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Experiência

Novo método usa calor produzido pela luz no tratamento do câncer

Redação

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Foto/Imagem: Shutterstock
Camila Maciel

Uma nova técnica que envolve o uso de nanocápsulas pode ajudar no tratamento de tumores.

O método envolve o transporte de medicamentos antitumor por meio de cápsulas em escala nanométrica (bilionésima parte do metro) feitas com membranas de células cancerosas. Junto com os medicamentos, elas carregam materiais fotoativos (ativados pela luz), como o ouro, que aquecem ao serem irradiados com luz infravermelha, matando as células cancerosas.

A experiência foi desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP).

“Para construir essa nanocápsula, usamos, não um material convencional como um polímero, mas a membrana de uma célula do tumor. Extraímos a membrana que reveste a célula e com ela fizemos a cápsula. Lá dentro vai um remédio – um quimioterápico – e esses nanobastões de ouro. Com isso, conseguimos entrar no tumor. O fármaco é liberado e aquecemos os nanobastões irradiando luz, fazendo com que ele destrua a célula por elevação da temperatura”, disse o professor Valtencir Zucolotto, do IFSC-USP e orientador da pesquisa.

As nanocápsulas são colocadas no sistema circulatório e, por serem feitas de membranas de células cancerosas, tendem a se incorporar nas células tumorais. Para encontrá-las, são utilizados meios como tomografia ou ressonância magnética.

Em seguida, é feito o núcleo magnético é aquecido para promover a morte do tumor. O trabalho foi desenvolvido no doutorado de Valéria Spolon Marangoni, que integra o Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia (GNano), e contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp).

Testagem

Os experimentos feitos em colaboração com o professor Wagner José Fávaro, do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), utilizaram nanobastões de ouro e o quimioterápico betalapaxona, envoltos em nanocápsulas de membrana celular, para tratar tumores de bexiga induzidos em camundongos.

Os resultados, publicados na revista Applied Bio Materials, mostraram que as nanocápsulas se ligaram aos tumores e, ao serem irradiadas com luz infravermelha, se romperam e liberaram os nanobastões de ouro e a betalapaxona entre dez e 20 minutos depois de iniciado o processo. De acordo com as análises dos tecidos, nenhum dos tumores na bexiga dos camundongos cresceu e alguns regrediram.

Zucolotto destaca que ainda não há previsão para experimentos em humanos. “Normalmente, seguiria para outros tipos de ensaios clínicos fase 2, 3, e leva anos. É necessária a aprovação de todos órgãos, até que um dia, se for tudo bem, se for comprovada a eficácia, a segurança, poderá ser testado em humanos. É o caminho natural. Não sabemos quanto tempo.”

Não podemos descuidar

Distrito Federal registra mais de 32 mil casos prováveis de dengue

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Foto/Imagem: Geovana Albuquerque/Secretaria de Saúde

De 29 de dezembro de 2019 a 16 de maio de 2020, a Secretaria de Saúde já registrou 32.322 casos prováveis de dengue no Distrito Federal. O dado está disponível no boletim mensal das arboviroses. O documento também registra os casos prováveis de chikungunya (111) e zika (36), mas não aponta ocorrência de febre amarela.

No período, o DF registrou 19 óbitos por dengue. Para prevenir o surgimento e a proliferação do mosquito, a Vigilância Ambiental, por meio do Sanear Dengue –  um programa em parceria com outros órgãos do GDF – tem intensificados as ações de combate ao Aedes aegypti e o repasse de orientações para que a população também faça sua parte. Entre os alertas, agentes do governo lembraram que o acúmulo de água em recipientes pode servir de criadouro para o mosquito.

Ceilândia é a região administrativa que concentra o maior número de casos, com 3.974 registros prováveis. Gama e Santa Maria vêm em seguida, com 3.731 e 2.864 casos prováveis, respectivamente. Taguatinga registrou 2.409 casos, seguida de Samambaia (2.316) e Guará (2.154). O Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) foi a região com menos registros da doença, apenas nove casos. A relativamente baixa incidência também ocorre no Sudoeste/Octogonal (71) e no Varjão (78).

Até o momento, o DF registra 37 casos graves da dengue, com 19 óbitos. São cinco registros no Gama, três em Ceilândia, e dois no Guará e em Sobradinho. Um caso foi verificado em Planaltina, Santa Maria, Riacho Fundo II, Sobradinho II, Fercal, Samambaia e Vicente Pires.

