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Saúde: doenças já erradicadas voltaram a ameaçar o Brasil

Redação
Tomaz Silva/Agência Brasil
Paula Laboissière

Os primeiros sinais de queda nas coberturas vacinais em todo o país começaram a aparecer ainda em 2016. De lá para cá, doenças já erradicadas voltaram a ser motivo de preocupação entre autoridades sanitárias e profissionais de saúde. Amazonas, Roraima, Rio Grande do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro são alguns dos estados que já confirmaram casos de sarampo este ano. Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus.

Dados do Ministério da Saúde mostram que a aplicação de todas as vacinas do calendário adulto está abaixo da meta no Brasil – incluindo a dose que protege contra o sarampo. Entre as crianças, a situação não é muito diferente – em 2017, apenas a BCG, que protege contra a tuberculose e é aplicada ainda na maternidade, atingia a meta de 90% de imunização. Em 312 municípios, menos de 50% das crianças foram vacinadas contra a poliomielite. Apesar de erradicada no país desde 1990, a doença ainda é endêmica em três países – Nigéria, Afeganistão e Paquistão.

O grupo de doenças pode voltar a circular no Brasil caso a cobertura vacinal, sobretudo entre crianças, não aumente. O alerta é da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), que defende uma taxa de imunização de 95% do público-alvo. O próprio Ministério da Saúde, por meio de comunicado, destacou que as baixas coberturas vacinais identificadas em todo o país acendem o que chamou de “luz vermelha”.

Confira as principais doenças que ensaiam um retorno ao Brasil caso as taxas de vacinação não sejam ampliadas.

Sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. Complicações infecciosas contribuem para a gravidade do quadro, particularmente em crianças desnutridas e menores de um 1 ano de idade.

Os sintomas incluem febre alta acima de 38,5°C; erupções na pele; tosse; coriza; conjuntivite; e manchas brancas que aparecem na mucosa bucal, conhecidas como sinais de Koplik e que antecedem de um a dois dias antes do aparecimento da erupção cutânea.

A transmissão do sarampo acontece de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema (erupção cutânea). O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início da erupção cutânea.

Poliomielite

Causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, a poliomielite geralmente atinge crianças com menos de 4 anos de idade, mas também pode contaminar adultos.

A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas e há semelhanças com as infecções respiratórias como febre e dor de garganta, além das gastrointestinais, náusea, vômito e prisão de ventre.

Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

Rubéola

A rubéola é uma doença aguda, de alta contagiosidade, transmitida pelo vírus do gênero Rubivirus. A doença também é conhecida como sarampo alemão.

No campo das doenças infectocontagiosas, a importância epidemiológica da rubéola está associada à síndrome da rubéola congênita, que atinge o feto ou o recém-nascido cujas mães se infectaram durante a gestação. A infecção na gravidez acarreta inúmeras complicações para a mãe, como aborto e natimorto (feto expulso morto) e para os recém-nascidos, como surdez, malformações cardíacas e lesões oculares.

Os sintomas da rubéola incluem febre baixa e inchaço dos nódulos linfáticos, acompanhados de exantema. A transmissão acontece de pessoa para pessoa, por meio das secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar.

Difteria

Doença transmissível aguda causada por bacilo que frequentemente se aloja nas amígdalas, na faringe, na laringe, no nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e na pele. A presença de placas branco-acinzentadas, aderentes, que se instalam nas amígdalas e invadem estruturas vizinhas é a manifestação clínica típica da difteria.

A transmissão acontece ao falar, tossir, espirrar ou por lesões na pele. Portanto, pelo contato direto com a pessoa doente. O período de incubação da difteria é, em geral, de um a seis dias, podendo ser mais longo. Já o período de transmissibilidade dura, em média, até duas semanas após o início dos sintomas.

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Saúde

17 de novembro: Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata

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Neste sábado (17) é lembrado o Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata. A data visa conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce da doença, que deve atingir quase 70 mil brasileiros, somente neste ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens, atrás apenas do de pele não-melanoma.

A data é lembrada em meio ao Novembro Azul, iniciativa mundial que busca ainda desconstruir o preconceito dos pacientes quanto à consulta com urologista e o exame para o diagnóstico da doença. “O homem acredita que, ao consultar o médico e ser submetido ao exame da próstata, estará colocando em xeque sua masculinidade, esse preconceito é reforçado ainda, por piadas e brincadeiras no ambiente do trabalho, entre amigos e até parentes próximos”, aponta Rafael Buta, médico urologista oncológico da Aliança Instituto de Oncologia.

O especialista aponta ainda que dois em cada dez pacientes com câncer de próstata são diagnosticados em fases mais avançadas da doença, o que torna o tratamento ainda mais difícil. Ele reforça que a principal forma de prevenir o câncer de próstata ainda é com detecção precoce.

Mas quando começar os exames?

