Escola de Gestão Compartilhada
Rede de ensino do DF ganhará quatro colégios da Polícia Militar
Quatro escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal serão transformadas em colégios da Polícia Militar já a partir do início do ano letivo. Nesta quinta-feira (31) foi assinada Portaria Conjunta entre os secretários de Educação, Rafael Parente, e da Segurança, Anderson Torres, e a comandante da PM, coronel Sheyla Sampaio, para a criação do projeto piloto da Escola de Gestão Compartilhada. O acordo foi corroborado pelo governador Ibaneis Rocha em solenidade no gabinete do Palácio do Buriti.
O projeto visa, por meio de ações conjuntas, proporcionar uma educação de qualidade, com a construção de estratégias voltadas ao policiamento comunitário, como forma de enfrentar a violência no ambiente escolar. O acordo prevê que a Polícia Militar participe da gestão administrativa e disciplinar das escolas escolhidas, atendendo a critérios de vulnerabilidades sociais, índices de criminalidade, de desenvolvimento humano e educação básica. A gestão pedagógica dos Colégios Militares vai seguir as diretrizes da Secretaria de Educação.
Serão transformados em Colégios Militares os seguintes Centros Educacionais: 03, de Sobradinho, 308, do Recanto das Emas, 01, da Estrutural, e 07, da Ceilândia. O governador Ibaneis Rocha afirmou que o programa será continuamente ampliado: até julho de 2019 serão 20 escolas da PM, número que vai dobrar até o final do ano. Ele prevê que até o final do mandato o DF terá 200 escolas militares.
“É um programa de grande importância e que vai virar a página da educação no Distrito Federal”, afirmou o governador. “Espero que depois de algum tempo as escolas voltem a ser administradas inteiramente pela sociedade civil, mas só depois que for retomado o ambiente de respeito com professores, servidores e colegas”, disse Ibaneis.
Para o governador, a desordem verificada nas escolas não é culpa dos professores, mas o resultado de uma modificação na vida da sociedade nos últimos 40 anos, quando toda a família passou a ter que trabalhar para melhorar a renda e foi delegada à escola a função de educar e não apenas de ensinar. “A escola não estava preparada para isso e todos conhecem os problemas de disciplina que acontecem cotidianamente”, afirmou o governador.
Ibaneis Rocha entende que haverá reações. “Toda mudança traz um grau de insatisfação, mas este é o caminho correto e vamos mostrar resultados”, disse. Segundo a Portaria Conjunta que celebrou o acordo entre as secretarias da Educação e da Segurança, um dos objetivos dos Colégio Militares é facilitar a construção de valores cívicos e patrióticos entre os estudantes, além de melhorar os Indicadores de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nas instituições de ensino que participarem do projeto.
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