Foram notificados oito casos de febre amarela, dos quais sete já descartados. Um morador do Lago Sul, do sexo masculino, está em investigação.

Ações

Por meio do Sanear Dengue, várias ações têm ocorrido diariamente, em todo o DF, com objetivo de erradicar focos e alertar a população. O subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Hage, fala sobre a necessidade da atuação dos habitantes do DF juntamente com os agentes do governo.

“É importante que as pessoas não joguem lixo na rua, principalmente materiais plásticos. Também pedimos que aproveitem esse período de isolamento social e olhem em torno de seu domicílio, para evitar os locais que poderiam se transformar em possíveis criadouros do mosquito”, alerta Hage, que é médico sanitarista.

Entre as medidas que a Secretaria de Saúde tem implementado está o uso diário do UBV pesado (fumacê), em várias regiões. O carro de aspersão tem circulado no início das manhãs e ao final de cada dia.

A contratação de 600 agentes também reforçou as ações de visita e mobilização da população, com vistoria em imóveis e orientações sobre como combater o mosquito. E a parceria com outros órgãos também ajuda a manter a cidade livre de lixo, entulhos e carcaças, elementos que servem de criadouro do mosquito.

Sanear Dengue

Durante a próxima semana, o Sanear Dengue concentrará as ações no Riacho Fundo I (1º), Lago Sul (2), São Sebastião (3), Sobradinho (4) e Sobradinho II (5).

Simultaneamente, agentes da Vigilância Ambiental continuarão executando o serviço diário em todas as regiões administrativas do DF. E, para tanto, contam com a ajuda da população.

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#temquevacinar

Saúde prorroga vacinação contra a gripe até o dia 30 de junho

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Redação
Foto/Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou a prorrogação da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe até o dia 30 de junho. Terceira e última fase da campanha iria até o dia 5 de junho. Porém, o baixo índice de vacinação de grupos prioritários motivou a prorrogação da campanha.

Os grupos prioritários da terceira fase são formados por pessoas com deficiência, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, professores e pessoas de 55 a 59 anos de idade. De 77,7 milhões de pessoas que fazem parte desse público, apenas 63,53% receberam a vacina. O Ministério da Saúde espera, com a prorrogação, alcançar mais 28,3 milhões de pessoas.

A vacina contra influenza não tem eficácia contra o novo coronavírus, porém, neste momento, ajuda os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para a Covid-19, já que os sintomas são parecidos. E, ainda, ajuda a reduzir a procura por serviços de saúde, já bastante demandados por conta da epidemia do novo coronavírus.

Até o momento, 74,9 milhões de doses da vacina já foram distribuídas aos estados para garantir a imunização do público-alvo da campanha. Os professores, parte do grupo prioritário, devem apresentar o crachá funcional para comprovar o vínculo com alguma instituição de ensino.

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Vamos vencer juntos

Recuperados da Covid são quase 7 vezes maior que o nº de mortos

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Foto/Imagem: Sergei Karpukhin/TASS

De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde divulgado nesta sexta-feira (29), o Brasil chegou a 189.476 pacientes recuperados da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Com isso, o total de pessoas que venceram a doença é quase sete vezes maior que o número de óbitos registrados.

Os infectados pelo vírus somam 465.166 casos confirmados. Desse total, 247.812 pessoas estão em acompanhamento. O país registrou ainda, 1.124 novas mortes, totalizando 27.878. A taxa de letalidade está em 6%.

Ranking

Em número de casos confirmados, o ranking tem São Paulo (101.556), Rio de Janeiro (47.953), Amazonas (38.909), Ceará (38.395) e Pará (36.486). Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Pernambuco (32.255), Maranhão (30.482), Bahia (16.917), Espírito Santo (12.903) e Paraíba (12.011).

Mortes

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de óbitos (7.275). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (5.079), Ceará (2.859), Pará (2.827) e Pernambuco (2.669).

Além disso, foram registradas mortes no Amazonas (2.011), Maranhão (911), Bahia (609), Espírito Santo (560), Alagoas (406), Paraíba (327), Rio Grande do Norte (268), Minas Gerais (257), Rio Grande do Sul (213), Amapá (207), Paraná (173), Distrito Federal (154), Piauí (146), Rondônia (145), Sergipe (142), Acre (135), Santa Catarina (134), Goiás (119), Roraima (108), Tocantins (70), Mato Grosso (56) e Mato Grosso do Sul (18).

Continue me casa. Se precisar sair, use máscara.

Isso tudo vai passar!

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