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176 pessoas morreram

Irã admite que abateu avião com míssil devido a um erro humano

Redação

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Foto/Imagem: Ebrahim Noroozi/AP


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O Irã anunciou neste sábado (11) que seus militares derrubaram “sem querer” o avião civil ucraniano que caiu na quarta-feira (8) perto de Teerã. Na tragédia morreram 176 pessoas.

A TV estatal iraniana, citando militares, informou que o avião voava perto de um local sensível e foi derrubado devido a um erro humano. O comunicado lido na TV estatal diz que as partes ​​responsáveis serão punidas.

Canadá, Reino Unido e EUA diziam que o avião, um Boeing 737, foi abatido por um míssil iraniano, provavelmente por engano, e vários vídeos que apontam para esta tese foram postados nas redes sociais. O Irã, entretanto, negava categoricamente a tese.

O Boeing 737 da companhia aérea Ukrainian International Airlines, decolou de Teerã, com destino a Kiev, caindo dois minutos após a descolagem nos arredores da capital iraniana.

O acidente ocorreu horas depois do lançamento de 22 mísseis iranianos contra duas bases da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, em Ain Assad e Erbil, no Iraque, numa operação de vingança pela morte do general iraniano Qassem Soleimani.

A aeronave, que seguia para Kiev, transportava 167 passageiros e nove tripulantes de várias nacionalidades, incluindo 82 iranianos, 57 canadenses, 11 ucranianos, dez suecos, quatro afegãos, três alemães e três britânicos. Ucrânia e Canadá exigem investigação completa.

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Quarta, 12 de agosto

Mundo tem mais de 12,6 milhões de pessoas recuperadas da Covid

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recuperados covid-19
Foto/Imagem: Divulgação

Dados da universidade americana Johns Hopkins, mostram que, até o início da manhã desta quarta-feira (12), mais de 12,6 milhões de pessoas se recuperaram da Covid-19 em todo o mundo.

Ainda de acordo com os dados, o mundo contabiliza mais de 20 milhões casos do novo coronavírus, com 742.048 mortes.

O Brasil mantém a liderança nas estatísticas com 2.449.338 pacientes recuperados desde o início dos casos. Os Estados Unidos ocupam o segundo lugar mundial, com 1.714.960 pessoas que venceram a Covid-19.

Em terceiro lugar, aparece a Índia, com 1.639.599 altas notificadas. Rússia (708.900) e África do Sul (426.125) aparecem na sequência no total de pacientes recuperados.

Por favor, continue em casa! Se precisar sair, use máscara e salve vidas.

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Sputnik V

Vladimir Putin anuncia registro de 1ª vacina contra a Covid-19

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vacina russa covid-19
Foto/Imagem: Shutterstock

Nesta terça-feira (11), um dia antes do anunciado na semana passada, o presidente Vladimir Putin anunciou o registro da primeira vacina russa contra a Covid-19, chamada Sputnik V.

“Tanto quanto sei, nesta manhã foi registada, pela primeira vez no mundo, uma vacina contra a Covid-19”, disse ele em reunião com membros do governo.

O presidente russo pediu ao ministro da Saúde, Mikhail Murashko, que informasse todos os detalhes da Sputnik V.

“Sei que ela age de forma bastante eficaz, formando uma imunidade estável e, volto a dizer, passou em todos os testes necessários”, afirmou Putin.

Putin também agradeceu a todos os que trabalharam na primeira vacina a ser criada contra a Covid-19, descrevendo-a como “um passo muito importante para o mundo”.

O presidente ainda revelou que uma de suas filhas foi vacinada contra a Covid-19.

“Uma de minhas filhas foi vacinada, nesse sentido ela participou dos testes. Após a primeira vacinação, ficou com 38 graus de temperatura, no dia seguinte tinha 37 graus e pouco. E é tudo. Depois da segunda injeção, da segunda vacinação, a temperatura também subiu um pouco e, pouco depois, já estava tudo bem, ela se sente bem e [os anticorpos] estão altos.”, afirmou Putin.

De acordo com o ministro da Saúde, Mikhail Murashko, a primeira vacina russa contra a Covid-19 continuará passando por testes clínicos com a participação de milhares de pessoas.

“Os documentos estão sendo preparados para a continuação dos testes clínicos com a participação de alguns milhares de pessoas. Para monitoramento operacional da saúde dos vacinados e controle da eficácia e segurança, o Ministério da Saúde da Rússia está criando um circuito digital, que vai permitir monitorar a segurança e a qualidade da vacina em todas as fases”, afirmou o ministro.

A vacina russa começará a ser distribuída à população em 1º de janeiro de 2021, indicam os dados do registro estatal de medicamentos do Ministério da Saúde da Rússia.

A vacina foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamalei e pelo Ministério da Defesa russo. Tem dois componentes injetados separadamente que, em conjunto, produzem uma imunidade a longo prazo contra o vírus.

Os testes clínicos começaram na Universidade Sechenov, em Moscou, no dia 18 de junho. A segurança da vacina foi confirmada em 38 voluntários. Todos os que testaram a vacina desenvolveram imunidade ao vírus.

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Máscara pode reduzir gravidade de infecção por novo coronavírus

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máscara covid-19
Foto/Imagem: Freepik

As máscaras se provaram uma das principais ferramentas de proteção contra o novo coronavírus, podendo reduzir o risco de infecção em até 25%, de acordo com um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

Segundo Monica Gandhi, especialista em doenças infecciosas da Universidade da Califórnia em São Francisco, é provável que as máscaras, ao bloquear algumas das gotículas portadoras de vírus, reduzem o risco de adoecer gravemente pela Covid-19.

