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Neurocirurgião alerta

Quando a dor de cabeça deixa de ser comum e passa a ser preocupante

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Dor de cabeça
Foto/Imagem: Freepik


As dores de cabeça são relativamente comuns e não necessariamente indicam alguma doença. Entre as causas, podemos destacar o sono irregular, estresse, exposição a ruídos altos, entre outros, mas assim como qualquer alteração física em nosso corpo, é importante sempre prestar atenção nos sintomas e em como eles se manifestam.

De acordo com estudo recente da OMS (Organização Mundial da Saúde), a dor de cabeça é o problema de saúde mais comum em todo o mundo. “Normalmente, as dores de cabeça são benignas e desaparecem por sozinhas ou com medidas simples, como repouso e analgésicos, mas é sempre importante ficar atento, pois em alguns casos, uma dor de cabeça pode ser um sintoma de um problema que exige uma opinião médica”, comenta o Dr. Antônio Araújo, neurocirurgião da Clínica Araújo & Fazzito.

Mas afinal, como saber se a dor de cabeça deixou de ser “comum” e merece uma atenção maior? O especialista listou situações em que esse sintoma precisa ser informado ao médico. Confira:

Intensidade

Um sinal de alerta para a sua dor tem a ver com a intensidade, de acordo com o neurocirurgião. “Quando o incômodo for muito forte, ou vai ficando forte ao longo do dia, é preciso ficar atento, pois as dores súbitas podem indicar condições graves, como hemorragias, meningite ou AVC. Além disso, essas dores podem indicar ainda mais gravidade se acompanhadas de outros sintomas”, opina o Dr. Araújo.

Alteração na visão

A alteração na visão é um sintoma que pode acompanhar a dor de cabeça tanto em casos menos graves, como problemas oculares até casos mais graves. “Só um especialista poderá diagnosticar a dor de cabeça, mas quando ela vem acompanhada de alteração na visão, é recomendável procurar um médico”, comenta ele.

Persistência

Qualquer dor ou sintoma que apareça deve ser investigado quando se torna persistente e com a dor de cabeça não é diferente, não só pela possibilidade de se tratar de alguma condição grave, mas porque pode atrapalhar a qualidade de vida e as atividades diárias.

“Uma dor persistente ou que aparece com frequência pode indicar casos crônicos de enxaqueca e cefaleias, por exemplo. Com um tratamento adequado, essas pessoas podem viver com uma boa qualidade de vida”, comenta o neurologista.

Dor alternada

As dores alternadas também merecem uma atenção especial. Segundo o dr. Araújo, se sua dor muda de local, intensidade, frequência ou qualquer outra característica, isso pode indicar um problema subjacente. “Nesse caso, é importante procurar ajuda para descartar que a causa seja algo mais grave”.

Piora com atividades físicas

O agravamento da dor de cabeça com atividades físicas, como musculação, corrida, ou outros esforços físicos, caso se torne frequente, pode indicar problemas que vão além de doenças neurológicas. “Nesse caso, é necessário investigar problemas vasculares, neurológicos, entre outros”, finaliza.

Sobre a Clínica Araújo e Fazzito

Localizada em São Paulo, a Clínica Araújo & Fazzito é especializada no atendimento ao paciente neurológico, oferece tratamento abrangente. Conta com uma equipe multidisciplinar de profissionais gabaritados e com formação nacional e internacional, que inclui neurologistas clínicos, neurocirurgiões e neuropsicólogos. A clínica preza pela excelência no atendimento, estabelecendo uma relação de confiança, cuidado e transparência. Oferece o tratamento mais adequado, considerando cada caso, através de abordagem personalizada e humanizada.

Atualizado em 22/07/2023 – 10:35.

Com 10 e 11 anos de idade

Mais de 22 mil crianças já foram vacinadas contra dengue no DF

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Ao Vivo de Brasília
vacinação contra dengue DF
Foto/Imagem: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) já vacinou 22.475 crianças contra a dengue desde o começo da campanha, de 9 a 24 de fevereiro. A região de saúde Sudoeste, área que abrange Águas Claras, Recanto das Emas, Samambaia, Taguatinga e Vicente Pires, foi a que registrou o maior número de doses aplicadas, com 4.574.

