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Em áreas de risco

Saúde pede imunização contra febre amarela antes do verão

Redação

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Foto/Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Paula Laboissière

Diante da proximidade do verão, o Ministério da Saúde emitiu nesta segunda-feira (12) um alerta para que populações que moram em áreas onde há recomendação da vacina contra a febre amarela busquem a dose de forma antecipada, antes do período de maior transmissão da doença – entre dezembro e março.

Localidades recém-afetadas pelo vírus e de grande contingente populacional, como as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e de São Paulo, permanecem com um quantitativo elevado de pessoas não imunizadas e em risco de adoecer.

“A doença tem alta letalidade, em torno de 40%, o que torna a situação mais grave”, destacou o ministério, em nota.

O objetivo do alerta, segundo a própria pasta, é evitar correria e longas filas em busca da imunização. A cobertura vacinal para a febre amarela deve ser de, no mínimo, 95% da população.

Vacinação ampliada

Desde o surto registrado em dezembro do ano passado, a vacinação contra a doença foi ampliada e alcança 4.469 municípios – incluindo 940 cidades localizadas nas proximidades das capitais e áreas metropolitanas das regiões Sudeste e Sul, onde houve evidência da circulação viral.

A vacina é ofertada no Calendário Nacional de Vacinação e distribuída mensalmente aos estados. Em 2018, foram enviadas, de acordo com o ministério, 30 milhões de doses a todo o país. “Apesar dessa disponibilidade, há uma baixa procura da população pela vacinação. As pessoas devem tomar a dose pelo menos dez dias antes do deslocamento para as áreas recomendadas”, reforçou o ministério.

Público-alvo

O público-alvo para vacinação contra febre amarela inclui pessoas a partir dos 9 meses de vida e que não tenham comprovação de vacinação. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema de dose única da vacina, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), respaldada em estudos que asseguram proteção por toda a vida.

Números

Dados da pasta apontam que, entre 1º de julho e 8 de novembro, foram notificados 271 casos suspeitos de febre amarela em humanos, dos quais 150 foram descartados, 120 permanecem em investigação e um foi confirmado. No mesmo período, foram notificadas 1.079 epizootias – morte de primatas não humanos.

“Os dados evidenciam a manutenção da circulação viral no período de baixa ocorrência (junho a setembro), quando as baixas temperaturas e pluviosidade geralmente implicam em condições menos favoráveis à transmissão”, informou o ministério.

O boletim traz ainda a confirmação da primeira morte por febre amarela no segundo semestre deste ano. O caso foi registrado em São Paulo, com local provável de infecção no município de Caraguatatuba, onde casos em macacos haviam sido detectados meses antes da ocorrência. Também foram registradas epizootias nos estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Mato Grosso.

Entre 1º de julho de 2017 e 30 de junho deste ano, foram confirmados 1.376 casos de febre amarela no país e 483 óbitos. Ao todo, foram notificados 7.518 casos suspeitos, sendo que 5.364 foram descartados e 778 continuam em investigação. Desde o início do ano (de 1º de janeiro a 8 de novembro), foram confirmados 1.311 casos de febre amarela no país e 450 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram notificados 795 casos e 262 mortes.

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Carla Septimio Margalho

Cardiologista do ICTCor alerta para os sinais de cardiopatias na gravidez

Redação

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Foto/Imagem: Daniel Reche

Cada vez mais frequentes na atualidade, as doenças cardiovasculares têm prevalência elevada na população e são responsáveis por milhares de mortes todos os anos no país. Apesar de atingir em um percentual maior os homens, as mulheres também precisam de atenção ao quadro, principalmente durante a gestação.

Isso porque as cardiopatias na gravidez aumentam os riscos obstétricos e fetais e são uma das principais causas de morbimortalidade de gestantes. Entre elas, a mais comum é a doença hipertensiva, e as mais letais são o infarto agudo do miocárdio, cardiomiopatia e dissecção aórtica.

Segundo a cardiologista eletrofisiologista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Carla Septimio Margalho, o tratamento para as gestantes cardiopatas traz certa peculiaridade devido às alterações hemodinâmicas causadas pela gravidez e restrição ao uso de fármacos de ação cardiovascular.

“A gravidez é responsável por sobrecarregar o sistema cardiovascular da mulher gestante. Esse esforço aumenta o volume sanguíneo da mãe, assim como a frequência cardíaca. O débito cardíaco da mulher pode sofrer um aumento de 30% a 50% em seu volume. Justamente por este motivo, é preciso atenção e acompanhamento para as cardiopatias na gestação, pois elas podem apresentar recomendações específicas no diagnóstico e tratamento de cada paciente”, explica.

