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Mutação celular

Novo mapeamento genético pode revolucionar luta contra o câncer

Redação

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Foto/Imagem: iStock
James Gallagher - BBC

Um grupo de mais de mil cientistas montou a base de dados mais completa já compilada até hoje sobre o câncer.

Segundo eles, o câncer é como um quebra-cabeças de 100 mil peças e ainda faltavam “99% dessas peças”.

Os novos estudos, publicados na revista científica Nature, compõem um quadro quase completo de todos os tipos de câncer.

As informações podem ajudar a criar tratamentos individualizados para os tumores específicos de cada paciente e a encontrar novas formas de detectar o câncer precocemente.

O código genético completo de 2.658 tipos de câncer foi analisado pelo grupo de cientistas, reunidos no Pan-Cancer Analysis of Whole Genomes Consortium (Consórcio para Análise dos Genomas Completos de Todos os Cânceres, em tradução livre).

O 1%

Um câncer é uma versão corrompida de nossas próprias células saudáveis, que sofrem mutações no DNA e ocasionalmente passam a crescer e se multiplicar sem controle.

Grande parte de nosso entendimento desse processo vem de conjuntos de instruções genéticas para a fabricação das proteínas do nosso corpo.

“Isso representava somente 1% de todo o genoma (do câncer)”, afirma o pesquisador Lincoln Stein, do Instituto de Pesquisas sobre o Câncer de Ontario, no Canadá.

Segundo ele, os médicos ficavam “no escuro” ao tratar cerca de um terço dos pacientes, já que era impossível dizer por que suas células se tornaram cancerosas.

A descoberta dos 99% restantes demandou o trabalho de equipes de cientistas em 37 países ao longo de mais de uma década.

O trabalho, descrito em 22 artigos científicos, mostra que o câncer é uma doença extremamente complexa, com milhares de combinações de mutações diferentes capazes de causá-lo.

‘Mutações condutoras’

O projeto descobriu que os cânceres das pessoas contêm, na média, entre quatro e cinco mutações fundamentais que levam ao crescimento celular anormal.

Esses são potenciais pontos-fracos do câncer, que podem ser explorados com tratamentos que ataquem essas “mutações condutoras”.

“Em última instância, o que queremos fazer é usar essas tecnologias para identificar tratamentos sob medida para cada paciente”, disse Peter Campbell, do britânico Instituto Wellcome Sanger.

Apesar disso, 5% dos tipos de câncer parecem não ter nenhuma mutação condutora, o que mostra que ainda há muito trabalho pela frente.

Os pesquisadores também desenvolveram uma maneira de datar as mutações. Eles mostraram que mais de um quinto delas havia ocorrido anos ou mesmo décadas antes de o câncer ser detectado.

“Nós desenvolvemos as primeiras linhas do tempo de mutações genéticas relacionadas ao espectro de tipos de câncer”, disse Peter Van Loo, do Instituto Francis Crick, no Reino Unido.

“A revelação desses padrões significa que deveria ser possível desenvolver novos testes para diagnósticos, para detectar sinais de câncer muito mais precocemente”, afirmou.

O desafio, agora, será identificar também quais dessas mutações se transformarão num câncer e quais poderiam ser ignoradas com segurança.

Doença respiratória

Saúde: Brasil monitora 182 casos suspeitos do novo coronavírus

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Foto/Imagem: Patipat Janthong

O Ministério da Saúde monitora 182 casos suspeitos de coronavírus no Brasil. Os dados foram repassados pelas Secretarias Estaduais de Saúde até esta sexta-feira (28) e demonstram o aumento da sensibilidade da vigilância da rede pública de saúde devido à inclusão de 15 países, além da China, que apresentam transmissão ativa do coronavírus. No total, 16 estados informaram o Ministério da Saúde sobre os casos suspeitos.

Com esta mudança, os critérios para a definição de caso suspeito enquadram agora, as pessoas que apresentarem febre e mais um sintoma gripal, como tosse ou falta de ar e tiveram passagem pela Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália, Malásia, Japão, Singapura, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Tailândia, Vietnã e Camboja, além da China, nos últimos 14 dias.

Até o momento, 71 casos suspeitos de coronavírus já foram descartados em todo o Brasil, que permanece apenas com um caso confirmado da doença no estado de São Paulo. Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo. Evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.

Todas as notificações de casos suspeitos no país foram recebidas, avaliadas e discutidas com especialistas do Ministério da Saúde, caso a caso, junto com as autoridades de saúde dos estados e municípios. Esses descartes aconteceram principalmente por causa do resultado positivo para outros vírus respiratórios.

Para manter a população informada a respeito do novo coronavírus, o Ministério da Saúde atualiza diariamente, os dados na Plataforma IVIS, com números de casos descartados e suspeitos, além das definições desses casos e eventuais mudanças que ocorrerem em relação a situação epidemiológica.

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#temquevacinar

Campanha de vacinação contra gripe será antecipada no país

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Foto/Imagem: Wilson Dias/Agência Brasil

Após a confirmação do primeiro caso do novo coronavírus no país, o Ministério da Saúde decidiu antecipar a campanha de vacinação contra a gripe. Segundo o ministro Luiz Henrique Mandetta, a campanha prevista para abril terá início este ano no dia 23 de março. Para a campanha, serão disponibilizadas 75 milhões de doses.

“Antecipamos em 23 dias a data prevista original para essa campanha”, disse o ministro.