No Dia D de combate à dengue no Varjão, no sábado (24), a SES-DF disponibilizou mais um ponto de vacinação para que os moradores atualizassem as cadernetas, com todos os imunizantes do calendário de rotina. No momento, a campanha de vacinação contra a dengue é exclusiva para as crianças de 10 anos completos e 11 anos de idade (11 anos, 11 meses e 29 dias). São duas doses, com intervalo de 90 dias entre elas.

A vacinação também ocorreu em 18 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em outras regiões administrativas – veja locais de vacinação. Além da vacinação da dengue, os bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos puderam se proteger contra doenças como covid-19, tétano e febre amarela, conforme os imunizantes indicados para cada faixa etária.

Covid-19

Na tenda do Varjão, a servidora Adelina Machado Ludgero, 61 anos, recebeu a dose de reforço bivalente contra a covid-19. “Na correria do dia a dia, fica complicado. Aproveitei a oportunidade para vir. A gente sabe que não adianta só tomar uma, tem que estar sempre atualizando. É de suma importância, ainda mais com a alta dos casos. Muitos estão contraindo, mas quem está vacinado passa bem”, relata.

Para receber a vacina, basta levar o documento de identidade com foto e a caderneta de vacinação. Caso não tenha a caderneta, é possível solicitar à UBS no dia da vacinação. A equipe de saúde vai fazer a atualização conforme a necessidade. Em alguns casos, é possível receber até mais de uma vacina no mesmo dia e garantir a proteção contra diversas doenças de uma só vez.

As vacinas contra covid-19 e dengue são intercambiáveis, isto é, podem ser feitas no mesmo dia. Isso porque se trata de um imunizante de RNAm e o outro atenuado (vírus vivos), respectivamente. Portanto, não há interferência de resposta imunológica entres as doses.

“Temos o retorno de doenças que a gente pode se proteger com o uso da vacina. É o caso da covid-19, que a gente tem a vacina bivalente disponível. E em meio ao surto da dengue, temos também a vacina para crianças de 10 a 11 anos. É preciso se proteger contra essas doenças. Com o cartão completo, as doenças circulam menos e a gente tem uma proteção maior da população”, conclui a responsável técnica do setor de vacinas da SES-DF, Maria Inês Guedes.

Atualizado em 27/02/2024 – 08:40.

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Todo cuidado é pouco

Acidentes com animais peçonhentos crescem 23,04% no DF

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Ao Vivo de Brasília
animais peçonhentos
Foto/Imagem: Freepik

Em um ano, o número de ocorrências registradas de picadas por animais peçonhentos no Distrito Federal em 2023 chegou a 3.359, um acréscimo de 23,04% frente a 2022. Cerca de 81,9% dos casos foram provocados por escorpiões, seguidos por abelhas (5%), aranhas (3,9%), cobras (3,2%) e lagartas (2,6%). Em cerca de 3,4% não foi possível determinar o animal causador. Apesar do número de casos, não foi registrado nenhum óbito entre moradores do Distrito Federal. Os dados constam em boletim epidemiológico publicado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) com os números consolidados de 2023.

De acordo com a diretora de Vigilância Ambiental (Dival) da pasta, Kênia Cristina de Oliveira, é importante destacar o número de unidades da SES-DF abastecidas com os soros antivenenos, além da oferta de tratamento de emergência contra alergias. “Ter a descentralização de soros que permite o tratamento imediato é determinante para evitar óbitos”, afirma. Mais de 45% dos casos tiveram atendimento em menos de uma hora e 71,1% em menos de três.

Um óbito, contudo, foi registrado no DF. Trata-se de um morador de um município goiano, que procurou assistência médica passadas 24 horas após a mordida de uma cobra e encaminhado ao atendimento na capital federal. “Um dos fatores associados à gravidade é o tempo em que a pessoa procura a assistência. O paciente, infelizmente, chegou muito tarde”, conta a enfermeira Geila Márcia Meneguessi, que atua na área de Vigilância Epidemiológica.

