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Mercado de trabalho

GDF e Senai-DF abrem mais de 6 mil vagas em cursos gratuitos de qualificação

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Foto/Imagem: Moacir Evangelista/Senai-DF


O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF (Secti) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai-DF) lançaram, nesta semana, 6.135 vagas em cursos gratuitos. Há oportunidades em cursos técnicos, de qualificação e de aperfeiçoamento profissional.

São 4.130 vagas do Programa Senai de Gratuidade Regimental e outras 2.005 do DF Inova Tech, uma parceria da instituição com o governo local, por meio da Secti e da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAP-DF). O prazo para inscrição termina em 30 de setembro ou até o preenchimento das vagas.

“Nossa missão é qualificar todos para o mercado de trabalho. Nós, do GDF, temos um compromisso com o futuro profissional do aluno. Já entregamos 521 certificados e foram formadas 42 turmas. Temos uma estimativa de oferecer 6 mil vagas até o final do ano de 2021. E uma perspectiva de formar 20 mil alunos até 2022”, ressalta Gilvan Máximo, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF.

Nos editais, há previsão de data para início das aulas, porém o Senai-DF convocará os inscritos para matrícula quando as turmas atingirem a quantidade mínima de alunos.

São cursos nas áreas de Alimentos, Automação Industrial, Automotiva, Construção Civil, Domótica, Eletroeletrônica, Energia GTD (geração, transmissão e distribuição de energia), Energias Renováveis, Gestão, Gráfica e Mídias Impressas e Digitais, Madeira e Mobiliário, Metalmecânica, Telecomunicações, Tecnologia da Informação e Vestuário. Há vagas nas escolas de Brasília, que fica no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), do Gama, de Sobradinho e de Taguatinga.

Há opções de turmas nos turnos matutino, vespertino e noturno, nas modalidades a distância, semipresencial — com 80% da carga horária a distância e 20% de forma presencial — e presencial. No entanto, enquanto prevalecer a necessidade da adoção de medidas para evitar a disseminação da Covid-19, as turmas ocorrem a distância. Algumas contam com apoio de recursos tecnológicos ou com atividades presenciais para a parte prática do curso.

Inscrição

Para se inscrever, é necessário preencher o formulário no site cursos.senaidf.org.br e anexar cópia do RG (frente e verso). Em seguida, o candidato receberá um e-mail confirmando a inscrição.

No caso do Programa Senai de Gratuidade Regimental, o candidato pode realizar matrícula em mais de um curso, desde que os cursos sejam em turnos diferentes. Já para as capacitações do DF Inova Tech, é preciso concluir uma para se inscrever em outra.

Os pré-requisitos variam conforme o curso. No caso dos técnicos, é preciso ainda ser maior de 16 anos, ter concluído ou estar cursando a 2ª série do Ensino Médio.

As vagas serão ocupadas por ordem de inscrição e o Senai-DF entrará em contato por e-mail ou por telefone para agendar a efetivação da matrícula, que ocorre de forma presencial. O prazo para comparecer na unidade em que o curso será ofertado é de até dois dias úteis, com exceção da unidade Senai Brasília, em que as matrículas são realizadas em Taguatinga.

No ato da matrícula, é preciso apresentar original e entregar cópia do RG, do CPF, dos comprovantes de situação escolar (certificado, declaração ou histórico escolar) e de residência. Para alunos menores de idade, é necessário também o RG e o CPF do responsável legal.

Modalidades de ensino

Os cursos de qualificação e de aperfeiçoamento profissional são de curta duração, com cargas de 20 a 400 horas-aulas (de uma semana a quatro meses, em média). O primeiro tem o objetivo de inserir o aluno no mercado de trabalho ou de lhe permitir uma recolocação profissional. Já o segundo, trata da ampliação, complementação ou atualização de competências de determinado perfil profissional. Em ambos os casos os concluintes recebem certificados.

Os técnicos são mais longos, com cerca de 1.200 horas-aulas (de um ano a um ano e meio). Formam profissionais com conhecimentos teóricos, técnicos e operacionais em diversas atividades da indústria e ao fim o aluno recebe um diploma.

Confira os editais de vagas do DF Inova Tech e do Programa Senai de Gratuidade Regimental.

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#VacinaDF

GDF inclui vigilantes como prioridade na vacinação contra a Covid-19

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Redação
Foto/Imagem: Reprodução

O Governo do Distrito Federal (GDF) incluiu a categoria de vigilantes como prioridade na vacinação contra a Covid-19. A decisão ocorreu após reunião do governador Ibaneis Rocha com o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, e os deputados distritais Rafael Prudente e Robério Negreiros, nesta quarta-feira (16).

