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combate à dengue
Gabriel Jabur/Agência Brasília

Transmissor da dengue

Retorno das chuvas pede uma atenção especial no combate ao Aedes aegypti

A expectativa pelo início do período chuvoso no Distrito Federal deve servir como alerta para o aumento dos casos de dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Isso porque o Distrito Federal registra aumento dos casos de dengue de 22,2% em relação a 2019. Com a chegada das chuvas, a tendência é de que apareçam novos focos de mosquitos diante da possibilidade de antigos reservatórios de água encherem novamente, ativando o ciclo do Aedes. Os ovos do mosquito podem sobreviver sem água até 450 dias.

A forma mais eficaz de prevenção da dengue, zika, chikungunya e febre amarela é o combate ao Aedes aegypti, não deixando o mosquito nascer. Os principais criadouros do mosquito ainda são encontrados nas residências, principalmente nos quintais, como baldes sem tampa, vasilhas, pratos de plantas e caixas d’água destampadas. Mas não se pode descuidar da atenção a pequenos reservatórios, como vasos de plantas, calhas entupidas, garrafas, lixo a céu aberto, bandejas de ar-condicionado, poço de elevador, entre outros.

Considerado um inseto doméstico, o Aedes é um mosquito oportunista, sempre próximo a locais de circulação de pessoas e se alimenta preferencialmente durante o dia, mas também pode picar à noite.

De acordo com o último Boletim Epidemiológico, que leva em conta os dados até o dia 26 de setembro, foram confirmados 67 casos graves de dengue com 44 óbitos no DF. No mesmo período do ano passado foram registrados 48 óbitos. O número de casos prováveis de dengue registrados foi de 45.112.

Além do trabalho de educação e orientação à população, a Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) atua no Distrito Federal com estratégias específicas e o manejo ambiental em locais que estão com mais número de casos.

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A equipe da Vigilância Ambiental atua com armadilhas, aplicação de UBV pesado (fumacê), visitação em casa, recolhimento de inservíveis, utilização de drone entre outras estratégias de combate. Para a vistoria de residências, são 600 agentes divididos por todas Regiões Administrativas do DF. Para reforçar esse efetivo, a atual gestão da Secretaria de Saúde contratou mais 268 profissionais temporariamente.

Sanear Dengue

Neste ano as ações contra a dengue ganharam um reforço no DF: o programa Sanear Dengue. Ele é composto pelas Secretarias Executivas das Cidades e de Políticas Públicas, ambas da Secretaria de Governo, além da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival), com apoio do Corpo de Bombeiros e administrações regionais.

O Sanear Dengue é um dos “braços” do Sanear DF e foi pensado de forma emergencial para amenizar o contágio pelo mosquito. Foi criado para atender as cidades com maior incidência da dengue.

Segundo o gerente de campo de vetores e animais peçonhentos, da Vigilância Ambiental, Reginaldo Braga, a parceria de vários órgãos em prol do combate ao mosquito da dengue é importante porque “essa é uma responsabilidade de todos; um trabalho árduo para o bem de todos”.

O Sanear Dengue vai continuar realizando seu trabalho, porque o objetivo é entrar 2021 sem nenhum caso notificado. “Não podemos cruzar os braços dia nenhum. A dengue é uma doença séria e, por isso, as ações vão continuar diariamente por todo o ano. Daqui a pouco o período das chuvas recomeça e precisamos estar atentos, já que o Aedes aegypti costuma desovar nessa época e há grande proliferação”, conclui.

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