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Mais 3 meses e 4 dias

Expectativa de vida do brasileiro aumenta e chega a 76,3 anos

Redação

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Foto/Imagem: Pixabay
Cristina Índio do Brasil

A expectativa de vida de uma pessoa nascida no Brasil registrou em 2018 um aumento de três meses e 4 dias em relação ao ano anterior e passou a ser, em média, 76,3 anos. A expectativa para os homens subiu de 72,5 anos em 2017 para 72,8 anos em 2018. Já as mulheres saíram de 79,6 para 79,9 anos. Os dados fazem parte da Tábua Completa de Mortalidade para o Brasil – 2018, divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa apresenta as expectativas de vida às idades exatas até os 80 anos e são usadas como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário, no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social.

Recém-nascido

Conforme o IBGE, a probabilidade de um recém-nascido do sexo masculino não completar o primeiro ano de vida, em 2018, era de 13,3 a cada mil nascimentos. Para as recém-nascidas, 11,4 meninas não completariam o primeiro ano de vida.

Infância

A mortalidade de crianças menores de cinco anos de idade teve queda de 14,9 por mil em 2017, para 14,4 por mil em 2018. A pesquisa indica que entre as crianças que faleceram antes de completar os 5 anos de idade, 85,5% teriam a chance de morrer no primeiro ano de vida e 14,5% de vir a falecer entre 1 e 4 anos de idade.

Estados

Santa Catarina, foi o estado com a maior expectativa de vida (79,7 anos) e o Maranhão com a menor (71,1 anos). Em relação a pessoas já idosas, com 65 anos em 2018, a expectativa de vida dos habitantes do Espírito Santo era a maior. É esperado que cheguem aos 85,4 anos (20,4 anos a mais), bem acima de Rondônia, onde a expectativa de vida é de mais 16,1 anos. Separando por sexo, a população capixaba também viveria mais: 18,4 anos para os homens e 22,2 anos para as mulheres. Nas menores expectativas, estão os homens idosos do Piauí, que viveriam 14,7 anos a mais, e as mulheres de Rondônia, com mais 17,3 anos.

1940 x 2018

A edição da Tábua Completa de Mortalidade para o Brasil – 2018 inclui ainda comparações com 1940, que segundo o IBGE foi o ano quando se verificou uma primeira fase de transição demográfica, caracterizada pelo início da queda nas taxas de mortalidade no país.

No período, a mortalidade infantil teve declínio de 91,6%, saindo de 146,6 por mil para 12,4 por mil. Na faixa entre um e quatro anos de idade, a redução foi ainda maior (97,2%), caindo de 76,7 por mil para 2,12 por mil. “As crianças na faixa etária de 0 a 5 anos são muito sensíveis às condições sanitárias, que no passado eram extremamente precárias. A distribuição dos óbitos das crianças menores de 5 anos está em conformidade com as que ocorrem nas regiões mais desenvolvidas, com a concentração dos óbitos antes do primeiro ano de vida da criança”, informou o IBGE.

Expectativa de vida

Nesses quase 80 anos também houve avanço na expectativa de vida de quem nascia no Brasil. O aumento foi de 30,8 anos, chegando a 76,3 anos. Em 1940, a média era de 45,5 anos, sendo 42,9 para homens e 48,3 anos para mulheres. Nas duas décadas seguintes, houve praticamente a redução pela metade na taxa bruta de mortalidade, que é o número de óbitos de um ano dividido pela população total em julho daquele mesmo ano. Esse índice caiu de 20,9 óbitos para cada mil habitantes para 9,8 por mil. A expectativa de vida ao nascer em 1960 era de apenas 52,5 anos.

Ao completar 50 anos em 1940, a pessoa tinha expectativa de vida de 19,1 anos, vivendo em média 69,1 anos. Mas conforme o IBGE, com a queda da mortalidade no período, um mesmo indivíduo da mesma idade, em 2018, teria uma expectativa de vida de 30,7 anos, esperando viver em média até 80,7 anos, ou seja, 11,6 anos a mais do que um indivíduo da mesma idade em 1940.

