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Até R$ 200 mil

Fundo de Desenvolvimento Rural do DF oferece linha de crédito para produtores

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Produtores rurais do Distrito Federal e do Entorno podem financiar até R$ 200 mil — com vantagens, como carência e desconto sobre os juros — por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural.

Os valores podem ser usados na compra de bens, como fez Dorvalina Soares, de 58 anos, que adquiriu um trator para agilizar e ampliar os trabalhos na sua produção de orgânicos, em Planaltina.

Com condições melhores do que no mercado, o fundo concede até três anos de carência, prazo para que o produtor comece a pagar as prestações. Além disso, sobre os juros cobrados, de 3% ao ano, é dado desconto de 25% se as parcelas forem pagas em dia.

Em caso de associações e cooperativas, o valor total de financiamento permitido sobe para R$ 500 mil, segundo a Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

Para tentar o financiamento, o produtor deve procurar uma unidade da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). No caso de Dorvalina, foi a do Núcleo Rural Pipiripau. “Eles fizeram tudo, o projeto, a documentação”, conta a produtora.

Foi por meio da Emater que ela e vizinhos, do Assentamento Oziel Alves III, em Planaltina, visitaram a AgroBrasília, ainda em 2015. Lá, ela viu tratores expostos e buscou o financiamento por meio do fundo.

O crédito, de R$ 63 mil, saiu em seis meses, e o veículo chegou à propriedade em janeiro do ano passado. Ela se beneficiou da linha específica para implementação, ampliação e adequação de sistemas agropecuários orgânicos.

Agora, em 2017, a diferença no terreno e na renda da família é grande. Há uma horta orgânica que rende cerca de R$ 8 mil por mês. “Tudo mudou. Sem a ajuda do trator, não conseguiríamos fazer tudo. Na mão levaria muito mais tempo”, acrescenta.

Com o novo equipamento, a produtora planeja plantar, ainda neste ano, 2 hectares de mandioca. Além do canteiro de hortaliças, o trator é usado na propriedade para manter outras plantações no terreno, como de laranja, banana, limão e de maracujá silvestre pérola do cerrado.

Valores distribuídos pelo Fundo de Desenvolvimento Rural

De 2004 — quando o fundo começou a operar, depois de ter sido criado em 2000 — até 2016, já foram financiados 320 projetos, somando R$ 20.832.299,24 de recursos. Na linha social, em funcionamento desde 2013, a quantia disponibilizada é de R$ 6.702.228,68.

“Na linha social, o fundo compra o equipamento e distribui para as associações. Vinte e uma já receberam”, explica o chefe da Unidade de Gestão de Fundos da Secretaria da Agricultura, Jorge Carlos de Carvalho. Ele acrescenta que, nesse caso, o bem é da própria pasta e cedido para uso.

Para conseguir o financiamento, obrigatoriamente, o produtor precisa receber assistência técnica da Emater. Por isso, todos os projetos têm de ser feitos por um dos escritórios da empresa vinculada à pasta da Agricultura.

Além dos juros baixos e das facilidades com descontos e carência, o chefe da Unidade de Gestão de Fundos da Secretaria da Agricultura aponta outra vantagem importante: “O fundo não exige que o produtor seja dono da terra, o que geralmente é necessário em outros créditos”, destaca.

Entre os projetos financiados, 162 são de Planaltina, 65 do Paranoá e 30 de Brazlândia. “São regiões com maior área e mais quantidade de produtores, núcleos consolidados há muito tempo”, pontua. O benefício também atende o Entorno do DF.

Também estão na lista produtores de Ceilândia, do Gama, do Park Way, do Riacho Fundo, de Samambaia, de Santa Maria, de São Sebastião, de Sobradinho, de Taguatinga e de Padre Bernardo (Goiás).

Composição do Fundo de Desenvolvimento Rural

A Lei Distrital nº 2.653, de 2002, que dispõe sobre a criação do Fundo de Desenvolvimento Rural, prevê diferentes tipos de recursos que podem compor o fundo. O principal, segundo Carvalho, é a quantia arrecadada pela concessão de uso ou arrendamento de imóveis rurais. Além disso, os valores das prestações pagas pelos produtores retornam ao fundo.

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Salários de até R$ 6 mil

Semana começa com 717 oportunidades de emprego no Distrito Federal

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Vagas de emprego DF
Foto/Imagem: Freepik

As agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem 717 vagas de emprego nesta segunda-feira (5). Há oportunidades para quem tem ou não experiência, em diferentes áreas e com salários de até R$ 6 mil.

