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Tapete mágico

Pesquisadores conseguem fazer objeto levitar apenas com indução da luz

Redação

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Foto/Imagem: Freepik


No porão de um edifício de engenharia da Universidade da Pensilvânia, Mohsen Azadi e seus colegas de laboratório dispuseram um conjunto de lâmpadas LED ofuscantes sob uma câmara de vácuo acrílica. Com suas câmeras em posição, o grupo de estudantes esperou, olhando para as luzes, o resultado da fricção entre os dois discos de plástico colocados dentro da câmara. Eles queriam ver se esses discos levitariam, somente com o poder da luz.

O voo induzido pela luz, também conhecido como fotoferese, não é por si só uma enorme descoberta científica. Vários pesquisadores já teriam utilizado este fenômeno físico para fazer flutuar aerossóis invisíveis, e separar partículas em dispositivos microfluídicos. Porém, nunca antes este fenômeno foi visto em objetos maiores, menores o suficiente para carregar outros objetos, informa a revista WIRED.

“Quando as duas amostras levitaram, houve esse suspiro entre todos nós quatro”, contou Azadi. Os discos Mylar, cada um de diâmetro de um lápis, aproximadamente, levitaram nada mais do que graças ao poder da luz proveniente dos LED, de acordo com o estudo publicado na Science Advances.

A energia vinda dos LED aqueceu a parte inferior, com uma camada especial dos discos Mylar energizando as partículas do ar por baixo do plástico, e impulsionando, assim, os discos com um pequeno, mas forte, empurrão. Esta estrutura de engenharia é a primeira instância de voo fotoforético estável, e o modelo teorético de Azadi consegue simular o quão diferente seria o comportamento dos discos voadores em questão na atmosfera.

Particularmente, o modelo indica que um disco levitador poderia permanecer assim a cerca de 80,5 quilômetros sobre nossas cabeças, enquanto transportaria cargas de sensores. Essa é uma ideia que pesquisadores de laboratório teriam considerado como método de estudar o clima, apesar de vários meteorologistas advertirem que essa ideia, que ainda é muito preliminar, vai enfrentar alguns desafios meteorológicos complexos.

Há uma razão pela qual os cientistas gostariam de conseguir fazer penetrar pequenos sensores na camada menos conhecida da atmosfera terrestre, a mesosfera, situada entre 49,8 e 85,3 quilômetros de altitude. “Nós simplesmente não temos acesso à [mesosfera]. Você pode mandar um foguete por alguns minutos de cada vez, mas é muito diferente quando para medições são utilizados aviões ou balões”, disse Igor Bargatin, engenheiro mecânico e professor da Universidade de Pensilvânia, onde supervisiona o trabalho de Azadi citado pela WIRED.

“Nós não ignoramos a mesosfera por não ser interessante, mas porque está fora de nosso alcance. O ar mais denso debaixo dela tem condições para que haja voos. [E] a termosfera acima é fina o suficiente para que os satélites em órbita não entrem em combustão. A mesosfera tem o pior dos dois mundos – é muito fina para voo, mas espessa o suficiente para incendiar objetos em órbita”, explica o professor, citado no texto.

A composição química dessa camada atmosférica é também muito importante para cientistas que se interessem em estudar os danos na camada de ozônio, informa Daniel Marsh, cientista atmosférico no Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica. “Tempestades solares fazem com que partículas energéticas entrem na mesosfera, criando óxido nítrico”, escreveu Marsh em um e-mail para a revista. Esse óxido nítrico, por sua vez, desce na atmosfera e corrói o ozônio estratosférico protetor da Terra.

Sabendo disso, mandar sensores científicos para esta zona da atmosfera vai exigir a criação engenhosa de uma maneira de voar, e a utilização de luzes faz sentido, pois a sua energia é intrínseca. Contudo, ainda há muito que trabalhar e testar para criar esse jeito de voar.

 

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Science Direct

Estudo revela que vírus da Covid-19 é capaz de matar células do coração

Redação

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organismo ataca novo coronavírus covid-19
Foto/Imagem: Getty Images

Um novo estudo fornece evidências de que os danos ao coração de pessoas infectadas com o novo coronavírus são causados ​​pela invasão e replicação do vírus SARS-CoV-2 dentro das células do músculo cardíaco, levando à morte celular e interferindo na contração do músculo cardíaco. Os resultados foram publicados na revista científica Science Direct.

Os cientistas realizaram autópsias em pessoas que morreram em decorrência da Covid-19 e expuseram células-tronco cultivadas ao vírus, a fim de mostrar que o coronavírus pode infectar células do músculo cardíaco.

“No início da pandemia, tínhamos evidências de que este [novo] coronavírus pode causar insuficiência cardíaca ou lesão cardíaca em pessoas geralmente saudáveis, o que foi alarmante para a comunidade de cardiologia […]. Até mesmo alguns atletas universitários que foram liberados para voltar às competições de atletismo após a infecção por Covid-19 mostraram posteriormente cicatrizes no coração”, afirma em comunicado Kory Lavine, coautora do estudo.

Lavine acrescentou que há um debate contínuo sobre se o dano ao coração é causado pela infecção real do SARS-CoV-2 ou se decorre de uma resposta imune inflamatória desencadeada pelo vírus. Mas, de acordo com a cientista, este novo estudo deve encerrar o debate.

“Nosso estudo é único porque mostra definitivamente que, em pacientes com Covid-19 que desenvolveram insuficiência cardíaca, o vírus infecta o coração, especificamente as células do músculo cardíaco […]. A inflamação pode ser um segundo golpe além dos danos causados ​​pelo vírus, mas a inflamação em si não é a causa inicial da lesão cardíaca”, comenta Lavine.

Parte do motivo pelo qual essas questões de causalidade em danos ao coração têm sido difíceis de responder é a dificuldade de estudar o tecido cardíaco de pacientes com Covid-19. Os pesquisadores foram capazes de validar suas descobertas estudando o tecido de quatro pacientes com Covid-19 que tiveram lesão cardíaca associada à infecção, mas mais pesquisas são necessárias.

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Nature Communications

Cientistas revelam remédio que diminui 2 vezes risco de morte pelo coronavírus

Redação

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Foto/Imagem: Pixabay

Cientistas norte-americanos descobriram que o tratamento com estatinas para reduzir o nível do colesterol diminui significativamente o risco de morte pela Covid-19, segundo um estudo publicado na revista Nature Communications.

Os especialistas da Universidade Columbia, EUA, estudaram os dados de 2.626 pacientes com Covid-19, hospitalizados nas primeiras 18 semanas da pandemia, para analisar o impacto dos remédios tomados no tratamento da doença e risco de morte.

Entre os pacientes que tomaram remédios para diminuir o nível do colesterol a taxa de mortalidade durante 30 dias foi de 14,8%, enquanto mesma taxa entre os outros pacientes foi de 26,5%.

Corrigindo os dados tomando em consideração as diferenças demográficas, doenças colaterais e outros fatores, os cientistas concluíram que as estatinas diminuíram a mortalidade hospitalar em 50%.

Os pesquisadores destacaram que os remédios tomados não diminuíram o risco de tratamento em UTI ou a duração de estadia no hospital.

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