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Seca severa no Distrito Federal: saiba como funciona o combate às queimadas

Ao Vivo de Brasília
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Com a estiagem prolongada no Planalto Central, o Distrito Federal volta a encarar um de seus cenários ambientais mais críticos: a queda drástica da umidade relativa do ar, temperaturas elevadas e a vegetação do Cerrado transformada em combustível seco altamente inflamável. Diante do risco constante de grandes queimadas, o Governo do Distrito Federal (GDF) e órgãos ambientais intensificam a implementação de planos estratégicos de mitigação e combate ao fogo.

Ação humana e as condições climáticas

Dados do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) apontam que cerca de 95% das queimadas em vegetação têm origem na ação humana — seja por queima irregular de lixo, descartes inadequados de fósforos e bitucas de cigarro ou limpezas não autorizadas de lotes e áreas rurais.

Quando associada a ventos fortes e umidade do ar em níveis de alerta, a ação humana transforma pequenos focos em incêndios de grandes proporções em questão de minutos, ameaçando unidades de conservação, propriedades rurais e áreas urbanas próximas.

Operação Verde Vivo e a estrutura do PPCIF

Para blindar o ecossistema local, o Distrito Federal conta com o Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCIF), coordenado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA-DF) em parceria com mais de 15 instituições, incluindo o Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), CBMDF, ICMBio, Ibama/Prevfogo, Novacap e Defesa Civil.

Entre as principais iniciativas da região está a Operação Verde Vivo, liderada pelo CBMDF. Lançada anualmente durante o período crítico de estiagem, a operação envolve:

  • Queimas prescritas e aceiros: abertura e manutenção de faixas livres de vegetação (aceiros) e queimas controladas preventivas para interromper a continuidade do combustível vegetal antes do pico da seca.

  • Contratação e capacitação de brigadistas: formação contínua de brigadas florestais especializadas no uso do Sistema de Comando de Incidentes (SCI) para atuar diretamente em Unidades de Conservação.

  • Tecnologia e monitoramento: uso de drones, imagens aéreas e monitoramento via satélite em tempo real para detectar focos de calor com agilidade.

  • Patrulhamento preventivo: rondas constantes em pontos vulneráveis, como o Parque Nacional de Brasília, a Floresta Nacional (Flona) e áreas de conservação ambiental.

Como a população pode contribuir

A conscientização pública é considerada a ferramenta preventiva mais eficaz contra o fogo. As autoridades ambientais orientam moradores e produtores rurais a adotarem práticas seguras:

  • Evitar o uso do fogo: não queimar lixo, restos de poda ou folhagens.

  • Manutenção de lotes: manter terrenos limpos e com aceiros adequados.

  • Atenção nas rodovias: não arremessar bitucas de cigarro pelas janelas dos veículos.

  • Acionar emergências: ao constatar qualquer fumaça ou foco de incêndio, a orientação é manter distância e ligar imediatamente para o telefone 193 (Corpo de Bombeiros). Denúncias sobre infrações ambientais podem ser feitas pelo número 162.

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