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Nagasaki

Papa pede por mundo sem armas nucleares em visita ao Japão

Éric Seabra

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Foto/Imagem: Remo Casilli/Reuters
NHK - Emissora pública de televisão do Japão

O papa Francisco visitou neste domingo (24) a cidade de Nagasaki, no Japão, e discursou pedindo a abolição das armas nucleares, que chamou de “um atentado contínuo que clama aos céus”.

Ele se dirigiu, a seguir, a Hiroshima. É a primeira vez em quase 40 anos em que um pontífice visita o Japão e as duas cidades atingidas por bombas atômicas.

O papa Francisco, de 82 anos de idade, chegou a Nagasaki na manhã de hoje. Ele é um forte defensor do desarmamento nuclear.

O pontífice visitou um parque localizado no ponto zero da explosão da bomba atômica despejada sobre a cidade por forças americanas há 74 anos. O ataque a Nagasaki em 9 de agosto de 1945 matou cerca de 70 mil pessoas.

Mensagem sob chuva

Apesar da forte chuva, sobreviventes da explosão e convidados reuniram-se hoje para ouvir a mensagem de paz do papa. O trecho a seguir é uma transcrição de parte de seu discurso.

“Este lugar nos faz mais conscientes da dor e do horror de que os seres humanos são capazes de infringir a si mesmos. A cruz bombardeada e a estátua de Nossa Senhora descobertas recentemente na Catedral de Nagasaki nos lembram mais uma vez do horror indescritível sofrido em suas próprias carnes pelas vítimas e suas famílias”, disse.

O papa também comentou sobre seu compromisso de apoiar o mecanismo internacional de controle de armas, inclusive um tratado que proíbe bombas atômicas. Ele pediu aos líderes mundiais que assumam a causa.

Também em Nagasaki, o pontífice visitou um local importante para os católicos no Japão, um monumento que homenageia 26 cristãos crucificados no fim do século 16 porque tinham fé. A visita à cidade contou ainda com uma missa celebrada em um estádio de beisebol.

Pesquisadores advertem

Aquecimento global ameaça realização dos Jogos de Inverno

Éric Seabra

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Éric Seabra
Foto/Imagem: Arquivo/AVB

Pesquisadores da América do Norte advertiram que mudanças climáticas podem alterar a situação geográfica dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno.

Uma equipe de pesquisadores do Canadá e dos Estados Unidos observou 21 cidades que sediaram ou sediarão a Olimpíada de Inverno entre os anos de 1924 e 2022 para calcular como elas vão ser impactadas pelo aquecimento global.

Os pesquisadores informaram que os cálculos foram baseados no cenário hipotético, que se passa no final deste século, em que a temperatura média global sobe quatro graus centígrados acima do período pré-industrial.

Eles disseram ter checado se a temperatura durante o dia cairia para menos de zero e se a neve com mais de 30 centímetros seria capaz de se sustentar.

Como resultado, seis cidades, incluindo Vancouver, no Canadá, e Sochi, na Rússia, se tornariam impróprias para sediar os Jogos de Inverno por volta de 2050. Somente 12 cidades foram consideradas como tendo clima propício.

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Apoio a 109 milhões de pessoas

ONU pede US$ 29 bilhões para ajuda humanitária de emergência

Éric Seabra

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Éric Seabra
Foto/Imagem: Al-Mohibany/Unicef

Os programas de ajuda humanitária das Nações Unidas para 2020 precisam de US$ 29 bilhões para dar continuidade aos trabalhos de apoio ao Iémen, Sudão do Sul, e refugiados e deslocados sírios e venezuelanos.

O subsecretário geral da ONU para os Assuntos Humanitários e Ajuda de Emergência, Mark Lowcock, apresentou nesta quarta-feira (4), em Genebra, a lista de necessidades financeiras prioritárias para o próximo ano. O valor é inferior ao de 2018 e inclui apoio a 109 milhões de pessoas.

O maior pedido concentra-se na ajuda humanitária à Síria. Neste caso, a ONU pede US$ 3,3 bilhões para ações no interior do país e US$ 5,2 bilhões de dólares destinados ao apoio aos refugiados que se encontram na Turquia, Líbano, Jordânia e Iraque.

“O conflito na Síria continua a provocar a maior crise de refugiados da atualidade, com 5,6 milhões de pessoas nos países que fazem fronteira com o território sírio, sendo que é preciso acrescentar seis milhões de deslocados internos, no interior do país”, disse Lowcock.

O Iémen, outro país em guerra, encontra-se nas prioridades dos programas humanitários das várias agências da ONU, necessitando, segundo a ONU, de US$ 3.2 bilhões para auxílio “à maior crise humanitária atual”, de acordo com subsecretário da organização.

No Iémen, 24 milhões de pessoas precisam de ajuda. O contingente equivale a 80% da população do país.

Para o Sudão do Sul são pedidos US$ 2,5 bilhões e para a República Democrática do Congo, US$ 2,4 bilhões, estando estes dois países no topo de uma lista composta por quase 20 estados do continente africano.

Para a Venezuela são necessários US$ 750 milhões para auxílio a cidadãos que se encontram no interior do país e US$ 1,35 bilhão para os deslocados internos e refugiados que se encontram nos países vizinhos.

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COP25

Líderes mundiais querem ampliar luta contra aquecimento global

Éric Seabra

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Éric Seabra
Foto/Imagem: Arquivo/AVB

Líderes mundiais prometeram ampliar a luta contra o aquecimento global no primeiro dia da COP25, a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que está sendo realizada em Madri, na Espanha.

Ela reúne líderes de mais de 30 países. Os participantes se comprometeram a agir nos termos do Acordo de Paris, que deverá ser implementado no ano que vem.

No entanto, os líderes dos maiores emissores dos gases causadores do efeito estufa, incluindo os Estados Unidos, a China, a Índia e o Japão, não participam do encontro.

Os EUA, o segundo maior emissor desses gases no mundo, anunciou oficialmente a sua retirada do Acordo de Paris em novembro.

Na sessão de abertura da conferência, António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), reforçou que a única forma de conter o aumento das temperaturas globais abaixo de 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais é visar a neutralização das emissões de carbono até 2050.

Guterres pediu que as pessoas “entrem no caminho correto hoje, não amanhã” e disse que a conferência vai oferecer a oportunidade para que isso seja feito.

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