Gandhi e seus colegas usaram informações epidemiológicas de vários países para escrever um artigo, publicado no Journal of General Internal Medicine, no qual eles propõem que as máscaras podem levar a infecções mais leves ou assintomáticas, reduzindo a dose do vírus que as pessoas inalam.

“Quanto mais vírus entra em seu corpo, mais doente você fica. Um pequeno número de partículas virais tem maior probabilidade de ser reprimido pelo sistema imunológico antes de proliferar”, disse Gandhi.

Na última onda de infecções nos EUA, o uso amplo de máscaras pode ser um fator para as taxas de mortalidade mais baixas – junto com mais testes, pacientes mais jovens e melhores tratamentos – aponta a especialista. Uma proporção maior desses novos casos foi leve ou assintomática, embora mais dados sejam necessários para se verificar se eles são rastreados geograficamente com taxas mais altas de uso de máscara.

Em todo o mundo, os padrões epidemiológicos parecem fornecer uma pista. Em países onde o uso de máscaras já era comum, como Japão, Taiwan, Tailândia, Coreia do Sul e Cingapura, e em países onde o uso de máscaras foi rapidamente adotado, como a República Tcheca, as taxas de mortalidade e gravidade da Covid-19 permaneceram comparativamente baixas.

“As máscaras podem prevenir muitas infecções por completo, como foi visto em profissionais de saúde quando mudamos para o mascaramento universal. Também estamos dizendo que as máscaras, que filtram a maioria das partículas virais, podem levar a uma infecção menos grave se você pegar uma ”, disse Gandhi. “Se você for infectado, mas não apresentar sintomas – essa é a melhor maneira de pegar um vírus”, concluiu.

A ideia de que a dose viral determina o grau da doença não é nova. As descrições de uma curva relacionando dose-mortalidade – quanto de um vírus é necessário para causar a morte de um animal – foram publicadas pela primeira vez em 1938. E, afinal, as primeiras vacinas, que foram documentadas na China do século 16, envolviam expor alguém a um pequeno quantidade de vírus da varíola para induzir doença leve e imunidade subsequente.

Os pesquisadores estudaram a dependência da dose com outras infecções virais, como a gripe. Em um estudo com voluntários saudáveis, aqueles que receberam uma dose mais elevada do vírus influenza A desenvolveram sintomas mais graves.

Como o novo coronavírus, o Sars-CoV-2, é potencialmente letal, os experimentos sobre a relação do uso de máscaras e gravidade da doença foram necessariamente limitados aos animais. Em um teste de laboratório, o uso de máscara cirúrgica entre as gaiolas de hamsters infectados e não infectados cortou significativamente a transmissão de Covid-19. Menos hamsters contraíram o vírus e aqueles que foram infectados apresentaram sintomas mais leves.

Em alto mar

Gandhi acredita que a teoria da dose viral ajuda a explicar uma característica incomum do novo coronavírus — o que Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas e membro da força-tarefa da Casa Branca no combate ao novo coronavírus, chamou de “manifestações multifacetadas”.

No início do ano, à medida que a Covid-19 se espalhava pelo mundo, os especialistas em doenças infecciosas começaram a notar uma irregularidade entre sintomas e gravidade. Alguns com teste positivo não pareciam nem um pouco doentes, alguns tinham sintomas de resfriado, outros perderam o paladar ou desenvolveram delírio e outros sofreram de pneumonia grave que levou à morte.

Os especialistas rapidamente se concentraram nas diferenças entre os pacientes, como idade e comorbidades, que podem afetar suas chances de doença grave. Mas os detalhes de dois surtos em navios de cruzeiro levaram Gandhi a pensar que a dose viral poderia ser outro determinante importante do curso da nova doença.

Em fevereiro, um dos primeiros surtos de Covid-19 fora da China ocorreu no navio de cruzeiro Diamond Princess ancorado em Yokohama, Japão. Das 634 pessoas a bordo com teste positivo, cerca de 18% das infecções foram assintomáticas. Em março, um navio de cruzeiro argentino passou por uma situação semelhante, mas das 128 pessoas a bordo que tiveram resultado positivo no teste, 81% eram assintomáticos.

Uma diferença fundamental, observou Gandhi, era que, no navio argentino, máscaras cirúrgicas foram entregues a todos os passageiros e máscaras N95 para todos os funcionários assim que o primeiro passageiro adoeceu.

Mais recentemente, uma fábrica de processamento de frutos do mar do Oregon, onde os trabalhadores eram obrigados a usar máscaras faciais, relatou um surto de 124 casos, 95% dos quais eram assintomáticos. Da mesma forma, em um surto na fábrica de processamento de frango da Tyson no Arkansas, onde os trabalhadores receberam máscaras obrigatórias, 455 de 481, quase 95%, eram assintomáticos.

Para a pesquisadora, esses estudos de caso sugerem que, se mais pessoas usassem máscaras, poderíamos ter casos menos graves de Covid-19 e uma proporção maior de casos assintomáticos, atualmente estimados em cerca de 40% dos casos pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. Ela também reforçou que infecções mais brandas aliviariam o fardo sobre o sistema de saúde, salvariam vidas e até nos aproximariam da imunidade coletiva antes que uma vacina estivesse disponível.

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