A maior incidência dos óbitos por causas externas ou não naturais, que atingem com maior intensidade a população masculina, pode explicar a diferença registrada em 2018, entre um homem de 20 anos, que tinha 4,5 vezes mais chance de não completar 25 anos e uma mulher no mesmo grupo de idade. Em 1940, o fenômeno da maior mortalidade da população masculina em relação à feminina, chamada de sobremortalidade masculina, não era registrado no país, o que, na visão do IBGE, está relacionado com o processo de urbanização e metropolização do Brasil.

O órgão informou ainda que a partir de 1980, as mortes associadas às causas externas ou não naturais, que incluem os homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, afogamentos, quedas acidentais, entre outros, “passaram a desempenhar um papel de destaque, de forma negativa, sobre a estrutura por idade das taxas de mortalidade, particularmente dos adultos jovens do sexo masculino”.

A mortalidade feminina no período fértil, de 15 a 49 anos de idade, também diminuiu entre 1940 e 2018. Em 1940, de cada cem mil nascidas vivas, 77.777 iniciaram o período reprodutivo e, destas, 57.336 completaram este período, enquanto, em 2018, de cada cem mil nascidas vivas 98.467 atingiram os 15 anos de idade. Dessas, 94.483 chegaram ao final deste período. “Logo, a probabilidade de uma recém-nascida completar o período fértil em 1940, que era de 573‰, passou para 945‰ em 2018.

A fase adulta, aqui considerada como o intervalo de 15 a 60 anos de idade, também foi beneficiada com o declínio dos níveis de mortalidade”, afirmou o IBGE.

Em 1940, de mil pessoas que atingiram os 15 anos, aproximadamente 535 completaram os 60 anos de idade. Em 2018, destas mesmas mil pessoas, 865 atingiram os 60 anos.

Idosos

A expectativa de vida dos idosos teve elevação de 8,2 anos no período. Em 1940, de cada mil pessoas que atingiam os 65 anos de idade, 259 chegariam aos 80 anos ou mais. Em 2018, esse número subiu para 637. As expectativas de vida ao atingir 80 anos, em 2018, foram de 10,4 anos para mulheres e 8,6 para homens. Em 1940, esses valores eram de 4,5 anos para as mulheres e 4,0 anos para os homens.

Brics

Na comparação com os países que compõem o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics), no período de 2015-2020, a taxa de mortalidade infantil do Brasil estava mais próxima à da China (9,9‰), acima da Rússia (5,8‰) e bem abaixo da Índia (32,0‰ ) e da África do Sul (27,2%). “Ainda assim, mesmo a taxa mais baixa do país (8,1‰, no Espírito Santo) se encontra distante de taxas de países desenvolvidos como Japão e Finlândia (1,8‰ e 1,7‰, respectivamente, no mesmo período)”, disse o IBGE.

2 mil voluntários

Brasil inicia neste mês testes de vacina contra o novo coronavírus

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Foto/Imagem: Dado Ruvic/Reuters

O Brasil iniciará neste mês testes com a potencial vacina que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, contra a Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, informaram a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que participará do estudo, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A autorização para que os testes sejam realizados no país foi publicada pela Anvisa em edição extra do Diário Oficial da União. Segundo a Unifesp, 2 mil pessoas participarão dos testes, que serão feitos também com apoio do Ministério da Saúde.

“O mais importante é realizar essa etapa do estudo agora, quando a curva epidemiológica ainda é ascendente e os resultados poderão ser mais assertivos”, disse a coordenadora do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), da Unifesp, Lily Yin Weckx, que é a investigadora principal do estudo, segundo comunicado da universidade.

Para a etapa dos testes em São Paulo, serão selecionados 1 mil voluntários que estejam na linha de frente do combate à Covid-19, pois estão mais expostos à doença. Os voluntários não podem ter entrado em contato com a Covid-19.

De acordo com a Unifesp, os testes, que serão financiados pela Fundação Lemann, contribuirão para o registro da vacina no Reino Unido, previsto para o final deste ano. O registro formal, entretanto, só ocorrerá após o fim dos estudos em todos os países participantes, disse a universidade.