Em caso de ser atacado, a orientação é lavar o local com bastante água e sabão, manter o membro mordido elevado e procurar atendimento médico imediatamente. É indicado também retirar acessórios como anéis, fitas amarradas ou calçados apertados. Em hipótese alguma deve-se fazer torniquete ou garrote, muito menos furar, cortar ou aplicar qualquer tipo de substância ou tentar sugar o veneno. Por fim, os profissionais orientam a, se for possível, capturar o animal e levá-lo junto ou, pelo menos, saber descrever detalhes como cor, tamanho e mesmo o tipo de animal.

O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estão disponíveis para este tipo de ocorrência pelos números 193 e 192, respectivamente. Já o Centro de Informações Toxicológicas (Ciatox) do DF atende pelos telefones 0800 644 6774 e 0800 722 6001.

Crianças preocupam

Com menor peso corporal, o público infantil é alvo de maior preocupação em casos do tipo. Ao longo de 2023, 69 acidentes com animais peçonhentos registrados no DF foram classificados como graves, sendo 34 em crianças de até 10 anos de idade. Quase todas precisam realizar terapia com soro. Ao todo, 334 pessoas precisaram fazer soroterapia.

Apesar da potencial gravidade, estes casos são exceção: 82,2% das ocorrências (3.140) foram classificadas como leves. Os adultos em idade de trabalho são as principais vítimas – 61,4% dos acidentes ocorreram com pessoas entre 20 e 59 anos. As crianças com 9 anos ou menos foram 12,3% e os idosos acima dos 60 anos responderam por 11,7%. Outros 14,6% dos casos envolveram crianças e adolescentes de 10 a 19 anos. Há uma leve predominância feminina: 52,4% das picadas.

De acordo com Meneguessi, juntamente com o fato de 34,6% das picadas terem sido nas mãos, isso indica que a maior parte dos acidentes ocorrem quando adultos estão mexendo em entulhos, folhas, áreas escuras e outros lugares dentro de casa ou no trabalho onde os animais peçonhentos costumam se esconder. “As pessoas estão mais suscetíveis dentro das casas, das residências e terrenos próximos”, explica a enfermeira.

Embora Planaltina e Brazlândia serem as Regiões Administrativas com maior número de casos, 3.196 acidentes (89,8% do total) ocorreram em área urbana.

Prevenção

A limpeza e a organização de jardins, quintais e outros espaços abertos é fundamental na prevenção contra diversos tipos de animais peçonhentos. Porém, a diretora da Dival ressalta a importância de isso ser feito com cautela. “Os cuidados com a retirada de entulhos são muito importantes, protegendo mãos, braços e pés com luvas de couro e botas”, explica. Ações que também precisam ser lembradas na hora de mexer em redes de esgoto ou mesmo em dutos de passagem de cabos telefônicos ou de energia. “Os escorpiões ficam alojados em ambientes úmidos e escuros, e podem acessar as residências por conectores dessas redes, como tomadas, ralos e redes elétricas”, completa Oliveira.

A presença de baratas no ambiente pode atrair escorpiões e aranhas, seus predadores naturais, enquanto ratos são atrativos para cobras. É importante combater essas infestações, mas, quando houver dedetização é fundamental vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros, rodapés e vão das portas. Isso porque o processo provoca deslocamento dos animais, sejam eles peçonhentos ou não, facilitando o encontro com seres humanos. O período de chuvas fortes também pode favorecer a ocorrência de acidentes.

É recomendável observar ainda calçados, roupas, toalhas, roupas de cama, panos de chão e tapetes antes de usá-los.

Vigilância ambiental

Os núcleos de Vigilância Ambiental da SES-DF também atuam na prevenção de acidentes. Ao longo de 2023, foram 2.781 atendimentos em residências, escolas, creches, unidades de saúde e instituições de longa permanência. O número também representa um acréscimo frente ao trabalho desenvolvido em 2022, quando ocorreram 2.038 assistências.

Atualizado em 25/02/2024 – 15:44.

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