, que tinha cerâmicas quebradas e fios (do chuveiro e da descarga) expostos, também ganhou novo revestimento. “Só meu marido trabalha aqui, ele é zelador e ganha um salário mínimo. Não sei quando teríamos condições de fazer essa reforma”, afirma.

Insalubridade

O principal objetivo do programa é resolver questões de insalubridade e insegurança na residência, como falta de iluminação natural com janelas, ventilação, falta de encanação e esgoto ou risco de um curto circuito que pode começar um incêndio.

“Não se trata simplesmente de reformar uma cozinha que está feia. A insalubridade e a segurança são o filtro para a gente entrar na casa do morador”, explica a arquiteta Sandra Marinho, coordenadora do programa. A maioria das obras realizadas é nas áreas molhadas, como cozinhas, áreas de serviço e banheiros, muitos deles sem qualquer revestimento e com várias gambiarras. “Às vezes o chuveiro é simplesmente uma mangueira”, conta.

Publicidade - Deslize a tela para continuar lendo.

Também são serviços comuns a ampliação da casa com a construção de novos cômodos e a criação de poços de ventilação para entrada de ar e luz nas casas. “Antes das famílias serem atendidas, elas passam por encontros com assistentes sociais para que entendam a importância do serviço que elas estão recebendo. Também é um trabalho de convencimento. Muitas famílias argumentam que moram na casa há anos sem iluminação e acham que está tudo bem”, diz a arquiteta.

“Não estamos falando simplesmente de 60 reformas. Estamos levando direito para a população, já que estamos executando uma lei, e dignidade para as famílias. Ouvimos muitos relatos de pessoas que não convidavam visitas para a casa delas porque tinham vergonha”, acrescenta.

Acessibilidade

Eudes Gomes Tavares, 60 anos, mora com a mãe, dona Helena, uma senhora de 94 anos, em uma casa de 50 metros quadrados no Residencial Vitória em São Sebastião. A idosa não anda mais e passa a maior parte do tempo deitada. Acontece que o quarto dela era longe do banheiro e a filha tinha que atravessar a cozinha quando ela precisava usar o banheiro. “O caminho era muito apertado. Saía batendo nos móveis, que estão todos arranhados por causa da cadeira de rodas”, conta.

Mãe e filha foram a primeira família atendida pela Codhab em São Sebastião. Passaram pela entrevista com a assistente social em novembro de 2018, a reforma da casa começou em 15 de julho e deve ser concluída até o fim da semana.

Na cidade, há 18 bairros cuja população tem perfil para ser atendida pelo projeto e 72 famílias habilitadas para receber reforma em suas casas. No total, 27 projetos estão aprovados e cinco obras serão feitas até o fim do mês.

Publicidade - Deslize a tela para continuar lendo.

A casa de Eudes está passando por uma completa reformulação. Onde era a cozinha agora é o quarto de dona Helena, que virou suíte: o banheiro é só para ela e a porta, que era de 60 cm, agora tem 90 cm, largura suficiente para a passagem de uma cadeira de rodas.

“Eu vivia com o braço roxo de tanto bater na porta”, diz Eudes. A cozinha será feita onde era a área de serviço e a casa ganhou mais um cômodo: uma copa. O antigo quarto de dona Helena será usado para Eudes costurar, o ganha pão da família junto com as roscas e o pão de queijo que ela faz para vender.

Renato Araujo/Agência Brasília

A filha também ganhará uma suíte: funcionários da empresa licitada pela Codhab colocaram cerâmica no banheiro do quarto dela que estava inacabado e não era usado. E fizeram uma calçada fora da casa onde dona Helena vai poder tomar sol.

“Não vejo a hora dessa obra terminar. Teremos mais qualidade de vida, minha mãe vai ter o banheiro dela, eu terei o meu, a cozinha vai ficar mais espaçosa, eu terei meu quartinho de costura”, diz.

Lista de espera

Atualmente, o programa Melhorias Habitacionais tem lista de espera. Quase mil famílias estão interessadas em acessar a política habitacional e inscritas na iniciativa. Temporariamente as inscrições estão encerradas, mas pelo menos mais 200 famílias devem ser beneficiadas até o final do ano.

Além de financiar as reformas, a Codhab elabora projetos arquitetônicos para a construção de residências e os entrega, gratuitamente, para os moradores que providenciam por conta própria e execução das obras.

Publicidade - Deslize a tela para continuar lendo.

Desde janeiro, 35 projetos foram feitos e entregues para famílias que foram realocadas no Sol Nascente e mais 150 projetos serão entregues até o fim do ano. Se fossem pagos, os projetos custariam entre R$ 4 mil e R$ 5 mil.

Os Postos Avançados da Codhab estão localizados nas comunidades mais pobres e com maior problemática fundiária de Brasília. Além da execução do programa Melhorias Habitacionais, as equipes trabalham diariamente oferecendo soluções técnicas para os problemas urbanos e de arquitetura, facilitando o atendimento à população e promovendo métodos participativos e democráticos para a gestão territorial.

Publicidade
Publicidade

Outras notícias

Dra. Laísa Silva

Oncologista do Centro de Estudos e Pesquisas 'Dr. João Amorim' (CEJAM) aponta como mudanças de hábitos podem ajudar na prevenção da doença

A bolada

As apostas para o Concurso 3000 podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio em qualquer lotérica do país e no portal Loterias Online

Cadastro reserva

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial do Instituto até o dia 22 de abril de 2026

Troca de comando

Com experiência no setor social e empresarial, Fabiana assume a pasta após a saída de André Kubitschek, pré-candidato a deputado distrital

Inscrições gratuitas

Oportunidades em diversas áreas acompanham o crescimento da capital e ampliam o acesso de jovens à experiência profissional no Distrito Federal

Tecnologia

Além de Belém, a solução já está sendo utilizada em outras cidades, como Natal e Valparaíso de Goiás, o que mostra seu potencial de expansão nacional

Amamenta Brasília

Mães saudáveis com leite excedente podem se cadastrar no Amamenta Brasília pela internet ou pelo telefone 160 (opção 4)

Universidade de São Paulo

Ondas sonoras de alta frequência podem destruir vírus como SARS-CoV-2, H1N1 e outros sem causar danos a células, sendo alternativa para novos tratamentos

Publicidade



© 2015-2026 AVB - AO VIVO DE BRASÍLIA. Todos os Direitos Reservados. CNPJ 28.568.221/0001-80 - Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços de notícias de agências nacionais e internacionais, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.

O AVB - AO VIVO DE BRASÍLIA não se responsabiliza por links e conteúdos de sites externos.