Segundo a Anvisa, o pedido para realização dos testes foi feito junto à agência reguladora pela empresa AstraZeneca do Brasil, controlada pelo conglomerado farmacêutico AstraZeneca, e busca “determinar a segurança, eficácia e imunogenicidade da vacina”.

“Os estudos iniciais não clínicos em animais e os estudos clínicos de Fase 1 em humanos para avaliar a segurança da vacina foram realizados na Inglaterra e os resultados demonstraram que o perfil de segurança da vacina foi aceitável”, disse a Anvisa.

Com as epidemias de Covid-19 no Reino Unido, na Europa continental e nos Estados Unidos caindo do pico e as taxas de transmissão do coronavírus em queda nesses lugares, uma importante tarefa para os cientistas tem sido buscar locais com surtos ativos da doença e buscar voluntários em países onde a doença ainda está em alta.

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Drive-thru

No DF, mais de 140 mil já fizeram testes rápidos para a Covid-19

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Foto/Imagem: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Até 2 de junho, o Distrito Federal alcançou a marca de 140.185 testes rápidos para a Covid-19 aplicados por meio de drive-thru. A testagem em massa é realizada no DF desde 21 de abril. Até o momento, 4.379 pessoas foram diagnosticadas com a doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) – aí incluídos 619 testes positivos detectados na ação de ontem.

Pelo segundo dia consecutivo, Samambaia registrou o maior número de casos confirmados: 113. O posto da cidade unidade recebe moradores da mesma região e do Recanto das Emas.

Já no drive-thru do Paranoá, que também atende moradores de São Sebastião, Lago Sul, Itapoã, Jardim Botânico e Jardins Mangueiral, foram realizados 536 exames com 86 confirmações.

Por sua vez, o ponto que atende os moradores do Riacho Fundo I e II detectou 77 casos num total de 724 testes aplicados.

O exame

Para fazer o exame, é necessário se cadastrar no site da testagem, preencher o formulário e escolher o ponto em que será feita a testagem. A visualização das vagas é disponibilizada até dois dias seguintes à data de marcação.

O exame, que detecta a presença de anticorpos gerados pelo organismo para enfrentar o vírus, não descarta a necessidade de procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na ocorrência de sintomas, que costumam ser detectáveis com maior segurança a partir do sétimo dia da exposição.

drive-thru, que funciona de segunda a sexta-feira – exceto feriados –, das 8h às 17h, é exclusivo para pessoas sintomáticas ou que tenham histórico de contato com algum caso confirmado e residam com idosos. Também pode fazer o teste quem mora nas regiões administrativas abrangidas pelo local em que o posto está montado.

Como proceder

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal lembra que os testes são seguros e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O resultado sai em até 30 minutos. Para visualizá-lo, o cidadão testado deve entrar novamente na página da testagem em massa e autorizar o envio da conclusão do exame para o e-mail cadastrado.

Pessoas que chegarem aos pontos de testagem com sintomas mais agravados têm a possibilidade de fazer o teste swab – quando é coletado material da garganta e do nariz com um cotonete, para a amostra ser analisada em laboratório. Nesse caso, o resultado sai em até 48 horas.

Em circunstâncias mais graves, o paciente já pode ser direcionado ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), referência em atendimento para a Covid-19. Conforme orientação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, todos os casos confirmados devem ser notificados.

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Especialista alerta

Obesidade mórbida infantil causa problemas à saúde do coração

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Foto/Imagem: Freepik

No dia 3 de junho é celebrado o Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil. Infelizmente, dados mais recentes do Ministério da Saúde revelam que 12,9% das crianças brasileiras de 5 a 9 anos são obesas e 18,9% dos adultos estão acima do peso.

Hoje em dia, ver dobrinhas nas crianças já não pode ser considerado sinal de saúde, mas sim, motivo de alerta. Isso porque as causas da obesidade mórbida em crianças são variadas, mas estão relacionadas, principalmente, à qualidade dos hábitos alimentares e ao sedentarismo. Alimentação fora do horário ou rica em gordura e açúcar é considerada a grande vilã. Além disso, a origem para a doença também pode ser a hereditariedade, distúrbios hormonais e até fatores psicológicos que, quando descobertos precocemente, evitam que o acúmulo de peso aconteça.

