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Escolas militares

Educação lança página sobre projeto de Gestão Compartilhada

Redação

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Foto/Imagem: André Borges/Agência Brasília


A Secretaria de Educação do Distrito Federal lançou a página Escola de Gestão Compartilhada para esclarecer dúvidas sobre o projeto piloto que será implementado em escolas da rede pública de ensino. Os centros educacionais (CED) 1 da Estrutural, 3 de Sobradinho e 308 do Recanto das Emas passam a se tornar escolas militares a partir da próxima segunda-feira (11). O programa piloto, uma parceria entre as secretarias de Educação e de Segurança Pública foi aprovado pelas três comunidades escolares das regiões administrativas com ampla maioria de votos.

Os pais, responsáveis, alunos e educadores do CED 7 de Ceilândia vão decidir se desejam ou não a mudança. Participarão do processo de votação alunos maiores de 18 anos, todos os pais ou responsáveis com filhos matriculados na escola (um voto por família), professores e servidores.

A pasta também preparou uma lista de verdades e mentiras sobre o projeto de Gestão Compartilhada (veja abaixo).

Gestão Compartilhada

Escola militar e escola de gestão compartilhada são a mesma coisa.
MENTIRA

A gestão das escolas será compartilhada com a Polícia Militar e com a participação do Corpo de Bombeiros. A Secretaria de Educação vai continuar dirigindo as escolas e cuidando de toda a parte pedagógica, enquanto os militares vão se ater à direção dos aspectos disciplinares, administrativos e das atividades de contraturno – como oferta de aulas de música, esporte, xadrez e aulas de ética e cidadania.

As escolas no Distrito Federal vão seguir integralmente os modelos já existentes em outros estados.
MENTIRA

Embora existam coincidências em alguns aspectos, as secretarias de Educação e de Segurança locais desenvolveram um modelo próprio para o Distrito Federal, com particularidades que atendem à rede.

O uniforme será cobrado das famílias.
MENTIRA

A Secretaria de Educação firmou uma parceria com a Fábrica Social para a produção dos uniformes, que serão doados aos alunos.

Haverá cobrança de taxas.
MENTIRA

As famílias poderão se vincular às associações de pais e mestres, como já ocorre hoje, sem a obrigatoriedade de fazer contribuições. A escola, apesar da gestão compartilhada, continuará pública e gratuita.

Meninas usarão coque e meninos, cabelos curtos.
VERDADE

Como é comum no aspecto disciplinar das escolas que compartilham sua gestão com os militares, os uniformes e as normas de uso do cabelo definem coque para as meninas e cabelo curto para os meninos.

Estudantes do ensino especial serão excluídos dessas escolas.
MENTIRA

As escolas são e permanecerão inclusivas, e as crianças com deficiência continuarão a receber o tratamento adequado que recebem atualmente..

Metade das vagas é reservada para filhos de militares.
MENTIRA

Diferentemente das escolas militares, as escolas de gestão compartilhada não selecionam estudante com base nesses critérios.

Professores serão obrigados a permanecer nessas escolas.
MENTIRA

Os professores que não se identificarem com o projeto poderão solicitar às regionais de ensino o remanejamento para outras escolas, assim como acontece atualmente.

Apenas quatro escolas estão contempladas no projeto.
VERDADE

A intenção do governador Ibaneis Rocha é ampliar o projeto para mais 36 escolas ainda este ano, conforme o sucesso da implantação.

A comunidade participará sempre da escolha das escolas.
VERDADE

A Lei de Gestão Democrática define regras apenas para a eleição dos diretores, mas a Secretaria de Educação só implantará os projetos com o aval das comunidades das escolas selecionadas.

A área pedagógica será influenciada pela gestão militar.
MENTIRA

O modelo de gestão compartilhada permite ao professor, ao coordenador pedagógico e ao diretor destinarem integralmente seu tempo e dedicação à gestão pedagógica, sem a preocupação de zelar pela gestão administrativa e disciplinar da escola.

