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Novo coronavírus

Pequim anuncia a proibição do comércio de animais silvestres

Redação

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Foto/Imagem: Carlos Garcia Rawlins/Reuters
AFP - France Presse

O vírus da SARS, transmitido por animais, revelou há 17 anos o perigo envolvendo o comércio de espécimes selvagens, uma prática generalizada que, segundo os cientistas, representa um risco significativo para a saúde humana, como evidenciado pela aparição de um novo coronavírus na China.

Assim como o vírus da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), esse novo coronavírus, que já causou 56 mortes e afeta quase 2.000 pessoas, pode ter origem em animais silvestres vendidos para consumo humano.

Embora ainda não se tenha chegado a uma conclusão sobre a origem da epidemia, as autoridades de saúde chinesas apontam para espécies selvagens que eram vendidas ilegalmente no mercado de Wuhan, no centro da China.

Nesse mercado eram vendidos animais vivos tão variados quanto ratos, coiotes e salamandras gigantes.

Neste domingo, Pequim anunciou uma proibição temporária do comércio de animais silvestres.

O comércio de carne desses animais, além de contribuir para a destruição de habitats, faz com que os seres humanos tenham contato cada vez mais próximo com vírus que eles carregam e que podem se espalhar rapidamente em nosso mundo ultraconectado, explica Peter Daszak, presidente da EcoHealth Alliance, uma ONG especializada na prevenção de doenças infecciosas.

De acordo com o projeto Global Virome, que visa melhorar a maneira de lidar com as pandemias, existem mais de 1,7 milhão de vírus não descobertos na vida selvagem e quase metade deles pode ser prejudicial aos seres humanos.

“A nova regra será a de pandemias com cada vez mais frequência”, disse Daszak, que enfatizou que “estamos cada vez mais em contato com animais portadores desses vírus”.

Tradição cultural

A origem animal de várias doenças infecciosas que surgiram desde os anos 1980 foi estabelecida: o civet – um pequeno carnívoro – para a SARS, que causou centenas de mortes na China e Hong Kong em 2002-2003; o morcego em relação ao ebola; e o macaco na origem do HIV (vírus da aids).

A carne de aves e gado pode estar na origem de doenças como Creutzfeldt-Jakob e gripe aviária.

“Para o futuro das espécies selvagens e para a saúde humana, precisamos reduzir o consumo desses animais”, diz Diana Bell, bióloga especializada em doenças e proteção da vida selvagem na Universidade de East Anglia (Reino Unido).

Ainda assim, o consumo de carne desses animais não é necessariamente perigoso, uma vez que a maioria dos vírus morre quando o portador morre.

No entanto, elementos patogênicos podem ser transmitidos aos seres humanos durante sua captura, transporte ou abate, principalmente se forem realizados em condições sanitárias precárias ou sem equipamento de proteção.

As autoridades chinesas tentaram resolver o problema promovendo a criação em cativeiro desses animais.

Isso inclui espécies ameaçadas, como tigres, muito apreciadas na China e no resto da Ásia, onde são atribuídas virtudes afrodisíacas.

Segundo grupos ambientalistas, a demanda chinesa, incentivada pelo aumento do poder de compra, é o principal motor do comércio mundial dessa carne.

Uma ação que também é apoiada por uma indústria agroalimentar que gera desconfiança após uma sucessão de escândalos, aponta Yang Zhanqiu, biólogo da Universidade de Wuhan.

“É muito difícil interromper uma atividade com 5.000 anos de tradição cultural”, admite Daszak, que espera que as novas gerações mudem seus hábitos alimentares graças a campanhas de conscientização, apoiadas por celebridades chinesas.

“Acho que daqui a 50 anos isso será coisa do passado”, afirmou.

Johns Hopkins

Mundo ultrapassa marca de 270 mil recuperados do coronavírus

Redação

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Redação
Foto/Imagem: Xinhua/Shen Bohan

O número de recuperados do novo coronavírus (Covid-19) em todo o mundo é quase quatro vezes maior que o total de óbitos registrados. Segundo levantamento da universidade americana Johns Hopkins, no início desta segunda-feira (6), 270.249 pessoas já se recuperaram da doença em todo o mundo. O total de mortes contabilizadas é de 70.482.

A Johns Hopkins atualiza dados sobre o novo coronavírus em tempo real, extraindo dados de fontes diversas ao redor do mundo. Os dados são diferentes dos utilizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que apenas contabiliza casos enviados pelos órgãos máximos de saúde dos países membros.

Pelos dados da universidade, o mundo hoje tem 1.288.372 casos de coronavírus. Desses, ao menos 45 mil estão em estado considerado grave.

A China, primeiro país a registrar a doença, lidera as estatísticas de recuperações, com 77.078 pacientes de alta desde o início dos casos. A Espanha ocupa o segundo lugar mundial, com 38.080 recuperados.

Em terceiro lugar, aparece a Alemanha, com 28.700 altas notificadas. País com mais mortes registradas (15.887), a Itália aparece em quarto no total de recuperações, com 21.815 curas bem-sucedidas.

Irã (22.011) e Estados Unidos (17.977) aparecem na sequência no total de pacientes recuperados.

No Brasil, a Johns Hopkins contabiliza 127 confirmações de altas de pacientes.

