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Até as 22 horas

No DF, dezenove unidades básicas de saúde ampliam atendimento

Redação

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Foto/Imagem: Dênio Simões/Agência Brasília


O atendimento à população começou a ser reforçado na Atenção Primária, a partir desta sexta-feira (1º). Ao todo, 19 unidades básicas de saúde (UBS) terão o horário de funcionamento ampliado para até as 22 horas. A iniciativa, que começou de forma experimental na UBS 5 de Taguatinga, será implementada em unidades com o maior número de servidores, espalhadas por todo o Distrito Federal.

Garantir uma oferta maior dos serviços de saúde é o objetivo da medida, de acordo com a secretária-adjunta de Assistência à Saúde, Lucilene Florêncio. Para ela, os mais beneficiados com a medida serão aqueles que não podem ir às unidades durante o horário comercial. As UBS, no entanto, não atendem casos de urgência e emergência, que devem ser direcionados às unidades de pronto atendimento (UPA) e pronto-socorro hospitalar.

“É uma ampliação do acesso. O atendimento noturno é voltado às pessoas que trabalham o dia inteiro. Mães e pais que não podem levar suas crianças para se consultar porque não podem faltar ao trabalho, além dos que precisam atualizar o cadastro do Bolsa Família, entre outras situações”, explica Lucilene Florêncio.

Os servidores que atuarão nas UBS com horário ampliado serão distribuídos nos três turnos, manhã, tarde e noite. Eles atenderão tanto demandas espontâneas como as agendadas. “As pessoas poderão agendar consultas de pré-natal, de crescimento e desenvolvimento infantil e as odontológicas, e também os pacientes hipertensos e diabéticos”, informa a gestora.

Há, ainda, um projeto da Coordenação da Atenção Primária (Coaps) de realizar um acolhimento único em cada UBS. Neste caso, haverá profissionais para fazer a escuta qualificada e dar os direcionamentos necessários, deixando o pessoal de cada equipe de Estratégia Saúde da Família (ESF) para atender as consultas agendadas, os pacientes crônicos e a demanda espontânea.

Atendimento

A iniciativa da Secretaria de Saúde pretende organizar o processo de trabalho dentro das equipes de ESF. A ideia é chegar a uma resolutividade maior, de 85% a 90% dos casos, para que somente os mais graves cheguem às emergências dos hospitais.

Ampliar o horário de funcionamento nas unidades básicas é uma ação prevista pelo programa Saúde na Hora, do Ministério da Saúde, regido pela Portaria nº 930, de 15 de maio de 2019.

O Governo do Distrito Federal (GDF) assinou um termo de compromisso com o Ministério da Saúde para aderir ao programa, assumindo metas e indicadores. A medida, incentivada pela Secretaria de Saúde, pretende ampliar a disponibilidade dos serviços em horários compatíveis aos dos trabalhadores, conferindo maior resolutividade à Atenção Primária.

Unidade com horário ampliado

  • UBS 2 da Asa Norte
  • UBS 1 do Riacho Fundo I
  • UBS 1 do Riacho Fundo II
  • UBS 1 da Estrutural
  • UBS 2 do Guará
  • UBS 1 do Paranoá
  • UBS 1 de São Sebastião
  • UBS 1 do Itapoã
  • UBS 2 de Sobradinho I
  • UBS 2 de Sobradinho II
  • UBS 5 de Planaltina
  • UBS 7 de Ceilândia
  • UBS 12 de Ceilândia
  • UBS 2 do Recanto das Emas
  • UBS 12 de Samambaia
  • UBS 5 de Taguatinga
  • UBS 1 de Águas Claras
  • UBS 1 de Santa Maria
  • UBS 6 do Gama

Novembro Azul

Câncer de próstata tem 90% de cura quando diagnosticado cedo

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Foto/Imagem: Pixabay

Segunda causa de morte por câncer em homens no Brasil, o câncer de próstata é uma doença que se inicia de forma silenciosa. Sintomas? Somente quando está em estágio avançado. Por isso, a realização de exames de rotina é tão importante para os grupos de risco, ou seja, homens a partir de 50 anos de idade ou aos 45 anos, se houver casos na família.

Porém, um dos grandes empecilhos para a realização dos preventivos é o preconceito. “Ainda existe resistência da população masculina em buscar a prevenção, especialmente do câncer de próstata. É preciso a conscientização e o apoio da família para os cuidados da saúde do homem. Todos, especialmente a partir dos 40 anos, devem procurar uma unidade básica de saúde (UBS) para passar por avaliação médica e realizar exames laboratoriais, para que casos de câncer sejam diagnosticado precocemente e tenham possibilidade de cura”, orienta o subsecretário de Atenção Integral à Saúde, Ricardo Tavares.