A individualidade dos estudantes será mantida.
VERDADE

O fato de implementar critérios disciplinares, bem como o uso de uniformes e normas mais rígidas, não compromete a individualidade dos estudantes. Esses aspectos, pelo contrário, reforçam a autoestima, minimizam causas de bulliyng e trazem um forte sentimento de pertencimento a um grupo de sucesso.

Estudantes com baixo rendimento ou problemas disciplinares serão expulsos.
MENTIRA

A gestão compartilhada proporciona aos professores e coordenadores tempo integral para acompanhamento dos estudantes, além de ajudá-los em seu desenvolvimento. Simultaneamente e em parceria com a gestão pedagógica, os responsáveis são chamados a participar ativamente da evolução dos aspectos disciplinares dos estudantes.

Os responsáveis terão acesso a um aplicativo gratuito para acompanhar o desenvolvimento dos estudantes.
VERDADE

A implantação do aplicativo já começou. Até o final de fevereiro, todos os responsáveis que tiverem um celular com internet poderão acompanhar o dia a dia dos estudantes na escola. O aplicativo vai informar dados como se os alunos compareceram à escola, horários de entrada e saída, comportamento, elogios e desempenho escolar.

Haverá provas para ingresso na escola de gestão compartilhada.
MENTIRA

O projeto piloto das escolas será implementado com os estudantes que já estão matriculados nas escolas. Com o sucesso do projeto, estima-se que a procura por vagas nessas escolas vai se intensificar em 2020. Até lá, um processo de sorteio transparente será definido e divulgado.

Todas as escolas da rede terão o modelo de gestão compartilhada.
MENTIRA

O modelo de gestão compartilhada é apenas um dos modelos ofertados pela rede pública de ensino e vai ao encontro dos anseios de boa parcela da comunidade escolar.

A EJA vai acabar nas escolas com gestão compartilhada.
MENTIRA

As aulas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) continuam nas unidades escolares que já ofereciam essa modalidade de ensino. Os estudantes da EJA também não precisarão usar os uniformes.

Dia Nacional do Ciclista

Morte de ciclistas tem redução de 23,7% no Distrito Federal

Redação

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Redação
Foto/Imagem: Pedro Ventura/Agência Brasília

A Diretoria de Educação do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) estará presente no 44° Encontro de Grupos de Ciclistas de MTB de Brasília e Entorno, neste domingo (18), das 7h às 12h, na Floresta Nacional de Brasília. Em comemoração ao Dia Nacional do Ciclista (19 de agosto), o evento traz uma boa notícia: redução do número de ciclistas mortos no DF quando comparados os primeiros semestres de 2018 e 2019 (13 e 10 mortes, respectivamente, uma redução de 23,7%).

Equipes de educação farão distribuição de material com orientações e dicas de segurança aos ciclistas. O número de praticantes mortos no DF tem reduzido a cada ano, mas mesmo assim o Detran reconhece a necessidade de campanhas educativas constantes, já que a quantidade de pessoas que utilizam a bicicleta tem aumentado significativamente em todas as cidades.

Acidentes

Até junho de 2019 o Detran contabilizou 11 acidentes fatais envolvendo bicicletas. Esse número representa 8% dos episódios fatais (136) no Distrito Federal. Comparando-se ao mesmo período do ano anterior, houve redução de 15% dos registros fatais envolvendo ciclistas: de 13 para 11 ocorrências fatais em 2019.

A maioria desses acidentes fatais ocorreu nas vias urbanas (9). A colisão foi o tipo de ocorrência mais frequente (8), o período da manhã – entre 6h e 11h59 – foi o horário com o maior número de acidentes (6) e sábado, o dia da semana com mais ocorrências (3). As cidades que apresentaram o maior número de acidentes desse tipo foram Gama e Sobradinho, ambas com duas ocorrências cada.

As outras cidades que também registraram acidentes nas vias urbanas foram Ceilândia, Planaltina, Samambaia, São Sebastião e Riacho Fundo II. Outros dois acidentes ocorreram em rodovias: um na BR 070, em Ceilândia, e outro na DF 230, em Planaltina.

Perfil das vítimas

Dos 10 ciclistas mortos até junho de 2019, oito eram do sexo masculino (80%). A faixa etária de 45 a 49 anos foi a mais frequente, com quatro óbitos (40%).

