José Medeiros também cobrou diálogo do governo com os caminhoneiros
O senador José Medeiros (PPS-MT) chamou a atenção, nesta segunda-feira (9), em Plenário, para a greve dos caminhoneiros, que já atinge pelo menos dez estados. Ele salientou que muitos caminhoneiros obtiveram empréstimos junto ao BNDES. Só que agora, com o aumento do preço do combustível, que encarece o frete, o problema se agravou e muitos não têm como pagar a dívida.
Para José Medeiros, não é atacando a paralisação, classificando o movimento de político, que o governo vai resolver a questão. “Tem que chamar os líderes e dialogar”, afirmou.
— É uma dificuldade grave. E o governo precisa admitir que foi causada pelo próprio governo. No momento em que o governo liberou financiamento a rodo, a facilidade disso era [tanta que] quem tinha um caminhão, comprou cinco. Quem tinha cinco, comprou dez. Então o governo tem responsabilidade direta nesse problema. E não adianta tentar se esquivar agora e dizer que a greve é política. Precisa resolver. Como? Eu não sei. O problema é difícil.
Preço do diesel
José Medeiros sugeriu baixar o preço do combustível, numa emenda a um projeto do senador Donizete Nogueira (PT-TO) que torna obrigatória, em cidades com mais de 500 mil habitantes, o uso de 20% de biodiesel no óleo diesel utilizado no transporte público. A emenda de José Medeiros estende essa composição a todo o transporte, inclusive o de carga, nas cidades com mais de 200 mil habitantes.

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