Para realizar o diagnóstico do câncer de próstata são necessários, inicialmente, dois exames: o de sangue (PSA) e o digital da próstata. “Ambos os exames são simples de serem realizados e amplamente disponíveis na rede pública de saúde. O exame da próstata (toque retal) dura apenas dez segundos e é realizado de maneira indolor”, frisa o urologista Fernando Fróes.

Segundo o especialista, o importante é o diagnóstico precoce da doença, quando descoberta na fase inicial, a chance de cura é superior a 90%.

Em caso de suspeita de câncer de próstata, o paciente é encaminhado para avaliação com urologista da rede pública de saúde. O atendimento ocorre nos seguintes hospitais: Asa Norte, Sobradinho, Taguatinga, Ceilândia, Gama, Santa Maria, Região Leste (antigo Paranoá) e Base. Essas unidades também fazem cirurgias de retirada do câncer de próstata.

Quando em quadro avançado, a doença pode apresentar sintomas como dificuldade para urinar decorrente da compressão do tumor sobre o canal urinário, além de dores ósseas em pacientes que já possuam tumores espalhados.

Novembro Azul

Durante o mês de novembro, diversas atividades de conscientização e prevenção são realizadas em todo o país. Na Secretaria de Saúde do DF, haverá ações para reduzir a fila de diagnóstico e tratamento cirúrgico de doenças malignas e benignas da próstata, além de outras ações de conscientização sobre a saúde do homem nos hospitais de Base, Taguatinga e Asa Norte, e atividades pontuais regionalizadas em outras unidades.

“Estão previstas 15 cirurgias de câncer de próstata, no Hospital de Base, para reduzir em até 60% a fila do procedimento. Teremos, também, mutirão de vasectomia no Hospital Regional da Asa Norte”, conta Fernando Fróes. No HRT, estão previstas 45 cirurgias urológicas, tanto de doenças benignas quanto malignas. As operações acontecerão às terças e quartas-feiras em pacientes que aguardam na fila desde 2016.

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10 de novembro

Dia da Prevenção e Combate à Surdez: cuide da sua audição

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Com elevados ruídos sonoros em que a população está exposta atualmente, nada mais importante do que alertar sobre saúde auditiva. Por isso, 10 de novembro, é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez. Condição que, de acordo com pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva e a Semana da Acessibilidade Surda, existem 10,7 milhões de pessoas com a deficiência no Brasil. Do total, 2,3 milhões são casos severos.

Os dados ainda mostram que 9% dos entrevistados nasceram com a deficiências, porém 91% adquiriram ao longo da vida. Do total de pessoas que participaram da pesquisa, 87% não utiliza aparelho auditivo. Para Mariluce Cordeiro, responsável pela Microsom Brasília, muitas vezes, os pacientes não utilizam por preconceito e a audição é um dos fatores primordiais para a comunicação.  Inclusive, ela explica que, atualmente, a tecnologia pode ser uma grande aliada para melhorar a qualidade de vida de quem vive com a deficiência.

“Muitas vezes, a pessoa tem a prescrição para utilizar o aparelho auditivo, mas tem vergonha, o que pode prejudicar ainda mais a saúde e os relacionamentos interpessoais do paciente. E ao passar dos anos a falta de estímulo do cérebro pode ocasionar outras doenças, como a demência”, afirma.

Mariluce ressalta ainda que os avanços dos aparelhos auditivos têm sido muito importantes, beneficiando cada vez mais a saúde dos usuários “Ter um aparelho auditivo não é questão de conforto ou luxo, trata-se de uma oportunidade para que os deficientes auditivos se comuniquem melhor e consigam manter suas interações sociais”, explica. Este é o caso dos dispositivos com inteligência artificial, como o VIA AI, lançado recentemente em Brasília. Ele  tem funções similares às da mente humana.

A tecnologia é capaz de captar o áudio com mais eficiência, detectar quedas e monitorar dados físicos e cognitivos do usuário, frequência cardíaca, movimentos realizados, entre outros. Até tradução simultânea de 27 idiomas o aparelho realiza. E tudo isso pode ser monitorado por um aplicativo, chamado Thrive.

Prevenção

O fonoaudiólogo Gleison Barcelos dá dicas de como manter a saúde auditiva em dia. Entre elas, não introduzir objetos (nem bastonete) no ouvido. Outro alerta é sobre gripes e otites “As infecções mal curadas podem ocasionar a perda auditiva”, explica o especialista.

Ele ainda faz um alerta em relação a exposição excessiva a ruídos, como cortadores de gramas e músicas muito altas. “Não só os adultos devem tomar cuidado. O nível de barulho dos brinquedos para bebês deve ser monitorado, pois eles têm a audição mais aguçada. Sendo assim, correm mais risco”, afirma.

Além disso, de acordo com o especialista, nos últimos anos houve um aumento expressivo da quantidade de jovens com perda auditiva. “Este é um reflexo do uso irregular de fones de ouvido e, se não houver cuidado, pode levar à perda auditiva irreversível”, conclui Gleison.