O posto que oferece a maior remuneração é o de Diretor de Finanças, para trabalhar em Taguatinga Norte. Há uma vaga para pessoas com ensino superior completo para o cargo de Analista Contábil.

Já o cargo com maior número de vagas abertas é o de Ajudante de Obras, no Itapoã. São 110 oportunidades para candidatos que tenham o ensino fundamental completo. Não é preciso ter experiência. O salário é de R$ 1.518, mais benefícios.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 14 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das Agências do Trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).

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Formalizando a união

Abertas as inscrições para a 2ª edição do Casamento Comunitário 2025

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Casamento Comunitário 2025
Foto/Imagem: Jhonatan Vieira/Sejus-DF

Promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), o Casamento Comunitário 2025 chega à sua 2ª edição com data marcada: 29 de junho. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas em vários equipamentos públicos do DF e também durante as edições do GDF + Perto do Cidadão. Ao longo do ano, estão previstas mais três edições do programa, com expectativa de beneficiar cerca de 400 casais em situação de vulnerabilidade — oferecendo a oportunidade de oficializar a união de forma gratuita, digna e inesquecível.

Na primeira edição do Casamento Comunitário 2025, realizada no início do ano, 101 casais disseram “sim” ao amor. Com mais três celebrações previstas — em 29 de junho, 31 de agosto e 7 de dezembro — o programa deve alcançar mais 300 casais até o fim do ano. Desde sua criação pelo Decreto nº 41.971/2021, o Casamento Comunitário já realizou o sonho de mais de 541 casais em 11 edições.

Para Anailton dos Santos, 28, e Tamiris Rodrigues, 35, que participaram da edição anterior, a iniciativa foi transformadora. “A cerimônia foi linda e mudou nossas vidas. Desde então, só conquistamos coisas boas”, contou Anailton. Tamiris reforça: “O casamento fortaleceu nossa relação. Sem o programa, não seria possível. Um casamento assim custaria pelo menos R$ 10 mil”.

O programa vai além da cerimônia: todas as taxas cartoriais são totalmente cobertas, e os noivos recebem gratuitamente vestidos, ternos, maquiagem profissional e até transporte até o local do evento.

A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, destacou a importância de oficializar a união: “Embora a união estável seja reconhecida legalmente, o casamento proporciona benefícios exclusivos em determinados processos jurídicos. Além de oferecer gratuidade, nosso objetivo é tornar esse momento inesquecível para as famílias participantes”, afirmou.

Como participar

Entre os requisitos, é necessário ter idade mínima de 18 anos e atender às condições legais para o casamento, conforme o Código Civil (art. 1.521). Para se inscrever, os interessados devem comparecer a um dos locais definidos, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h30, munidos da documentação exigida. A entrega de documentos por terceiros não será permitida.

Locais de inscrição

* Praça dos Direitos da Ceilândia: QNN 13, Ceilândia Norte;
* Agência Na Hora: Setor Cultural Norte;
* Praça dos Direitos do Itapoã: Quadra 203, Del Lago II;
* Estação Cidadania do Recanto das Emas: Quadra 113, Lote 9;
* Edições do GDF + Perto do Cidadão: sextas-feiras, das 9h às 16h, e sábados, das 9h às 12h.

Documentação Necessária

Todos os casais devem apresentar:

* Comprovante de residência no Distrito Federal;
* Documentos pessoais: original e cópia do RG ou CNH, CPF e certidão de nascimento;
* Formulário de inscrição preenchido.

Documentos adicionais

* Divorciados: cópia do formal de partilha, contendo petição inicial, sentença e trânsito em julgado.
* Viúvos: cópia da certidão de óbito, certidão de casamento e formal de partilha com petição inicial, sentença e trânsito em julgado.

Declaração de Hipossuficiência

Todos os participantes devem entregar uma cópia da declaração de hipossuficiência de renda, conforme o modelo disponível no Anexo I do Edital.

Regras para testemunhas

As testemunhas também precisam apresentar:

* RG e CPF;
* Certidão de casamento (se casadas);
* Certidão de casamento com averbação de divórcio (se divorciadas).

Atenção: as testemunhas que comparecerem ao cartório não podem ser as mesmas que estarão presentes no dia da cerimônia.

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