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Desde 1989

Batalhão escolar da PM reforça segurança dos estudantes do DF

Redação

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Foto/Imagem: Renato Araújo/Agência Brasília


O relógio marca 12h30. É hora de os alunos se aglomerarem na porta do Centro de Ensino Médio EIT (Cemeit), em Taguatinga, para aguardar o sinal que dá início as aulas do dia.

Na mesma hora, policiais do batalhão escolar chegam à escola em viaturas, com coletes reflexivos, rotolights cheias de luzes, despertando, assim, a atenção de todos.

A presença dos policiais tem como objetivo principal garantir a segurança de cerca de dois mil alunos do Cemeit na hora da entrada e saída das aulas. “Muitos estudantes estão dispersos, distraídos, olhando o celular e acabam se tornando vulneráveis”, diz o capitão da PM Newton de Araújo, um dos responsáveis pela ação.

As estudantes M.D, de 16 anos, e R.R, de 15 anos, conversam na porta da escola enquanto aguardam a entrada. Cursando o primeiro ano do ensino médio, M.D se sente mais protegida com a presença dos policiais. “Acho muito bom. Pessoas mal-intencionadas não vão conseguir entrar na escola para fazer coisas erradas”, observa.

R.R também é a favor da iniciativa. “Evita que sejamos roubados”, destaca. A satisfação com a presença do batalhão escolar também é comemorada pelos pais dos alunos. “Acho muito importante e de grande valor. Ficamos mais tranquilos sabendo que nossos filhos estão protegidos na escola”, diz um pai que não quis se identificar.

O vice-diretor do Cemeit, José Roberto Uchoa, conta que a região perto da escola tem muitos problemas, como prostituição e drogas. Ele acredita que a presença dos policiais inibe a prática de crimes. Segundo Uchoa, a iniciativa tem refletido também no comportamento dos alunos. “A escola melhorou muito, inclusive na questão disciplinar. Hoje temos bem menos problemas”, ponderou.

Operação Varredura

Também fazem parte das ações do batalhão escolar as inspeções dentro das salas de aula, quando solicitadas pela direção. Os policiais verificam todo o material escolar dos alunos, identificando e recolhendo objetos perfurantes ou ilícitos. Dependendo do que encontram, os alunos podem sofrer algum tipo de punição.

Após a revista, o capitão deixa uma mensagem de incentivo aos alunos: “Tenham o batalhão escolar como guardião e sintam-se à vontade para denunciar. Seu anonimato será mantido. Tenham sempre boa índole e disciplina. Não usem drogas. Respeitem seus pais, seus professores e se respeitem, por favor”.

Segurança pública escolar

O batalhão escolar da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) é responsável pela segurança de colégios públicos e privados desde 1989, ano da sua criação. Foi a primeira unidade policial do Brasil especializada em segurança pública escolar, e hoje é referência em todo país.

O resultado positivo foi garantido graças às estratégias minuciosamente traçadas pela corporação. Gestão, tecnologia e inteligência são as principais linhas de desenvolvimento das ações, segundo o coronel Alexandre Lima Ferro, titular do Comando de Policiamento Escolar.

Foram selecionadas instituições de ensino com histórico de violência escolar e que exigem mais atenção por parte da polícia. “Conseguimos atender uma demanda maior em um tempo menor. Os policiais circulam em uma área identificada como prioritária, mas qualquer escola que identificar um problema pode acionar a viatura”, explica o coronel.  Para chamar o batalhão escolar, basta ligar para o telefone: 3190-3765.

R$ 244 milhões

Banco de Brasília aposta alto no financiamento do agronegócio

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Foto/Imagem: Arquivo/AVB

O Banco de Brasília (BRB) vai aumentar em 154% os valores destinados ao financiamento do agronegócio no DF, passando dos R$ 96 milhões, em 2018, para R$ 244 milhões, só neste ano. “Vamos transformar o BRB no maior financiador público dos nossos produtores rurais”, anunciou o Governador Ibaneis, na semana passada, durante lançamento da Central de Regularização de Terras Rurais.

Para se consolidar como referência do crédito rural no DF, a instituição está se empenhando em várias frentes. Oferece linhas diferenciadas de crédito, que vão desde financiamento das despesas do ciclo da produção até a comercialização final dos seus produtos. “Tudo depende do perfil de negócio que o produtor quer investir”, informa Thays Macedo, gerente de área, responsável por parte dos contratos efetuados na área rural.

Ela explica que neste ano um dos grandes diferenciais do BRB serão os empréstimos na linha de investimentos voltados para os produtores rurais que possuem apenas a CDU (Concessão de Direito de Uso) e a CDRU (Concessão de Direito Real de Uso) como garantia. “Nesse perfil teremos R$70 milhões disponíveis de recursos livres, com taxas a partir de 8,25% ao ano. As taxas do BRB são as menores praticadas no mercado.”, avalia a gerente. Nesses casos, o banco poderá emprestar até 50% do valor de avaliação do terreno com benfeitorias.

