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Novos epicentros

Mortes pelo novo coronavírus disparam na França e Itália

Redação

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Foto/Imagem: Manuel Silvestri/Reuters
Reuters

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Milhões de pessoas em todo o mundo buscam se adaptar às novas medidas, vistas uma vez a cada geração, para enfrentar a crise do coronavírus, que não só está matando os idosos e vulneráveis, mas ameaçando causar um desastre econômico prolongado.

“Este é um evento do tipo que acontece uma vez a cada 100 anos”, disse o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, alertando que a crise pode durar seis meses, com seu país tornando-se o mais recente a restringir reuniões e viagens ao exterior.

A doença de disseminação rápida, que teria migrado de animais para humanos na China, já infectou mais de 212 mil pessoas e causou quase 8.700 mortes em 164 nações, desencadeando interdições de emergência e injeções de dinheiro que não eram vistas desde a Segunda Guerra Mundial.

“Nunca passamos por algo assim”, afirmou o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, a um Parlamento quase vazio, com mais de 90% dos parlamentares afastados e uma pessoa com máscara e luvas limpando os corrimãos entre os discursos.

“E nossa sociedade, que se acostumou a mudanças que ampliam nossas possibilidades de conhecimento, saúde e vida, agora se encontra em guerra para defender tudo o que consideramos como garantido.”

Existe alarme particularmente na Itália, que registra taxa de mortalidade alta – quase 3 mil de 35.713 casos – e está convocando milhares de estudantes de medicina para que entrem em ação antes da conclusão dos cursos e ajudem um sistema de saúde sobrecarregado.

Nessa quarta-feira (18), a Itália registrou 475 novas mortes, o maior aumento desde o início do surto e o maior total de um dia registrado por qualquer país.

A França também relatou um aumento nas mortes – elevando em 89, ou 51%, para um total de 264 em 24 horas.

Em todo o planeta, tanto ricos quanto pobres viram suas vidas viradas de ponta-cabeça por causa de cancelamento de eventos, comércio escasso, locais de trabalho esvaziados, ruas desertas, escolas fechadas e viagens reduzidas ao mínimo.

“A higiene é importante, mas aqui não é fácil”, disse Marcelle Diatta, de 41 anos e mãe de quatro filhos no Senegal, onde anúncios emitidos em alto-falantes alertam as pessoas a lavar as mãos — mas a água é cortada com frequência em seu bairro pobre.

A crise está gerando uma onda de solidariedade em alguns países. Vizinhos, famílias e colegas se unem para cuidar dos mais necessitados, chegando a deixar suprimentos nas portas das pessoas forçadas a ficar em casa.

Ao redor da Espanha, aplausos ecoam todas as manhãs às 8h, quando vizinhos que se isolaram agradecem os serviços de saúde por seu trabalho e cumprimentam uns aos outros.

Os Estados Unidos, que fecharam a fronteira com o Canadá, exceto para as viagens essenciais, estão enviando dois navios militares de assistência hospitalar – Comfort e Mercy – ao porto de Nova York e à costa oeste, enquanto os militares suecos estão montando um hospital de campanha perto de Estocolmo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nessa quarta-feira (18) que o país estava em pé de guerra e invocou poderes especiais, por meio da Lei de Produção de Defesa, para expandir rapidamente a fabricação de máscaras e equipamentos de proteção em falta.

Assustadas por uma recessão global aparentemente inevitável, nações ricas estão liberando bilhões de dólares em estímulos para as economias, auxílio para os serviços de saúde, empréstimos para negócios ameaçados e ajuda para pessoas físicas.

O dinheiro extra de governos e bancos centrais não bastou para acalmar os mercados: as ações e os preços do petróleo voltaram a sofrer abalos.

Vamos vencer juntos

Mundo tem mais de 6 milhões de pessoas recuperadas da Covid-19

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Foto/Imagem: Divulgação

Segundo levantamento da universidade americana Johns Hopkins, até o início da noite deste sábado (4), mais de 6 milhões de pessoas se recuperaram da Covid-19 em todo o mundo.

Ainda de acordo com os dados, o mundo contabiliza 11.159.301 casos do novo coronavírus, com 527.827 mortes.