Segundo o cardiologista pediátrico do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Mauricio Jaramillo Hincapie, a definição de obesidade em crianças e adolescentes é um pouco mais difícil de estabelecer do que na idade adulta, pois existem diferenças pelo sexo, idade, estatura e estágio de maturação sexual. Além da aparência visual que chama atenção, é necessário utilizar algumas das curvas já estabelecidas para Índice de Massa Corpórea (IMC) e colocar a medida da criança nesta curva, da mesma forma como se avalia o peso e a estatura para saber se o crescimento está adequado.

“Um IMC acima do percentil 85% é classificado como sobrepeso e acima de 95% como obesidade. Também pode ser utilizada a medida da circunferência abdominal, pregas cutâneas, índice de obesidade entre outros para classificar o grau de obesidade da criança. Quanto maior o grau de obesidade, maiores as complicações a médio e longo prazo para a saúde dela”, explica o profissional.

Uma criança com sobrepeso, principalmente com considerável excesso durante toda a infância e pré-adolescência, tende a continuar obesa na fase adulta. E essa quantidade de peso anormal durante o desenvolvimento do corpo causa a má formação do esqueleto. Além disso, o excesso de gordura e açúcar no organismo pode provocar o aparecimento de diabetes e uma série de doenças cardíacas como, por exemplo, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, infarto agudo do miocárdio, entre outras. De acordo com o especialista, os fatores a serem considerados na ligação da obesidade ao aumento da pressão arterial incluem: aumento do volume sanguíneo, volume sistólico e débito cardíaco, além de mecanismos que ligam a obesidade a um aumento da pressão arterial periférica.

“Assim como acontece com os adultos, a obesidade pode levar a consequências importantes em diversos sistemas do organismo, com maior risco de alterações ortopédicas, cutâneas, respiratórias como asma e apneia do sono, endócrinas e metabólicas como diabetes, resistência à insulina e colesterol elevado, alterações no fígado (depósito de gordura) e cálculos na vesícula, e as cardiovasculares como a hipertensão, aterosclerose (estrias de gordura nas artérias), sobrecarga e insuficiência cardíaca. Uma criança obesa tem a probabilidade de permanecer obesa na idade adulta entre 20% a 50%, antes da puberdade e 50% a 70%, após a puberdade, levando esses pacientes a terem maior risco de desenvolver complicações no futuro”, detalha Jaramillo.

Tratamento

O especialista afirma que o tratamento da obesidade em crianças e adolescentes é mais difícil e longo do que nos adultos, justamente, porque a criança, geralmente, não compreende a necessidade de baixar o peso. Além disso, o processo envolve uma mudança importante nos hábitos familiares e até da escola e grupo social do paciente.

“O cuidado baseia-se na redução da ingestão calórica, aumento do gasto energético, modificação comportamental e envolvimento familiar no processo de mudança. Inicialmente, é necessário aconselhamento nutricional para corrigir os erros alimentares, eliminar alimentos muito calóricos e ricos em açúcar e gordura, com aumento dos vegetais, frutas e fibras, além de criar a consciência da importância das atividades físicas frequentes e brincadeiras ao ar livre com redução do número de horas na televisão, computador e videogames”, relata o cardiologista.

Além de todas as mudanças, o apoio psicológico e psiquiátrico quando necessário, bem como envolvimento multiprofissional com pediatra, endócrino, cardiologista, nutricionista, fisioterapia, entre outros também são importantes para obter resultados.

Para Mauricio Jaramillo, é essencial ficar atento neste momento em que as atividades físicas das crianças, brincadeiras nas ruas e parques estão suspensas por conta pandemia causada pelo novo coronavírus. O médico alerta que apenas brincadeiras pelo celular, o computador e os jogos eletrônicos, geram um sedentarismo precoce e que essa situação aliada à alimentação cada vez menos natural e mais industrializada são conjuntos que vão levar definitivamente a uma consequência de obesidade em uma proporção cada vez maior de crianças.

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