A tradição da cultura junina ganha um novo e grandioso capítulo no Distrito Federal. O Maior São João do Cerrado está de volta ao seu berço histórico, a cidade de Ceilândia. O anúncio oficial do retorno do festival foi realizado pela governadora Celina Leão no Palácio do Buriti. Em sua edição de 2026, o evento contará com dez dias consecutivos de festa, agendados para ocorrer entre os dias 7 e 16 de agosto.
Para abrigar a grandiosa estrutura e o fluxo de visitantes, a festividade será descentralizada pela primeira vez, dividindo-se em quatro polos culturais temáticos espalhados por pontos estratégicos da região administrativa.
Polos culturais: conheça os espaços temáticos
Com o objetivo de enriquecer a experiência do público e garantir acessibilidade, a programação junina ocupará diferentes palcos urbanos em Ceilândia:
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Abertura e encerramento: o palco principal receberá grandes shows nacionais na Praça do Trabalhador. A abertura oficial (7 de agosto) terá o show emblemático “80 Girassóis”, comandado por Alceu Valença. Já o encerramento (16 de agosto) ficará por conta do fenômeno do piseiro, Mari Fernandez.
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Vila Borborema: polo totalmente voltado ao artesanato e à economia criativa, montado na Praça da Estação Central do Metrô.
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Praça do mamulengo: um espaço inteiramente dedicado ao público infantil e às famílias, situado na Praça da Bíblia.
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Sítio do Seu João: instalação artística e cultural fixada na tradicional Casa do Cantador, com foco na literatura de cordel e no legítimo forró pé de serra.
Tradição, turismo e fortalecimento econômico
Com quase duas décadas de história e celebrando 19 anos de existência, o festival consolida Ceilândia como a “capital do Nordeste no Distrito Federal”. A localidade abriga a segunda maior comunidade nordestina do país, tornando o evento um patrimônio de identidade cultural e pertencimento.
Além de resgatar manifestações artísticas como competições de quadrilhas juninas, o circuito atua como um forte motor financeiro para o DF. A feira movimenta a gastronomia típica, o comércio de artesãos locais e gera centenas de postos de trabalho.
Segundo a idealizadora do projeto, Edilane Oliveira, o formato descentralizado foi viabilizado por meio de uma construção coletiva. O evento conta com o fomento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), apoio do Ministério do Turismo, emendas parlamentares e parcerias com a iniciativa privada.
