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Volta às aulas

Ano letivo das escolas particulares recomeça nesta segunda

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O ano letivo nas escolas particulares recomeça a partir desta segunda-feira (25). O calendário não é unificado, mas a maior parte das instituições segue datas sugeridas pelo sindicato da categoria e recomeça atividades nesta semana. Para muitos pais, o período de férias foi marcado por cálculos e tabelas na hora de comprar o material escolar, orçado em até R$ 2 mil.

“A mesma lista chegou de R$ 380 para cada filho até R$ 500”, diz o servidor público Mauro Machado. O DF conta com cerca de 100 lojas que vendem material escolar. O presidente do Sindicato das Papelarias e Librarias, José Aparecido Freire, afirma que as vendas aumentam todo ano, mas em 2016, o quadro é diferente.

“Temos uma expectativa de manutenção do faturamento do ano anterior. e se falando em crise, eu acredito que já seja uma boa expectativa”, afirmou Freire.

Segundo ele, os pais estão “mais criteriosos”, comprando apenas o essencial. Para algumas famílias, a lista de materiais e livros didáticos alcança R$ 2,5 mil. O valor não inclui os gastos com uniforme, calçado, transporte e mensalidade.

Nas escolas públicas, o início do ano letivo foi adiado em razão da greve dos professores, em outubro do ano passado, e da reposição das aulas perdidas. A data prevista é 29 de fevereiro. Na sexta (22), a Secretaria de Educação informou ao G1 que ainda estuda como será feito o repasse do Cartão Material Escolar às famílias de baixa renda.

De olho nos preços
A Associação dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares estima que a lista básica ficou, em média, 10% mais cara neste ano. Pensando nisso, um grupo de amigos criou um aplicativo que ajuda na pesquisa. O Ale Escolar permite que os pais procurem a escola e a lista, e comparem os preços.

Até este sábado (23), o app contava com “apenas” 30 escolas e 8 redes de papelarias. Segundo os criados, a ideia é ampliar a base de dados aos poucos. O aplicativo está disponível para a plataforma Android, mas os criadores prometem a versão para iOS até o fim de janeiro.

“Estamos lançando essas informações ainda no aplicativo. Próxima volta às aulas, com certeza, 100% de Brasília vai estar aqui dentro [do app Ale Escolar]”, afirma um dos criadores do aplicativo, Joatam Cabral Vilarinho.

Variação do preço
Levantamento do Procon realizado entre os dias 11 e 15 de janeiro mostrou que os preços de material escolar no Distrito Federal apresentam diferença de até 1.400%, entre uma loja e outra. O órgão de defesa do consumidor analisou 19 produtos de 59 papelarias da capital.

Segundo o levantamento, a diferença de lista de material chegou a 125%, em uma comparação entre a mais cara e a mais barata. O Procon afirma que itens como dicionário e apontador foram os que tiveram variação de 1.400%. A menor diferença foi do caderno de 10 matérias – o preço mais caro corresponde a 198% do valor do mais barato.

A entidade ressalta aos pais que as escolas não podem exigir nenhuma marca ou modelo específico dos produtos da lista. Os colégios também não devem indicar papelaria. Segundo o Procon, cabe aos centros de ensino encaminhar às famílias um documento com explicações sobre o uso dos materiais.

Atualizado em 25/01/2016 – 08:52.

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