Buta explica que a partir dos 50 anos todo homem deve consultar um urologista regularmente para uma avaliação individualizada. Por meio desta avaliação inicial, que inclui análise dos fatores de risco, o médico define a periodicidade de realização dos exames. “Caso o paciente seja negro ou tenha parentes de primeiro grau com história de câncer de próstata, o indicado é que a avaliação seja iniciada aos 45 anos”, destaca.

Exames iniciais como dosagens do PSA (sigla em inglês para Antígeno Prostático Específico) e o exame físico da próstata são fundamentais. “Quando a próstata sofre algum dano, seja ele decorrente de inflamação, infecção, crescimento benigno ou surgimento de câncer, o PSA é detectado em valores mais altos no sangue”, comenta Rafael.

Caso o PSA e o exame físico estejam alterados, o urologista solicita uma biópsia da próstata. Nesse procedimento são retirados fragmentos da glândula e analisados pelo patologista. Somente assim é possível afirmar com certeza o diagnóstico do câncer de próstata.

Apesar da gravidade, na maioria das vezes, a doença tem instalação e desenvolvimento lento. Nas fases iniciais o paciente não apresenta sintomas relacionados ao câncer de próstata, porém com o passar do tempo, o tumor cresce e pode ocasionar sangramentos, obstrução do jato urinário e dor na pelve. “Em fases mais avançadas, as células malignas podem espalhar-se pelo corpo, causando lesões nos ossos, pulmões e outros órgãos”, finaliza.

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Saúde

SBC diz que diagnóstico precoce do câncer de próstata salva vidas

Redação

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Por preconceito e medo, muitos homens ainda deixam de se submeter aos exames preventivos do câncer de próstata, a segunda maior causa morte de pessoas do sexo masculino, depois do câncer de pulmão.

Caso houvesse maior conscientização sobre os benefícios do diagnóstico precoce, além das chances de cura, haveria uma substancial redução nos custos do tratamento, alerta o cirurgião oncológico Ricardo Antunes, presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC).

“É preciso ter em mente que o maior desafio de saúde no mundo, apontado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é o surgimento de 20 milhões de casos novos de câncer. Metade dos afetados vem à óbito. No Brasil, 30% dos mais de 60 mil novos casos de câncer em homens correspondem à incidência de tumores malignos”, destacou o especialista.

Diante dessa constatação ele lembra a importância da campanha Novembro Azul, um movimento que surgiu na Austrália, em 2003, e mais recentemente no Brasil, de alerta sobre a necessidade de os homens cuidarem melhor de sua saúde, especialmente nos cuidados preventivos, como o toque retal, onde o médico pode perceber o aumento da glândula, e o PSA, exame de sangue pelo qual pode-se detectar a enzima produzida pela próstata.

De acordo com o oncologista, o ideal é começar a fazer esses exames anualmente a partir dos 50 anos. Segundo ele, a recomendação àqueles com histórico familiar de câncer é que os exames sejam feitos aos 45 anos. Nesse caso, o risco de contrair o mal cresce de três a dez vezes.

Para Ricardo Antunes, o grande desafio é que “existem dois grandes fantasmas que aterrorizam os homens: o medo de uma evolução para disfunção erétil e incontinência urinária”. Ele garante, no entanto, que houve um grande avanço no conhecimento científico e na medicina para tratamento e que deixar para buscar a cura tardiamente implica em altos custos e perda da qualidade vida, além do risco de morte.

Conforme o concologista, as causas do câncer de próstata ainda são desconhecidas. Entretanto, existem evidências de maior suscetibilidade entre homens com histórico familiar, com dieta a base de carnes vermelhas e gorduras, que consomem mais álcool ou fazem uso de tabaco. A doença é menos comuns entre os que dão preferência para alimentos à base de frutas e vegetais, entre eles tomate, cenoura e leguminosas (feijões, ervilha e soja).

O presidente da SBC reconhece que não bastam as campanhas de conscientização. Ele defende a necessidade de um aporte maior de recursos destinados a exames preventivos e mais acesso aos tratamentos de cura, pois o tempo de espera de um paciente no Sistema Único de Saúde (SUS) chega a demorar até seis meses.

Ricardo Antunes acrescentou que a valorização do setor de saúde pública deveria ser ainda maior, levando em consideração o fato de que o Brasil está envelhecendo. “Houve um aumento da longevidade no Brasil e, pelas estimativas, teremos 30 milhões de idosos em 2025. Isso preocupa porque 80% dos pacientes com câncer são idosos”.

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Saúde

Alimentação adequada é aliada no combate ao pré-diabetes

Redação

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Uma alimentação adequada com baixo teor de açúcar e ingestão de alimentos não processados diminuem as chances de pessoas diagnosticadas com pré-diabetes evoluírem para o tipo II da doença. Hábitos saudáveis e prática de atividade física contribuem para que não haja necessidade do paciente fazer uso de medicamentos para controle do pré-diabetes.

Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados, que possuem altas concentrações de açúcar, gordura e sódio é uma das recomendações do Ministério da Saúde que constam no Guia Alimentar para a População Brasileira e podem colaborar também para a prevenção da doença. Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes estimam que 40 milhões de brasileiros sejam pré-diabéticos, ou seja, possuem o nível elevado de glicemia de jejum, variando entre 100 e 125 mg/dl; e que 25% deste total pode desenvolver o diabetes tipo II.

Atualmente, o Brasil consome 50% a mais de açúcar do que o recomendado, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso significa que, por dia, cada brasileiro, consome em média 18 colheres de chá do produto, quando o recomendado seria até 12. Isso tem impactado no aumento do diabetes nos últimos anos, que de acordo com a Pesquisa Vigitel 2017 cresceu 54% nos homens e 28,5% nas mulheres. Outra doença que tem crescido entre os brasileiros, e que está relacionada com o alto consumo de açúcar é a obesidade. A condição clínica subiu mais de 60% nos últimos 11 anos.

“O diabetes é uma doença crônica que pode ser evitada, desde que hábitos saudáveis, com uma alimentação adequada e a prática de atividade física, sejam adotados. Por isso, a população brasileira tem que se atentar ao consumo de alimentos adequados, como frutas, verduras, castanhas, leguminosas, cereais, carnes/ovos, além de evitar alimentos gordurosos e processados”, destacou a coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa.

Alimentação para pré-diabéticos

A alimentação dos indivíduos com pré-diabetes deve ser baseada nas recomendações de uma alimentação saudável. Alimentos como, legumes e verduras são essenciais na dieta do pré-diabético, e da população como um todo. Além disso, esses alimentos contêm fibras, fornecem, de modo geral, muitos nutrientes em uma quantidade relativamente pequena de calorias, o que impacta não só no diabetes, mas também na obesidade e outras doenças crônicas, como as do coração.

Os pré-diabéticos devem optar por água, leite e frutas no lugar de refrigerantes, bebidas lácteas e biscoitos recheados; não troque comida feita na hora (caldos, sopas, saladas, molhos, arroz e feijão, macarronada, refogados de legumes e verduras, farofas, tortas) por produtos que dispensam preparação culinária (sopas “de pacote”, macarrão “instantâneo”, pratos congelados prontos para aquecer, sanduíches, frios e embutidos, maioneses e molhos industrializados, misturas prontas para tortas); e fique com sobremesas caseiras, dispensando as industrializadas.

Outra recomendação da publicação, é que as refeições sejam feitas em horários semelhantes todos os dias e consumidas com atenção e sem pressa, pois assim favorecem a digestão dos alimentos e também evitam que se coma mais do que o necessário. De acordo com o Guia Alimentar, os mecanismos biológicos que regulam nosso apetite são complexos, dependem de vários estímulos e levam certo tempo até sinalizarem que já comemos o suficiente.

Os pré-diabéticos devem preferir os alimentos naturais, dando preferência a cereais integrais. É fundamental que se reduza o consumo de açúcar adicionado às preparações e principalmente o consumo de ultraprocessados, pois o consumo frequente desses alimentos, que geralmente possuem teores excessivos de açúcar, por exemplo, podem levar ao aumento da glicemia. Outras dicas de alimentação podem ser encontradas no Guia Alimentar para a População Brasil, no site do Ministério da Saúde.

Tratamento e medicamentos

Para os que já têm diagnóstico médico de diabetes, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta gratuitamente, na atenção básica – porta de entrada do SUS, atenção integral e gratuita, desenvolvendo ações de prevenção, detecção, controle e tratamento medicamentoso, inclusive com insulinas. Para monitoramento do índice glicêmico, ainda está disponível nas Unidades Básicas de Saúde fitas reagentes e seringas.

O programa Aqui Tem Farmácia Popular, parceria do Ministério da Saúde com mais de 34 mil farmácias privadas em todo o país, também distribui medicamentos gratuitos, entre eles o cloridrato de Metformina, Glibenclamida e insulinas.

Diabetes no Brasil

De acordo com a Pesquisa Vigitel 2017, 7,6% da população das capitais brasileiras são portadores de diabetes. Ainda de acordo com o levantamento, o indicador de diabetes aumenta com a idade, principalmente entre idosos com mais de 65 anos (24%) e é maior entre os com menor escolaridade, que frequentaram a escola por até oito anos (14,8%). Já entre as capitais, a frequência do diagnóstico médico de diabetes variou entre 4,5% em Palmas e 8,8% no Rio de Janeiro.

Entre 2010 e 2016, o diabetes já vitimou com óbitos 406.452 pessoas no Brasil. De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o número cresceu 11,8% no período, saindo de 54.877 mortes para 61.398 no ano de 2016. Dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) apontam que a quantidade de internações teve queda de 8,7%: foram 148.384 em 2010 e 135.364, em 2016. O diabetes é responsável por complicações, como a doença cardiovascular, a diálise por insuficiência renal crônica e as cirurgias para amputações dos membros inferiores.

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Brasília, 17 de novembro de 2018

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