A campanha vai privilegiar gestantes, puérperas, crianças de até seis anos de idade, idosos e, possivelmente, acrescentou o ministro, outros grupos de pessoas que trabalham na área de segurança e população carcerária. “Este ano vamos fazer outros grupos que não os idosos. Devemos fazer [vacinação] nas forças de segurança, na população presidiária completa, nos agentes penitenciários. Devemos fazer a ampliação de segmentos para diminuir a circulação epidêmica”, falou o ministro.

Gripe x Coronavírus

A vacina contra a gripe não previne o coronavírus. Mas segundo o ministro, ela será importante para combater os demais vírus associados a outros tipos de gripes e diminuir a dificuldade dos profissionais de saúde na hora de identificar corretamente o tipo de vírus que está provocando os sintomas no paciente.

“A vacina [da gripe] dá cobertura e deixa o sistema imunológico 80% protegido contra essas cepas de Influenza e virais que estão circulando e são mais comuns que o coronavírus”, disse o ministro. “Para um profissional de saúde, quando um indivíduo tem um quadro gripal e informa que já foi vacinado [contra gripe], isso auxilia muito o raciocínio do profissional para pensar na possibilidade de outras viroses que não aquelas que são cobertas pela vacina. Ela [a vacina] é um instrumento importante porque diminui a espiral de epidemia desses outros vírus que podem eventualmente ocorrer e confundir a população”, destacou o ministro.

Coronavírus em São Paulo

Segundo balanço divulgado nesta quinta (27), há 85 casos suspeitos de coronavírus em todo o estado de São Paulo. Quase todos esses casos, destacou Helena Sato, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica, são de pessoas que estiveram no exterior. Duas delas não estiveram no exterior, mas tiveram contato com o homem de 61 anos, morador de São Paulo, que foi infectado com coronavírus. Todas elas estão em seus domicílios e passam bem.

O infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19 em São Paulo, disse que as pessoas com suspeita de coronavírus só devem buscar um centro de atenção primária caso apresentem problemas respiratórios, ou seja, dificuldade para respirar. Do contrário, caso os sintomas sejam apenas tosse e febre, o conselho é para que as pessoas permaneçam em casa, hidratando-se. “Paciente com tosse e febre, fique em casa para ser hidratado, com repouso e boa alimentação. Devem procurar os serviços de saúde aqueles que apresentarem algum desconforto respiratório”, falou ele.

O ministro reforçou que as pessoas com coronavírus no país só ficarão internadas no hospital caso estejam em situações graves ou com dificuldades respiratórias. Nos demais casos, permanecerão em isolamento em casa. “O indivíduo vai para o hospital quando está doente e precisa de cuidado hospitalar. Não se interna indivíduo no hospital porque ele está com síndrome gripal conversando, falando, se alimentando. A China iniciou dessa maneira [isolando pessoas dentro do hospital]. Teve que fazer aquele hospital, e isso foi uma medida equivocada que levou a um colapso do sistema hospitalar porque não se coloca pessoas com síndromes respiratórias leves dentro de um hospital. Fico imaginando as outras pessoas, com outras doenças, e que necessitam de leito hospitalar”, criticou. “O isolamento domiciliar tem eficácia tão alta quanto no hospital”, acrescentou o ministro.

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Ainda pode aumentar

Número de casos suspeitos de coronavírus no Brasil é de 132

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Foto/Imagem: Amanda Perobelli/Reuters

Após cerca de 24 horas da confirmação do primeiro caso do novo coronavírus no Brasil, o número de pessoas oficialmente tratadas como suspeitas de ter o vírus no país é de 132, segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo. Na última sexta-feira (21), era apenas um caso.

O Ministério da Saúde recebeu as notificações dos estados até a tarde desta quinta-feira (27), mas não analisou todos.  “Esse número não é definitivo. É muito maior que 132. Ficamos com 213 notificações ainda não analisadas. Elas podem ser todas consideradas suspeitas ou apenas uma parte, mas dá para a gente avaliar que, na verdade, temos perto de 300 casos suspeitos”, disse Gabbardo.

Segundo o secretário, esse aumento se explica em virtude do aumento do número de países com fluxo migratório intenso com o Brasil, e que têm pessoas com o vírus. Um exemplo é o primeiro caso confirmado no Brasil. O homem de 61 anos não esteve na China, que concentra a maioria dos casos no mundo, e sim na Itália. Após a confirmação desse caso, pessoas com histórico de viagem à Itália, à França e à Alemanha e que apresentem febre somada a um sintoma respiratório também são tratadas como suspeitas de ter o coronavírus.

Critérios

O ministério tem usado como critérios de determinação de casos suspeitos: ter viajado para um dos 16 países da Ásia, Europa e Oriente Médio com casos da doença; não ter viajado, mas ter tido contato com esses viajantes ou ter tido contato com o caso confirmado no Brasil. Em todas as hipóteses, a pessoa é considerada como um caso suspeito se apresentar febre somada a um sintoma respiratório.

Os 16 países considerados na definição de casos suspeitos são: Austrália, China, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Camboja, Filipinas, Japão, Malásia, Vietnã, Singapura, Tailândia, Itália, Alemanha, França, Irã e Emirados Árabes Unidos.

O secretário-executivo do ministério reforçou ainda a importância das medidas de prevenção para reduzir os riscos de contaminação da doença. A lavagem constante das mãos e evitar levá-las ao rosto e à boca, o uso de álcool em gel para esterilização das mãos e o não compartilhamento de utensílios de uso pessoal, como talheres, copos e travesseiros, entre outros.

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