Segundo especialistas, ainda não é possível afirmar com convicção se as pessoas recuperadas podem ou não ser infeccionados pelo novo coronavírus novamente no futuro. Estudos indicam que a criação de anticorpos para a doença impede novo contágio, mas o pouco tempo de observação ainda não possibilita conclusões.

Por favor, fique em casa!

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The Jerusalem Post

Israel afirma que terá uma vacina contra o coronavírus em junho

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Foto/Imagem: Edgar Su/Reuters

Uma matéria do jornal israelense The Jerusalem Post afirma que uma equipe de cientistas do Instituto Migal possui uma vacina contra o coronavírus já em estado avançado, e que poderia estar apta para a comercialização em meados de junho. Segundo o texto, a pesquisa está sendo desenvolvida com 100% de investimento estatal.

O líder da equipe que desenvolve a vacina é o professor Chen Katz. Ele conta que o produto seria um spray, que seria aplicado de forma oral e serviria tanto para ativar a resposta imune da mucosa bucal quanto para fortalecer o sistema imunológico, com anticorpos e glóbulos brancos específicos.

Segundo o cientista, o produto não mata o vírus, mas “é capaz de evitar que ele produza uma infecção grave, poderia gerar um caso assintomático ou, no máximo, um resfriado leve”. Além disso, não geraria danos colaterais de nenhum tipo, também segundo o líder da equipe de pesquisas.

A respeito da velocidade com a que se está chegando a esse produto, Katz conta que “estamos trabalhando há quatro anos com vacinas para várias patologias, e modificamos um produto que já estava sendo desenvolvido para casos de bronquite infecciosa, e o direcionamos para o Sars-CoV-2 (nome da mutação do coronavírus que provoca a Covid-19)”.

Katz também afirma ao jornal israelense que as provas com cobaias foram bem sucedidas, e que as provas em humanos estão sendo preparadas para acontecer no dia 1º de junho.

O diário também afirma que o Instituto Migal já está trabalhando para avançar previamente com os trâmites burocráticos, para que, uma vez comprovada a eficácia em humanos, o medicamento já seja disponibilizado para uso clínico. Segundo Chen Katz, “ao ser um projeto desenvolvido com recursos públicos, esperamos que possa ser comercializado com um baixo custo, para democratizar as condições de acesso a ele”.

No entanto, a OMS (Organização Mundial da Saúde), ao saber da descoberta, pediu para manter a cautela e não alimentar falsas esperanças. O organismo afirma que existem mais de 20 projetos científicos em desenvolvimento e que qualquer produto, para ser difundido globalmente, deverá passar primeiro por provas rigorosas para comprovar que seu uso está apto para todos os tipos de paciente.

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Pandemia de coronavírus

Estados Unidos têm disparada de mortos e falta de equipamentos

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Foto/Imagem: Stefan Jeremiah/Reuters

O número crescente de mortos na pandemia de coronavírus sobrecarregou as funerárias de Nova York, enquanto hospitais tentam atender milhares de pacientes infectados em meio a um total cada vez menor de ventiladores mecânicos e equipamentos de proteção disponíveis.

Diretores de funerárias e cemitérios descreveram uma disparada na demanda não vista em décadas, enquanto os casos de Covid-19, a doença respiratória causada pelo novo coronavírus, ultrapassaram a casa dos 50 mil na cidade, com quase 1.400 mortos.

“De muitas maneiras, o estado de Nova York é um microcosmos dos Estados Unidos, e é por isso que eu acredito que o que acontece aqui é ilustrativo para o resto do país sobre o que vai acontecer”, afirmou o governador de Nova York, Andrew Cuomo.

Os custos humanos foram ainda mais ressaltados por novas evidências da devastação econômica trazida pela pandemia, já que mais de 90% dos norte-americanos foram ordenados a ficar em casa para enfrentar a expansão do vírus.

O governo dos Estados Unidos reportou que 6,6 milhões de norte-americanos (um recorde) se registraram para obter benefícios de seguro-desemprego, dobrando a máxima histórica registrada na semana passada.

“Você fica sem respirar”, disse Justin Hoogendoorn, diretor de estratégia de renda fixa e análise na Piper Sander, em Chicago. “Obviamente a reação imediata a algo assim será o medo”.

Texas pede que ninguém saia de casa

Nesta quinta-feira (2), o Texas se tornou o quadragésimo estado norte-americano a emitir a ordem para que todos permaneçam em suas casas para conter a propagação do vírus.

Como se a perda de emprego para 10 milhões de norte-americanos em duas semanas não fosse o bastante, o número de mortos nos Estados Unidos subiu em 950, marcando o terceiro dia seguido de altas recordes. Outras 800 mortes reportadas até então na quinta-feira levaram o número total do país para mais de 5.600 mortos, de acordo com uma contagem da agência Reuters de dados oficiais.

Os casos confirmados nos EUA passaram os 235 mil na quinta-feira, o dobro da Itália, o país com o segundo maior número de ocorrências.

A força-tarefa da Casa Branca para a pandemia estima que entre 100 e 240 mil pessoas possam morrer, mesmo se a ordem de quarentena obrigatória for respeitada.

No mundo, o número de infecções confirmados passou de 1 milhão, com mais de 50 mil mortos até a quinta-feira (2), de acordo com o centro de pesquisa da Universidade Johns Hopkins para o coronavírus.

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