Os investimentos podem ser feitos em todas as etapas do ciclo de produção, como, por exemplo, aquisição de maquinário, armazenamento, correção de solo, etc. Outras linhas de crédito também estão disponíveis para produtores de pequeno, médio e de grande porte.

Para custeio e comercialização, o banco tem mais de R$ 100 milhões destinados ao crédito e para a industrialização, outros R$ 34 milhões. Os produtores rurais interessados devem buscar mais informações nas agências do BRB localizadas no CEASA, Brazlândia, Planaltina e Unaí (MG) ou no site do banco.

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Ibaneis quer o fechamento

Há “receio exagerado” sobre penitenciária no DF, diz Moro

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Foto/Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Justiça, Sergio Moro, disse nesta segunda (25) que há “receio exagerado” do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), a respeito dos riscos do presídio federal existente na região. Após a transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), e mais três integrantes do grupo para o presídio federal no DF, Ibaneis afirmou que buscaria o fechamento do presídio.

“Acho que há um receio um pouco exagerado porque a liderança criminosa vem para um presídio federal de segurança máxima, onde ela fica em um sistema carcerário muito rígido, sem condições de controlar a atividade criminal fora. Talvez haja uma certa incompreensão da posição dessa pessoa aqui do DF, mas posso assegurar aos moradores que eles estão absolutamente seguros”, disse Moro, após evento em Brasília.

Inaugurada em outubro de 2018, a Penitenciária Federal de Brasília é uma das cinco unidades de segurança máxima federais destinadas a isolar presos condenados e provisórios sujeitos ao Regime Disciplinar Diferenciado, líderes de organizações criminosas e réus colaboradores presos ou que delatores premiados que correm risco de vida no sistema estadual.

Em sua reclamação, Ibaneis havia manifestado seu desejo de ser ouvido por Moro e pelo presidente Jair Bolsonaro. O ministro disse ter conversado com o governador e acrescentou que o presídio não será desativado.

“O presídio de segurança máxima foi feito exatamente para isolar e absorver essas lideranças criminosas. Nós não podemos simplesmente não utilizar o presídio de segurança máxima. Existem [presídios federais] em outras comunidades e não existe essa reclamação.”

Além da unidade no DF, existem outras quatro em funcionamento no país: Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, Catanduvas, no Paraná, Mossoró, no Rio Grande do Norte, e Porto Velho (RO).

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Penitenciária Federal de Brasília

Governador vai acionar a Justiça para fechar presídio no DF

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Foto/Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, disse que entrará com uma ação pedindo o fechamento do presídio federal em Brasília. Segundo ele, a presença de lideranças criminosas, como o Marco Willians Herbas Camacho – conhecido como Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) – coloca em risco não apenas autoridades nacionais como estrangeiras.

“Tenho criticado veementemente a transferência dele [Marcola] para cá. E espero ser ouvido pelo presidente [Jair Bolsonaro] e pelo ministro [da Justiça] Sergio Moro. Temos hoje aqui prefeitos de todo o país. Temos também embaixadores, tribunais, ministros… com que segurança, tendo esse integrante do PCC?”, disse o governador ao deixar a 75ª reunião da Frente Nacional de Prefeitos.

Diante da situação, Ibaneis disse que acionará a Justiça para pedir o fechamento do presídio construído. “Estou preparando uma documentação para entrar na Justiça, com base na Lei de Segurança Nacional”, disse. “Quero que esse presídio federal seja fechado”, acrescentou.

Inaugurada em outubro de 2018, a Penitenciária Federal de Brasília é uma das cinco unidades de segurança máxima federais destinadas a isolar presos condenados e provisórios sujeitos ao Regime Disciplinar Diferenciado, líderes de organizações criminosas e réus colaboradores presos ou que delatores premiados que correm risco de vida no sistema estadual.

Quatro líderes da facção PCC foram transferidos recentemente da Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, para a Penitenciária Federal de Brasília, localizada perto do Presídio da Papuda. Além de Marcola, integram o grupo Cláudio Barbará da Silva, Patrik Wellinton Salomão, e Pedro Luiz da Silva Moraes, o Chacal.

Ministério da Justiça

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a transferência é parte dos protocolos de segurança pública que preveem, entre outras medidas, a alternância de abrigo dos detentos de alta periculosidade ou integrantes de organizações criminosas.

Hoje, a pasta divulgou uma nota ressaltando que as penitenciárias federais são instrumentos para desarticular o crime organizado. De acordo com o Ministério, a Penitenciária Federal de Brasília, que tem 12,3 mil m² de área construída e capacidade de 208 vagas individuais, é controlada 24 horas por dia. “As celas contam com dormitório, sanitário, pia, chuveiro, mesa e assento. As paredes são feitas de concreto armado para evitar explosões e possíveis tentativas de fugas”, descreve o Ministério da Justiça. A obra e o aparelhamento da unidade custaram cerca de R$ 45 milhões.

Segundo o ministério, “em 13 anos de existência, o Sistema Penitenciário Federal nunca sofreu fugas de presos, rebeliões ou superlotação”. Conforme a nota, nesse período “nenhum aparelho celular entrou nas unidades federais do país, graças aos quatro níveis de revista”.

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