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Alerta do CBMDF

Temporada de chuvas requer cuidados com raios e alagamentos

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Foto/Imagem: Joel Rodrigues/Agência Brasília


O Brasil é o campeão em incidência de raios no mundo. Em 2023, somente no Distrito Federal, foram mais de 213 mil descargas elétricas. O número foi 14% maior do que o registrado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) no ano passado, quando 187,4 mil raios atingiram o território da capital.

O período de chuvas intensas já começou na capital e há algumas atitudes que podem ser tomadas para evitar acidentes e tragédias. O major do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), Fábio Bohle, é do serviço operacional de informação pública e dá algumas dicas que podem ajudar durante esse período de chuvas intensas no DF.

“O CBMDF sempre alerta para qualquer perigo dos temporais que, além das descargas, podem trazer quedas de árvores, alagamentos e enxurradas. O melhor a se fazer para não se expor a esses perigos é: se puder evitar, não saia de casa e espere a chuva passar”, destaca o bombeiro.

Para quem não tem a opção de esperar os temporais passarem, é importante evitar transitar embaixo de redes elétricas ou árvores, que podem atrair descargas elétricas. Isso porque quando ocorre um raio, a descarga procura o lugar mais alto em relação ao solo. “Por isso é crucial também evitar andar em lugares descampados, visto que a pessoa passa a ser uma antena para raio por ser a parte mais alta nessa área”, explica Bohle.

Sombrinhas e guarda-chuvas não atraem raios, mas, por estarem abertos sobre o corpo, tornam-se as referências mais altas, dependendo do lugar, e podem acabar sendo o ponto de recepção da descarga elétrica.

Para-raios

Áreas com piscinas, praias ou, no caso da capital, lagos, também devem ser evitados. O ideal é procurar um comércio ou uma edificação segura que não tenha estruturas metálicas, que podem ser condutores de eletricidade.

Em apartamentos, por exemplo, é aconselhável ficar longe de janelas com estrutura metálica. É essencial instalar antenas para-raios, que são diretamente aterradas ao solo, não comprometendo a rede elétrica da residência.

Evitar o uso de eletrônicos durante os temporais, deixando os aparelhos fora da tomada é outra medida que pode trazer mais segurança ao lar. Assim como se certificar que extensões não estejam em contato com a água e, na hora de comprar as réguas, dar preferência às que têm fusíveis de emergência que já desligam em caso de sobrecarga.

Algumas atividades, como tomar banho e passar roupas, devem ser feitas com proteção nos pés, sem estar descalço.

Direção na chuva

O militar também ressalta que não se deve tentar atravessar enxurradas, porque não há como medir ou lutar contra a força da água. Além de comprometer o veículo, a pessoa pode acabar ficando presa.

A lama da água pode ocultar obstáculos, como bueiros abertos e valas que podem ter sido abertas durante a chuva, podendo sugar o veículo. Evitar pontes, margens de córregos e lagos é uma escolha mais segura para o condutor.

“Não há noção de quanto volume o temporal vai descarregar. Nos casos de a pessoa se encontrar retida pela água, o veículo é a parte mais segura em que ela pode estar. Ela deve acionar o 193 e aguardar o socorro chegar”, aconselha o bombeiro.

Bohle também alerta para casos de acidentes envolvendo colisões em redes elétricas. Ele afirma que não se deve encostar nas partes metálicas dos veículos. Ademais, o principal é reduzir a velocidade e manter distância segura de outros veículos. Em lugares com visibilidade baixa, ligar o pisca-alerta e, se possível, parar em um local propício para esperar o temporal passar.

Além dos Bombeiros pelo telefone 193, se houver ameaça de desabamento de estruturas é possível contatar a Defesa Civil pelo 199. O órgão envia alertas sobre fortes chuvas por SMS para a população. Para receber os alertas, basta enviar um SMS com o CEP da residência para o número 40199.

Atualizado em 01/01/2024 – 08:45.

Secretaria da Mulher

Campanha aponta sinais de alerta que antecedem o feminicídio

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Ao Vivo de Brasília
feminicídio
Foto/Imagem: Freepik

A cada 24 horas, três mulheres são vítimas de feminicídio no Brasil. O dado alarmante consta da plataforma Violência Contra as Mulheres em Dados, do Instituto Patrícia Galvão, e traz uma triste realidade que tem se espalhado pelo Brasil. Antes de o crime ser executado, no entanto, há sinais que não devem ser ignorados. São justamente esses indícios que reforçam uma atenção necessária para o trabalho preventivo.

Ao buscar ampliar a proteção às mulheres, o GDF lançou há um ano uma força-tarefa de combate ao feminicídio. Onze secretarias, órgãos do Judiciário e entidades da sociedade civil se uniram para propor uma série de políticas públicas e leis para garantir o direito das mulheres.

Pensando nessa garantia dos direitos a Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) publicou um alerta nas redes sociais sobre esses sinais, para que não apenas as mulheres vítimas de violência doméstica estejam atentas, mas também pessoas próximas a elas, levantando o trabalho preventivo como uma das frentes contra o assassinato de mulheres no país.

A perigosa lua de mel

A PhD em psicologia da Saúde e neurocientista Zaika Capita destacou a importância de dar atenção aos sinais que antecedem o feminicídio e aparecem em detalhes dentro do ciclo familiar, como críticas maldosas, acusações, xingamentos e até um desprezo velado.

“O abuso não é só em formato físico, mas psicológico também. Um controle dos passos da vítima acontece para que o agressor tenha um domínio sobre ela”, explica a especialista.

Segundo Capita, a identificação de um possível agressor é possível a partir do momento que ele começa a causar uma opressão psicológica na vítima. “Ele manipula para que a mulher pense que está sempre enganada e ele sempre certo”, pontua Zaika.