O automóvel foi o veículo mais envolvido em acidentes envolvendo bicicleta (5). Mas houve quatro casos em que a colisão envolveu moto e bicicleta (em um deles o motociclista veio a óbito), além de dois acidentes com apenas a bicicleta.

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Parceria com a Mastercard

BRB lança cartão para fomentar o programa Rede Sou + Mulher

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Foto/Imagem: Reprodução/Arte/AVB

O Banco de Brasília (BRB) iniciou a comercialização de um novo cartão: o BRBCARD Mulher. O produto foi desenvolvido em parceria com a Mastercard e, além de todos os benefícios da bandeira já disponibilizados aos clientes, também possui viés social.

O BRBCARD Mulher integra plano de ação para fomentar o Programa Rede Sou + Mulher, instituído pela Secretaria de Estado da Mulher do DF, com o objetivo de estimular ações voltadas à igualdade de gênero, ao empreendedorismo feminino e à autonomia econômica das mulheres.

Para fomentar a iniciativa do Governo do Distrito Federal, acionista majoritário do BRB, o valor arrecadado a partir da anuidade do cartão BRBCARD Mulher será destinado à rede Sou + Mulher, e viabilizará diversas modalidades de suporte e assistência às mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Qualquer pessoa que desejar aderir à campanha e contribuir com essa causa poderá solicitar o cartão nas agências do BRB, no site do Banco e no aplicativo Mobile da BRBCARD. Não é necessário ser correntista do BRB.

“O cartão tangibiliza nosso compromisso de valorizar a igualdade de gênero e estimular as ações de apoio, independência e melhoria da qualidade de vida das mulheres. E a parceria com a Mastercard fortalece esse movimento do qual participamos. Vai muito além da disponibilização de um novo produto, mas de um conjunto de ações que envolverá treinamento, capacitação, orientação financeira e abertura de oportunidade de trabalho e empreendedorismo às mulheres”, destacou o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Para a Mastercard, o novo produto tem um grande potencial de engajamento com o público feminino devido ao seu apelo social. “As Nações Unidas identificaram a igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas como um dos seus objetivos de desenvolvimento sustentável. Na Mastercard, acreditamos que as empresas têm um papel importante a desempenhar para impulsionar a agenda de inclusão”, afirma Miltonleise Filho, vice-presidente sênior de vendas da Mastercard.

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Perseverança

Golaço! Taça das Favelas mostra a força de que vem da periferia

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Foto/Imagem: Ericles da Silva Lima e Paulo Alves/Bruno Batista

Oportunidade! Essa é a palavra de ordem que move muitos garotos e garotas do Distrito Federal que batalham, diariamente, para vencer a falta de recursos, desigualdade, violência, preconceitos e tantos outros problemas sociais. O esporte, aliado de muitos desses jovens na luta por um futuro melhor, quando acompanhado de uma oportunidade torna-se um grande combustível, capaz de impulsionar nos caminhos mais difíceis. Por isso, a Taça das Favelas, campeonato de futebol de campo, realizado pela Central Única das Favelas do Distrito Federal (CUFA DF), em parceria com a Rosa dos Ventos Produções que visa dar visibilidade aos jovens talentos de comunidades locais, vem recheada de histórias emocionantes de luta e perseverança. O campeonato acontece de 17 de agosto a 28 de setembro e vai além dos jogos em campo.

“Quando falamos de favelas, se houve falar muito em reparação, por todos os anos de descaso. Porém nós queremos mostrar o lado positivo e potente das favelas. A Taça tem um papel fundamental, não somente de dar oportunidade na realização do sonho de jogar bola, mas também na construção do caráter e identidade desses jovens”, destaca Bruno Kesseler, Presidente da CUFA DF.

Persistência feminina

Camila Lima tem 16 anos e mora no Riacho Fundo I, começou a se interessar por futebol vendo o irmão mais velho jogar. Sabia de seu potencial e por isso, com apenas 5 anos, tentou convencer o treinador de seu irmão de que ela poderia jogar tão bem, ou ainda melhor que os meninos. A resposta, já esperada, foi não, mas determinada que é continuou insistindo até que aos 7 anos entrou em campo e não parou mais.