O Brasil lidera as estatísticas com 984.615 pacientes recuperados desde o início dos casos. Os Estados Unidos ocupam o segundo lugar mundial, com 883.561 pessoas que venceram a Covid-19.

Em terceiro lugar, aparece a Rússia, com 446.127 altas notificadas. Índia (394.227) e Chile (253.343) aparecem na sequência no total de pacientes recuperados.

Vamos vencer essa guerra juntos. Por favor, continue em casa!

Se precisar sair, use máscara.

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De novo, China?

China alerta para possível novo “vírus pandêmico” em porcos

Redação

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Foto/Imagem: Jason Lee/Reuters

Um novo vírus de gripe encontrado em porcos chineses se tornou mais infeccioso para humanos e precisa ser monitorado com atenção devido ao seu potencial para se tornar um “vírus pandêmico”, disse um estudo, mas especialistas disseram que não existe nenhuma ameaça iminente.

Uma equipe de pesquisadores chineses analisou vírus de gripe encontrado em porcos entre 2011 e 2018 e encontrou uma cepa “G4” do H1N1 que tem “todas as características essenciais de um candidato a vírus pandêmico”, de acordo com o estudo publicado no periódico científico norte-americano Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Trabalhadores de criadouros de porcos também apresentaram níveis elevados do vírus no sangue, disseram os autores, acrescentando que “o monitoramento atento em populações humanas, especialmente trabalhadores da indústria de carne suína, deveria ser implantado com urgência”.

O estudo ressalta os riscos de os vírus cruzarem a barreira das espécies e contaminarem humanos, sobretudo em regiões densamente povoadas da China, onde milhões vivem perto de fazendas, criadouros, matadouros e mercados de produtos frescos.

Acredita-se que o novo coronavírus que se alastra pelo mundo se originou no morcego-de-ferradura-pequeno do sudoeste da China e que pode ter passado para humanos em um mercado de frutos do mar da cidade central de Wuhan, onde o vírus foi detectado pela primeira vez.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) analisará o estudo chinês com cuidado, disse seu porta-voz, Christian Lindmeier, em uma coletiva de imprensa em Genebra nesta terça-feira (30), dizendo que é importante colaborar com descobertas e se manter a par das populações de animais.

“Também ressalta que não podemos baixar a guarda diante da gripe e que precisamos ficar atentos e manter a vigilância mesmo durante a pandemia de coronavírus”, acrescentou.

Ainda nesta terça-feira (30), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, disse em uma coletiva de imprensa diária que seu país está acompanhando os acontecimentos atentamente. “Tomaremos todas as medidas necessárias para evitar a disseminação e o surto de qualquer vírus”, disse.

O estudo disse que os porcos são considerados “recipientes de mistura” importantes para a geração de vírus pandêmicos de gripe e pediu uma “vigilância sistemática” do problema.

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Ponto mais frio da Terra

Temperaturas do Polo Sul estão subindo rapidamente, diz estudo

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Foto/Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters

As temperaturas estão subindo rapidamente no Polo Sul, considerado o ponto mais frio da Terra. Tão rápido que Kyle Clem e outros pesquisadores do clima começaram a se preocupar e se perguntar se a mudança climática causada pelo homem está desempenhando um papel maior do que o esperado na Antártida.

Dados de temperatura mostram que o aquecimento da região desolada foi três vezes a taxa de aquecimento global nas últimas três décadas até 2018, o ano mais quente do Polo Sul já registrado, disseram os pesquisadores em um estudo publicado nesta segunda-feira (29) na revista Nature Climate Change.

Observando dados de 20 estações meteorológicas na Antártida, a taxa de aquecimento do Polo Sul foi sete vezes maior que a média geral do continente.

O aquecimento do Polo Sul está parcialmente ligado ao aumento natural das temperaturas no Pacífico tropical ocidental, sendo impulsionado para o sul por ciclones nas águas geladas do Mar de Weddell, disseram os pesquisadores.

Mas esse padrão, que se acredita ser parte de um processo natural de várias décadas, explica apenas algumas das tendências de aquecimento. O restante, disseram os pesquisadores, foi devido às mudanças climáticas induzidas pelo homem.

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