Ela frisa que quando ocorre uma violência vem a fase da lua de mel – que é um período de calmaria em que o agressor implora perdão, promete que foi um caso isolado, que irá mudar e que aquilo nunca vai se repetir. Porém, em grande parte dos casos, o feminicídio ocorre na sequência.

“A violência psicológica é uma bandeira vermelha para a mulher e as pessoas próximas a ela e o nível de suportar esse tipo de situação tem que ser mínimo, sempre acompanhado de autoquestionamento. A mulher tem que ter a certeza que merece ser feliz, merece amor, fidelidade, honra”, observa.

Quebra do ciclo de violência

Zaika também está à frente do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) da 112 Sul e comenta as políticas públicas que podem ser uma grande ferramenta de saída para as mulheres que se encontram em situações de violência. “Às vezes, a mulher suporta essas situações com medo de ficar sozinha ou sem teto. Mas as políticas públicas do GDF estão preparadas para receber essa mulher e seus filhos, com abrigo, amparo psicológico e reestruturação no mercado de trabalho”, reforça.

A chefe do núcleo da Ceam lembra que o primeiro passo que a mulher pode dar para quebrar o ciclo de violência é comunicar a alguém próximo que está sendo ameaçada.

A denúncia, por sua vez, segue sendo o instrumento mais eficaz no combate à violência contra a mulher ao desempenhar papel crucial na identificação, prevenção e punição dos agressores. O DF conta com diversos mecanismos de denúncia de casos de violência doméstica.

Ao longo do primeiro ano da força-tarefa, a Secretaria da Mulher contabilizou 29 mil atendimentos realizados. Na ocasião, 19 mil vítimas receberam amparo em um dos 14 equipamentos públicos que integram a rede de proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade.

“Toda a sociedade deve estar atenta às possíveis formas de agressões a mulheres. A denúncia salva e devemos proteger todas. Mulher, não dê a segunda chance, procure ajuda, saia desse ciclo de violência. E nos ajude a divulgar, porque a informação empodera a mulher”, ressalta Giselle Ferreira, à frente da Secretaria da Mulher.

Canais de atendimento

O telefone 180 é o canal geral da Central de Atendimento à Mulher, também utilizado para denúncia por terceiros. Atos de violência em andamento e urgentes são casos para a Polícia Militar do DF (PMDF), que deve ser acionada pelo 190.

Denúncias também podem ser feitas presencialmente em uma das duas unidades da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), localizadas no centro de Ceilândia e na Asa Sul. Elas funcionam 24h por dia e as delegacias circunscricionais também contam com seções de atendimento à mulher.

Para denúncias anônimas, o canal da Polícia Civil (PCDF) pode ser ativado pelo 197 (opção 0). A corporação também disponibiliza o registro de ocorrência por meio da Maria da Penha Online. Na plataforma, a comunicante pode enviar provas com fotos, vídeos e requerer acolhimento. Além disso, as comunicações podem ser feitas por meio do e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp (61) 98626-1197.

Já o aplicativo Proteja-se, permite fazer a denúncia por meio de uma única mensagem, com atendimento por meio de um chat ou em Libras. É possível incluir fotos e vídeos à solicitação. Um atendente receberá o material e o encaminhará aos órgãos do Sistema Nacional Integrado de Direitos Humanos e à rede de equipamentos de acolhimento do GDF.

Para atendimentos jurídicos e conhecimento de direitos, como guarda de filhos e outras questões, é disponibilizado o número 129, da Defensoria Pública, ramal 2. Além desses canais também há o site da Secretaria da Mulher e a rede social da pasta.

Os centros especializados de atendimento à mulher (Ceams) também atendem às mulheres, sendo oito espalhados pelo DF, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Dos Ceams, as mulheres podem ser encaminhadas para abrigos e projetos de recolocação nos mercados de trabalho, além de terem acesso a grupos de apoio. “Outras mulheres que passaram e superaram essa situação podem mostrar como foi possível virar essa chave. Porque nenhuma violência é justificada”, acrescenta Zaika.

Outra opção é procurar a Casa da Mulher Brasileira, que funciona 24 horas e tem como foco a autonomia econômica e a capacitação da mulher.

Atualizado em 22/02/2024 – 21:46.

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Agora é Lei

Pessoas em situação de rua terão direito a absorventes gratuitos no DF

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absorventes gratuitos DF
Foto/Imagem: Freepik

Na sessão legislativa de terça-feira (20), os deputados distritais derrubaram 64 vetos do Executivo a projetos de leis dos parlamentares. Dentre eles está o PL nº 449/2019, de autoria do deputado Fábio Felix, que obriga o fornecimento de absorventes gratuitos para pessoas em situação de rua. A iniciativa visa garantir dignidade a pessoas que menstruam e estão em situação de vulnerabilidade.

O projeto havia sido aprovado em março de 2020 na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), foi vetado pelo governador Ibaneis Rocha e, agora, virou Lei. A medida coloca os Centros de Referência Especializada para População em Situação de Rua (Centro POP) e o Serviço de Abordagem Social do GDF como responsáveis pela distribuição.

“Estamos falando de um avanço civilizatório e que garante a dignidade menstrual de milhares de pessoas em situação de rua no DF. São muito tristes e preocupantes os relatos que chegam até nós, na ausência de absorventes essas pessoas arriscam sua saúde. É dever do Estado garantir o acesso à proteção adequada”, defende o deputado Fábio Felix.

Os relatos citados pelo parlamentar incluem a utilização de uma ampla gama de objetos inadequados à saúde no lugar dos absorventes menstruais: meias, plásticos, miolo de pão, jornal, peças de roupa.

Atualizado em 22/02/2024 – 21:36.

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