Celina assume comando do GDF

Corrida ao Palácio do Buriti 2026: Celina Leão lidera em todos os cenários

George Gianni/Agência Brasília

A disputa pelo Governo do Distrito Federal (GDF) nas Eleições de 2026 entra em sua fase decisiva com uma reconfiguração profunda nos bastidores políticos de Brasília. O Palácio do Buriti tornou-se o centro de um xadrez eleitoral marcado por novas alianças, a consolidação de candidaturas e estratégias de fortalecimento partidário para o comando da capital federal.

Continuidade e nova formação de chapas

Após a reorganização no Poder Executivo local e a transmissão de cargo ocorrida no início do ano, a governadora Celina Leão (PP) desponta como o nome central da base governista na busca pela reeleição. Encabeçando uma ampla coligação apoiada por legendas como PP, MDB, Republicanos e União Brasil, Celina definiu como companheiro de chapa o ex-secretário Gustavo Rocha (Republicanos) na candidatura ao GDF.

A estratégia do grupo governista apoia-se em dois pilares principais: a defesa das ações de gestão recente e o alinhamento com candidaturas conservadoras de forte representatividade local ao Senado Federal, incluindo Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (PL).

Nas sondagens de intenção de voto registradas na Justiça Eleitoral, Celina mantém vantagem nas simulações de primeiro turno, figurando à frente nos cenários testados.

Cenários do primeiro turno

Nas pesquisas estimuladas — quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados —, as sondagens avaliaram duas hipóteses de primeiro turno para a chefia do Executivo distrital.

No Cenário 1, que inclui a presença do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) na disputa, Celina Leão aparece na primeira colocação com 34,6% das intenções de voto. Arruda ocupa a segunda posição com 28,1%. O ex-deputado distrital Leandro Grass (PT) surge em terceiro lugar com 11,9%.

Já no Cenário 2, sem a participação de José Roberto Arruda na cartela de opções, Celina amplia a vantagem e alcança 45,9% das menções. Nesse formato, Leandro Grass sobe para a segunda colocação com 16,3%.

Rejeição e avaliação da gestão

Além do desempenho eleitoral, os últimos levantamentos mediram os índices de rejeição dos candidatos e a aprovação do governo distrital.

No quesito rejeição — em que o entrevistado indica em quem não votaria de jeito nenhum —, o ex-governador José Roberto Arruda aparece na frente com 27,9%, seguido de perto por Celina Leão, rejeitada por 26,3% do eleitorado. Leandro Grass registra 16,2% de rejeição, enquanto Kiko Caputo tem 13,7%, Paula Belmonte 13,5% e Ricardo Cappelli 13,4%.

Quanto à avaliação da administração distrital, a gestão de Celina Leão conta com a aprovação de 58,3% dos entrevistados, enquanto 37,6% desaprovam a condução do GDF e 4,1% não souberam ou preferiram não responder.

Oposição e centro: as alternativas ao Buriti

A oposição ao governo distrital articula-se em diferentes frentes ideológicas para oferecer ao eleitorado propostas de mudança:

  • Federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB): o ex-deputado distrital Leandro Grass (PT), segundo colocado no pleito de 2022, consolidou sua candidatura e aparece como o principal contraponto de esquerda à atual gestão. Grass aposta na crítica a áreas vitais como saúde pública, transporte e integração social para mobilizar o eleitorado.

  • Centro e centro-esquerda: o ex-ministro Ricardo Cappelli (PSB) desponta como alternativa para o eleitorado de centro-esquerda, propondo projetos focados em desenvolvimento sustentável e modernização da infraestrutura pública.

  • Frentes independentes e de centro-direita: a deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) e Kiko Caputo (Novo) sustentam candidaturas focadas em pautas de fiscalização, desburocratização e eficiência dos serviços distritais.

Principais desafios

As demandas dos moradores do Distrito Federal impõem uma agenda de debates complexa aos postulantes ao Buriti:

  1. Mobilidade urbana e Entorno: a integração do transporte público entre o DF e os municípios da Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (RIDE) permanece como prioridade de logística e infraestrutura.

  2. Saúde pública e serviços: o atendimento na rede pública de saúde e a eficiência nas filas de marcação de exames e cirurgias são alvos de propostas de todos os blocos.

  3. Gestão fiscal e emprego: o fortalecimento do comércio local e a geração de empregos fora da máquina pública representam pilares econômicos decisivos nos planos de governo apresentados.

A corrida ao Palácio do Buriti promete intensificar as agendas de rua e a presença nas redes digitais, consolidando uma eleição histórica para os rumos do Distrito Federal.

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