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Dengue

GDF inspecionou 834 mil imóveis no combate ao Aedes aegypti

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Foto/Imagem: Arquivo/AVB

A Secretaria de Saúde inspecionou 834.449 imóveis, no Distrito Federal, nos primeiros nove meses do ano, para combater os focos do Aedes aegypti. O número é quase 92 mil a mais que no mesmo período do ano passado. O uso de UBV, conhecido popularmente como fumacê, também foi intensificado em 2019: foram 989.526 aplicações do insumo, contra 62.855 no ano passado; e 39.528 aplicações de UBV costal, contra 19.625 em 2018. Além disso, foram instaladas 1.354 armadilhas.

“Também investimos na capacitação de servidores da Vigilância Ambiental. Até agora, foram sete turmas capacitadas, cerca de 280 pessoas. Nas duas últimas semanas de novembro, outros 60 profissionais serão treinados”, destaca o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, ao acrescentar que o DF está abastecido com o inseticida, garantindo a segurança da população.

A chuva e o calor formam o ambiente perfeito para que o Aedes aegypti se desenvolva. Para evitar que essa combinação aumente a incidência de doenças transmitidas pelo mosquito, a Secretaria de Saúde tem trabalhado na prevenção e conscientização da população. Agora, com a chegada das chuvas, todas as ações foram intensificadas. Nesta primeira quinzena de novembro, por exemplo, está sendo finalizado o quarto e último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) deste ano. Com os dados, será possível traçar novas estratégias regionais, aumentando a efetividade das ações.

Atenção primária

A capacitação também tem sido frente de trabalho na Atenção Primária, importante aliada nas notificações e tratamento de casos de doenças transmitidas pelo Aedes, como a dengue. Os profissionais da Estratégia de Saúde da Família estão sendo preparados para atuar em cenários de prática de investigação epidemiológica, visando ao aprimoramento das ações de vigilância, prevenção e controle de arboviroses.

“Estas ações consistem em selecionar uma área de cobertura da Estratégia de Saúde da Família, respeitando critérios de capacidade operacional associados à existência de evento epidemiológico recente, como caso confirmado de dengue, nas quatro semanas que antecedam ao início da semana de atuação, no território”, explica o diretor de Vigilância Epidemiológica, Cássio Peterka.

As atividades já foram realizadas em quatro Superintendências Regionais de Saúde: Centro-Sul, Oeste, Leste e Sul. Desde o mês de julho, a Subsecretaria de Vigilância à Saúde tem mobilizado as regiões e sensibilizado os profissionais para a intensificar a capacidade de resposta e enfrentamento das arboviroses.

Manejo

A prevenção e controle das doenças também contam com manejo ambiental. A atividade consiste, dentre outras coisas, em retirar dos ambientes residenciais, comerciais e áreas públicas os materiais inservíveis antes que virem criadouros do mosquito.

A execução é intersetorial, pactuada com órgãos do GDF como Secretaria das Cidades, SLU, DF Legal, Corpo de Bombeiros Militar e, em especial, as Administrações Regionais. No geral, elas ajudam na localização dos inservíveis e fornecem apoio logístico – incremento de mão de obra e veículos – para remoção de material. A execução dessa pactuação é realizada de forma descentralizada pelos Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental (Nuval).

Entre janeiro e setembro deste ano, os trabalhos foram intensificados em Santa Maria, Vila Planalto, Granja do Torto, Varjão, São Sebastião, Sobradinho, Taguatinga, Paranoá e Ceilândia. Em Taguatinga, por exemplo, foram 129 notificações de imóveis. Em Ceilândia, 75 ações de manejo, 124 casas abandonadas inspecionadas e três casas de acumuladores tratadas.

Enfrentamento

No final de outubro, a Secretaria de Saúde apresentou o Plano de Enfrentamento das Arboviroses (2020/2023). Ele foi elaborado em concordância com as áreas técnicas e a Sala Distrital, com objetivo de reduzir o número de mortes provocadas pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Além disso, o documento pretende aumentar a efetividade das ações e diminuir o tempo de resposta no combate ao mosquito, minimizando as dificuldades decorrentes da sazonalidade e os riscos de epidemia.

As ações objetivam dobrar de 40 para 80 o número de veículos para aplicação do fumacê, reforçar com mais 200 pessoas o efetivo de agentes nas ruas, usar motos para reforçar pulverização de Ultra Baixo Volume (UBV) e contar com o apoio de 1,5 mil agentes do Corpo de Bombeiros.

O plano é organizado em cinco eixos temáticos: coordenação, assistência, vigilância, apoio logístico, comunicação, mobilização e educação em saúde. A ideia é organizar o espaço e a responsabilidade de cada órgão do DF nessa rede de enfrentamento do Aedes aegypti.

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