Na reunião, foi definido que a cada entrega semanal de vacinas, três mil doses serão destinadas a todos os vigilantes, independentemente de trabalharem em escolas e bancos. Vale lembrar que os vigilantes que atuam em estabelecimentos de saúde já foram vacinados.

Os profissionais que trabalham em bancos e escolas serão imunizados no mesmo calendário elaborado para professores e bancários. A vacinação também vai chegar para os terceirizados que atuam em escolas e bancos. “Decidimos incluir a categoria de vigilantes porque sabemos o quanto eles estão expostos e o quanto são importantes pelo serviço que prestam, seja em escolas, bancos e outros lugares. Boa parte será vacinada junto dos professores e bancários e assim vamos imunizando todos”, disse Ibaneis Rocha.

“Os vigilantes da Saúde foram vacinados, mas sensibilizamos o governador Ibaneis Rocha a incluir não só os vigilantes, mas também os terceirizados para que eles sejam imunizados junto dos professores e bancários. A partir da semana que vem, três mil vacinas de primeira dose serão destinadas exclusivamente à categoria dos vigilantes restantes”, destacou Robério Negreiros.

Para o deputado Rafael Prudente, a iniciativa traz o “reconhecimento justo a esses profissionais que desempenham importante função no atendimento à população”. “Eles precisam ser protegidos contra o coronavírus”, afirmou.

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Pablo Prado

Marco Legal das Startups facilita a criação de novos empreendimentos no Brasil

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Redação
Foto/Imagem: Divulgação

O Presidente Jair Bolsonaro sancionou, em 1º de junho de 2021, a Lei Complementar nº. 182/2021, o chamado Marco Legal das Startups e do Empreendedorismo Inovador, criando um regime próprio para as empresas que se destinam ao desenvolvimento de produtos e serviços inovadores e com apelo tecnológico.

A Lei define como startup as empresas nascentes ou em operação recente, cuja atuação caracteriza-se pela inovação aplicada a modelo de negócios ou a produtos ou serviços ofertados.

São exemplos de startups, no Brasil, já consolidadas, C6 Bank, Nubank, iFood, Quinto Andar e PagSeguro.

Estas empresas já alcançaram a condição de ‘unicórnio’, que é quando uma empresa possui valor de mercado de pelo menos US$ 1 bilhão, e por isso, não se valerão das regras do Marco Legal das Startups.

Isto porque a Lei estabeleceu que poderão ser consideradas startups as empresas com faturamento anual de até R$ 16 milhões e que possuam até 10 anos de existência.

Além disso, a lei exige que a empresa traga expresso em seus atos constitutivos que fazem uso do modelo de negócio inovador em sua atividade, podendo adotar qualquer forma empresarial.

Especialistas do mercado celebraram a edição do marco legal, dado o importante acréscimo de segurança jurídica trazida aos investidores, ao prever que estes não são responsáveis pelas dívidas da empresa.

Pela Lei, o investidor que realiza aportes de capital (venture capital) sem ingressar no capital social não poderá ser considerado sócio, e nem poderá exercer poder de voto ou ingerências na empresa investida.

Este aspecto é absolutamente importante, pois o modelo de negócio das startups conta em absoluto com capital de risco de investidores que não querem – e agora não podem – ser responsabilizados por eventuais fracassos e dívidas da empresa. Este ponto torna o ambiente negocial mais atrativo, dada a diminuição de riscos, trazendo melhores perspectivas de investimentos para o setor.

Outro ponto importante da lei está relacionado a criação de um regime especial de licitações, destinado à aquisição de soluções tecnológicas produzidas por este tipo de empresas.

A Lei cria a chamada “modalidade especial” e prevê que Administração Pública poderá abrir licitações voltadas para a aquisição de uma solução a uma demanda, que possa ser resolvida pelo emprego da tecnologia, deixando às empresas do setor a formatação da solução.

Trata-se de uma mudança importante no cenário negocial e jurídico, diante das diversas implicações que a legislação trará, sobretudo no ambiente de licitações, uma vez que a Administração Pública definitivamente não está habituada aos conceitos, dinamismo e risco do setor, o que demandará um grande período de maturação e curva de aprendizagem.

*Pablo Prado, advogado especialista em Direito Administrativo do Dias, Lopes & Barreto Advogados.
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