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Camilla Jimene

Especialista alerta: crimes digitais estão cada vez mais frequentes e sofisticados

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Golpe do Pix - Black Friday
Foto/Imagem: Freepik


O Brasil enfrenta hoje uma epidemia sem precedentes de crimes digitais, que vão desde os já conhecidos golpes no WhatsApp até ataques cibernéticos milionários contra grandes corporações. O alerta foi feito durante o Digital Privacy Summit 2025, organizado pela Opice Blum Academy, onde os especialistas foram unânimes: o crime deixou de ser amador e passou a operar como uma verdadeira indústria.

“Estamos vendo uma escalada na quantidade, na complexidade e no volume de dinheiro perdido em fraudes e golpes digitais. O aliciamento de profissionais de TI dentro das empresas e a oferta de ataques cibernéticos as a service se tornam mais comuns a cada dia. O impacto financeiro para o mercado é gigantesco”, explica Camilla Jimene, head do contencioso digital e sócia do escritório Opice Blum.

O cenário foi confirmado pela pesquisa “Riscos Cibernéticos – A percepção das lideranças brasileiras e práticas adotadas”, da Grant Thornton Brasil em parceria com o Opice Blum Advogados. O levantamento, que ouviu 248 empresas de diferentes setores, revelou que 79% dos executivos acreditam que suas companhias estão mais expostas a ataques do que em anos anteriores e 66,5% já colocam a cibersegurança entre os cinco maiores riscos corporativos. Ataques como phishing (69%) e ransomware (67%) lideram entre as ameaças mais temidas. Apesar da preocupação, a prática ainda engatinha e apenas 25% alegam ter seguro cibernético e somente 67% contam com um plano estruturado de resposta a incidentes.

De acordo com Camilla, a fragilidade não está apenas na tecnologia, mas também no fator humano. “No WhatsApp, por exemplo, criminosos aplicam golpes de engenharia social se passando por entregadores ou representantes de empresas para conquistar a confiança das vítimas e, muitas vezes, burlar até mesmo controles internos das organizações. Esse tipo de fraude explora justamente a fragilidade do fator humano”, explica. A melhor defesa, segundo a advogada, não é apenas tecnológica e passa por estabelecer programas consistentes de educação digital e pela adoção de políticas claras sobre o uso de tecnologia e inteligência artificial dentro das companhias, criando uma cultura de segurança que envolva todos os colaboradores.

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