A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) lançou um chamado urgente à população do Distrito Federal: a doação de frascos de vidro com tampa plástica (como os de café solúvel). Esses recipientes de boca larga são peças-chave na logística de armazenamento, transporte e pasteurização do leite materno que abastece as redes públicas de saúde.
Atualmente, os Bancos de Leite Humano (BLHs) e os Postos de Coleta (PCLHs) dependem dessa ajuda solidária. Embora a SES-DF já tenha iniciado os processos de compra regular desses materiais, os estoques atuais precisam de reposição imediata para que o atendimento aos recém-nascidos internados não seja interrompido.
Como doar e onde entregar os frascos de vidro?
A população pode colaborar de duas maneiras simples, sem a necessidade de higienizar os potes previamente, pois todos passam por um processo rigoroso de esterilização nos laboratórios da secretaria:
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Entrega presencial: basta levar os recipientes diretamente ao Banco de Leite Humano ou Posto de Coleta mais próximo de sua residência.
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Coleta em domicílio: é possível solicitar a retirada dos frascos ligando para o telefone 160 (opção 4) e informando a disponibilidade dos itens para doação.
Nota de segurança: os potes ideais são exclusivamente os de vidro com tampa de plástico rosqueável. O vidro resiste ao congelamento e ao calor da esterilização, enquanto o plástico da tampa evita a contaminação química e biológica do leite.
Por que esses frascos são um item estratégico?
O vasilhame correto garante a integridade do alimento desde a retirada na casa da mãe doadora até o processamento no banco de leite. Sem esses potes, o leite humano doado não pode ser transportado ou congelado com segurança, o que impacta diretamente o volume de leite disponível nos hospitais.
Leite materno salva vidas nas UTIs Neonatais
O destino final desse esforço coletivo são as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Neonatais do Distrito Federal. Os principais beneficiados são:
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Bebês prematuros e de baixo peso extremo.
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Recém-nascidos internados que não podem ser amamentados pelas próprias mães por restrições médicas.
O leite humano é insubstituível para a medicina neonatal. Seu consumo reduz drasticamente o tempo de internação hospitalar, previne infecções graves e complicações no sistema digestivo dos recém-nascidos, sendo a principal ferramenta de saúde pública para a redução da mortalidade infantil na capital.