“Desse dia em diante comecei a treinar todos os dias com os meninos, era a única menina. Logo depois já estava treinando nos 3 horários disponíveis, no dos mais novos como goleira, no da minha categoria e até no horário dos mais velhos”, afirma Camila.

Foram 5 anos de treinos intensos no CID (Centro de Iniciação Desportiva), localizado no Núcleo Bandeirante, até que a aposentaria, por problemas de saúde, de seu professor, dificultaram sua permanência no centro. “Depois que meu técnico saiu ficou mais difícil continuar treinando como antes, as piadinhas vindas dos meninos, por eu ser mulher e jogar futebol aumentaram muito e achei que era hora de mudar”, relembra a jogadora

E as dificuldades não pararam por aí, separação dos pais, desemprego da mãe, falta de recurso da família para arcar com as mensalidades da tão sonhada escolinha de futebol society foram alguns dos obstáculos superados por Camila. Em 2016, a estudante passou a treinar no COAFF (Camila Orlando Academia de Futebol Feminino). “No início éramos somente 4 atletas, treinávamos em uma quadra torta, quadra aberta, então a chuva por um tempo foi inimiga, mas nunca desistimos, continuamos firmes, focadas no futebol, lá desenvolvi meu espírito de liderança. Hoje temos união, disciplina, respeito e humildade, mas a minha principal característica é a garra, sou guerreira nata”, se orgulha Camila.

A menina que afirma ter o sonho de jogar no Brasil e em outros países é uma das centenas de jogadores que estão participando da Taça das Favelas no DF e promete dar um show de bola no campeonato que contará com olheiros de clubes locais e nacionais.

Distância não é empecilho

Andar quase 10km ou até mudar de estado e atravessar cerca de 1.400km em busca do sonho de ser um jogador de futebol, parece muito, mas não é nada perto do que Ericles da Silva e Paulo Alves, já enfrentam pela realização desse sonho.

Ericles da Silva Lima, tem 17 anos, mora em planaltina, é filho de mãe solteira, manicure e doméstica. Nunca conheceu o pai. Passou por diversas dificuldades “às vezes, mal tínhamos o que comer em casa”, afirma. Foi por pouco que não mergulhou no caminho das drogas, cercado por um contexto de desigualdade social, no qual a violência e criminalidade são ameaças constantes, o esporte surgiu como um resgate e caminho para uma vida melhor. Hoje, Ericles faz parte de um projeto social que oferece aulas gratuitas de futebol a jovens adolescentes. Quando soube das peneiras organizadas pela CUFA DF, na região onde mora, e da oportunidade de participar, não teve dúvidas. Como não tinha dinheiro para pagar a passagem de ônibus até o local da seleção, acordou às 06h da manhã e percorreu um trajeto de cerca de 10 km, a pé. A fome e cansaço não foram empecilho, ele brilhou e se classificou para jogar a Taça das Favelas no time de Planaltina.

Criado no interior Piauí pelo pai e avó, Paulo Alves de 15 anos veio sozinho para Brasília em busca de profissionalização. Aqui, ele vive no Pôr do Sol, em Ceilândia, na casa dos tios e para ajudar na renda da família trabalha fazendo bicos. Apesar da saudade de casa e das dificuldades financeiras, a luta pelo sonho fala mais alto.

“Quando cheguei em Brasília comecei a jogar um campeonato e logo depois apareceu uma oportunidade de viagem para Goiânia. Falaram que teriam olheiros e não pensei duas vezes. O professor falou que todos tinham que levar colchão para dormir, mas eu não tinha. Mesmo assim não baixei a cabeça botei um pano no chão e dormi assim mesmo, feliz porque estava fazendo o que eu gosto. Não conseguimos ganhar mas voltei feliz por ter jogado um campeonato grande”, recorda Paulo.

Hoje, ele precisa andar 1h30 para ir aos treinos. “Como moro em uma chácara distante e que não passa ônibus, vou andando aos treinos, mas não tem problema, tenho fé em Deus que vou conseguir realizar o meu sonho”, afirma.

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