Durante a gestação, sintomas semelhantes à insuficiência cardíaca podem ser naturais ou mesmo resultado de cardiopatias. A insuficiência cardíaca causa trabalho de parto prematuro ou arritmia e, assim como outras doenças cardíacas, apresenta sintomas como: falta de ar por esforço ou ao dormir, palpitações, cansaço excessivo, dores no peito após esforço, pele arroxeada e ruídos respiratórios.

Diagnóstico e Tratamento

Na gestação, as modificações funcionais e anatômicas do aparelho circulatório da mulher geram alterações clínicas que podem simular sintomas de cardiopatias. A cardiologista eletrofisiologista reforça que o acompanhamento médico, com a realização de exames e o monitoramento dessas modificações, são cuidados que poderão levar ao diagnóstico final.

“Após constatada a presença de cardiopatias, é essencial estabelecer o diagnóstico etiológico (que afirma a causa), anatômico (que informa quais lesões anatômicas existentes) e funcional (aquele que estabelece a capacidade funcional do coração)”, detalha Carla Septimio Margalho.

A médica ressalta que vários podem ser os tratamentos adotados como, por exemplo, o uso de medicação, adoção de repouso, combate ao ganho de peso excessivo, regular o estresse, entre outros. Para a especialista, o que vai dizer qual a melhor opção a ser aplicada é a conclusão das avaliações profissionais, bem como o resultado dos exames realizados.

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Dia de combate à pressão alta

Hipertensão arterial atinge quase 30% da população do Distrito Federal

Redação

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Foto/Imagem: Freepik

No dia 26 de abril é celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, ocorre quando a pressão do sangue, causada pela força de contração do coração e das paredes das artérias para impulsionar o sangue para todo o corpo, acontece de forma intensa e se torna capaz de provocar danos em sua estrutura. A doença é um importante fator de risco para o desenvolvimento de outros problemas cardiovasculares, como o derrame cerebral, também conhecido como AVC e o infarto agudo do miocárdio.

Dados da última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelaram que 23,9% dos entrevistados, acima de 18 anos, afirmaram ter o diagnóstico de hipertensão arterial. Isso corresponde a 38,1 milhões de pessoas no país. No DF, a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, feita também em 2019, revelou que 28,5% da população acima dos 18 anos sofre com o problema e que a maior incidência é no público masculino.

A pressão arterial é aferida através de aparelhos como o tensiômetro ou esfigmomanômetro. O critério atual de diagnóstico da hipertensão é: pressão arterial sistólica maior ou igual a 140 mmHg e pressão arterial diastólica maior ou igual a 90 mmHg. O cardiologista do Instituto do Coração de Taguatinga Thiago Siqueira explica que o indivíduo pode ter uma variação relativamente grande sem sair dos níveis de normalidade.

“É a velha e boa máxima de que cada caso é um caso. Para algumas pessoas, ter uma pressão abaixo de 12/8, como, por exemplo, 10/6, é normal. Outras, porém, a marcação pode ser indicativa para alerta de pressão baixa. Já valores iguais ou superiores a 14 (máxima) e/ou 9 (mínima) são considerados como hipertensão para todo mundo”, detalha.

Sintomas e principais causas

As principais causas que podem levar a um quadro hipertensivo são a obesidade ou sobrepeso, que podem acelerar em até 10 anos o aparecimento da doença e histórico familiar. Além disso, estresse e envelhecimento também estão associados ao desenvolvimento da hipertensão, bem como o consumo exagerado de sal, associado a hábitos alimentares não adequados.

Entre os principais sintomas para identificar o problema, o especialista Thiago Siqueira destaca a tontura, falta de ar e palpitações. O médico ainda relata que dor de cabeça frequente e alteração na visão podem ser sinais de alerta para alteração na função de bombeamento do sangue, mas ressalta que esses sinais geralmente aparecem numa fase mais avançada da doença ou em momento de urgência hipertensiva.

“Costumamos dizer que a hipertensão é silenciosa. Por vezes, o paciente só descobre o quadro quando tem uma crise grave (elevação súbita da pressão arterial) e precisa procurar um atendimento médico. O mais importante é saber e praticar hábitos que previnem o diagnóstico, fazer a medição regular da pressão arterial e, claro, realizar as consultas de forma preventiva”, ressalta.

Após descoberta, a hipertensão, na grande maioria dos casos, não tem cura, mas pode ser controlada. O tratamento não necessariamente se restringe ao uso de medicamentos, sendo imprescindível a adoção de um estilo de vida mais saudável, como mudança de hábitos alimentares, redução do consumo de sal, atividade física regular, evitar o fumo e fazer o consumo de álcool com moderação.

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