Atendimento em domicílio
Saúde da Família chega a 96,4% em áreas rurais do Distrito Federal
Pelo menos uma vez por mês, Ivani Pereira, de 40 anos, e o marido, Lázaro Abreu, de 54 anos, recebem a visita de uma equipe de saúde da família. Em conversa descontraída no quintal de casa, os profissionais aferem pressão, entregam remédios, conferem resultados de exames. A família mora na área rural de Brazlândia, onde o atendimento domiciliar é frequente.
A estimativa da Secretaria de Saúde é que 92 mil pacientes do Distrito Federal vivam em áreas rurais. A maior concentração é em Brazlândia, seguida pelo Gama e por Planaltina. Nessas três regiões, a cobertura da Estratégia Saúde da Família é de 100%. Se considerado todo o DF, o número é de 96,4%.
Na zona rural, as visitas domiciliares são mais comuns devido à dificuldade de a população se deslocar até a unidade básica de saúde. Segundo o gerente de Serviços de Atenção Primária à Saúde de Brazlândia, Adeson Carlos da Cruz, na região onde Ivani mora, por exemplo, não há transporte público, e mais de 90% dos pacientes não têm carro.
A dona de casa tem hipertensão e conta que seria bem mais complicado se consultar com frequência se não fosse o atendimento em domicílio. Ela vive a mais de 20 quilômetros da área urbana e precisaria pegar carona até lá.
“Nossa prioridade é fazer com que eles não precisem sair da zona rural para procurar atendimento”, explica o gerente.
Atendimento também é feito na unidade básica de saúde
Um dos principais objetivos do grupo é não deixar sem assistência até aqueles que não solicitam um atendimento. “Muitas pessoas não nos procuram na unidade e já aproveitamos a visita domiciliar para examiná-las”, explica a enfermeira da equipe, Kênia Antunes Ribeiro.
Ela conta que, quando há necessidade, o grupo leva itens como balança para o acompanhamento do desenvolvimento das crianças. Apesar das visitas diárias, uma unidade básica de saúde (UBS) abriga cada uma das quatro equipes responsáveis atualmente pelo território rural em Brazlândia.
Gilberto Primo Cardoso, de 54 anos, mora na região desde que nasceu, bem próximo à UBS, e sempre marca acompanhamento com Kênia para saber se não há nada errado. “Tive um AVC e preciso fazer exame sempre para ver se o sangue está normal”, explica. “Estou praticamente em casa”, brinca, no pátio da UBS, enquanto aguarda para ser consultado.
O grupo que atende os dois pacientes tem sob sua responsabilidade uma população de cerca de 700 pessoas, enquanto na área urbana essa média varia de 3,5 a 4 mil. Essa preocupação em cadastrar menos pacientes é devido à distância de uma residência para outra.
Em meio a estradas de terra, há vezes em que os profissionais levam até cerca de uma hora para chegar a um usuário. A meta é que, com a conversão pela qual passa a atenção primária, novas equipes sejam formadas e a quantidade de pessoas atendidas por cada grupo diminua. Isso dará ainda mais qualidade ao atendimento prestado.
-
Segunda, 02 de marçoSemana começa com 381 vagas de emprego nas agências do trabalhador
-
Neoenergia BrasíliaTarifa Social de Energia Elétrica: quem não atualizar dados pode perder benefício
-
Ligue 180Conta de luz vira aliada no enfrentamento à violência contra a mulher no DF
-
Transporte públicoProgrma Vai de Graça do GDF completa um ano com mais de 38,2 milhões de viagens
-
Sem custo adicionalConta de luz continua com bandeira tarifária verde em março de 2026, diz ANEEL
-
Investimento de R$ 28 milhõesIbaneis entrega 56 novos veículos para reforçar frota da Secretaria de Saúde
-
Pessoas físicasCAIXA amplia financiamento para imóveis acima de R$ 2,25 milhões
-
Segurança PúblicaDF registra fevereiro com menor número de homicídios de toda série histórica