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Novo coronavírus

Governo federal recomenda que grandes eventos sejam suspensos

Redação

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Foto/Imagem: Adriano Machado/Reuters
Jonas Valente

O Ministério da Saúde recomenda o cancelamento ou adiamento de eventos com grande participação de pessoas como medida de precaução ante a epidemia do novo coronavírus (Covid-19). A orientação foi apresentada pelo ministério a gestores estaduais e municipais de saúde, como parte de um conjunto de medidas, em reunião virtual nesta sexta-feira (13).

Uma das orientações é que as autoridades locais desestimulem a realização de eventos de massa – sejam governamentais, artísticos, científicos ou comerciais – nesse período, se houver tempo hábil para esse tipo de decisão. Caso não seja possível, a recomendação é que não haja público.

De acordo com a pasta da Saúde, os organizadores de eventos que estejam para ocorrer devem entrar em contato com autoridades de saúde para cumprir os requisitos previstos na legislação para tais situações. “Não há regra única, cada local deve avaliar com suas autoridades. Não temos Brasil inteiro na mesma situação, o que não impede que tenhamos que adotar alguma medida geral, em algum momento”, destacou o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira.

Em locais com transmissão local do vírus (quando uma pessoa é infectada, não por ter viajado para fora, mas por ter tido contato aqui com alguém já com o vírus), o ministério recomenda que eventos em locais fechados para pelo menos 100 pessoas também sejam cancelados ou adiados ou, na impossibilidade disso, que ocorram por meio de transmissão virtual.

Outras providências

O ministério também apresentou aos gestores estaduais e locais orientações, que vão de mudanças nos fluxos urbanos às rotinas de trabalho, passando pelo calendário escolar e pela forma de lidar com casos suspeitos e confirmados, bem como com mortes em decorrência da doença.

Em localidades com casos importados (pessoas que contraíram a doença em viagens)

– Reforçar as orientações individuais de prevenção de forma mais ampliada, com escolas, indústrias, empresas e comércio colocando informação nos seus sites e divulgando-as para seu público.

– Se uma pessoa ficar doente, deve permanecer em casa. A orientação mais detalhada pode ser dada pela equipe da unidade básica de saúde ou médico de referência.

– As unidades de saúde devem agilizar os mecanismos de triagem para que pessoas com sintomas respiratórios permaneçam menos tempo em salas de espera. O objetivo é que os pacientes com sintomas não exponham outras pessoas.

– As unidades devem promover também o uso adequado e racional de equipamentos de proteção individual. A máscara, por exemplo, é indicada aos doentes, contatos domiciliares e profissionais de saúde.

– Equipes de vigilância devem organizar o monitoramento dos contatos próximos e domiciliares.

– Os gestores de saúde devem garantir a notificação ampliada das definições de caso de forma atualizada.

Em localidades apenas com casos suspeitos

– As autoridades de saúde devem chamar as unidades de saúde e fazer orientação, sem necessidade de medidas drásticas.

– As autoridades de saúde devem planejar a forma de ampliação das equipes, podendo usar força de trabalho de estagiários, estudantes e aposentados. No momento de maior intensidade o Ministério da Saúde acredita que pode ser necessária a convocação dessas pessoas.

– A comunicação sobre o novo coronavírus e as formas de prevenção deve ser iniciativa de todos, e não apenas do ministério ou das secretarias estaduais e municipais. Escolas e locais de trabalho podem disseminar essas informações.

– As pessoas que estiverem voltando de locais com grande transmissão devem fazer autoisolamento por sete dias, evitando grandes movimentações em locais com aglomeração de pessoas.

– Pessoas que fazem uso de medicamento contínuo, deve ser estimulada uma prescrição com validade mais prolongada, para que não tenham de se deslocar à unidade de saúde no período do outono e inverno somente pra atualizar receita.

– Cruzeiros turísticos devem ser adiados durante todo o período da emergência de saúde pública.

– Serviços públicos e privados (como shopping centers e comércio) devem assegurar disponibilidade para que pessoas possam lavar as mãos, usar álcool gel e colocar toalha de papel para que possam higienizar as mãos. Conforme o Ministério, o ventilador para secar as mãos é complemento, mas não resolve sozinho.

– Em caso de mortes em razão do novo coronavírus, o Ministério da Saúde recomenda que seja acelerado o processo de emissão do atestados de óbito, além de cuidado nas funerárias e de velório sem aglomeração de pessoas.

Em cidades com transmissão local

– Idosos e pacientes crônicos devem evitar viagens, cinema, shopping centersshows e outros locais com aglomeração.

– Pessoas com síndrome respiratória aguda grave devem ser encaminhadas aos serviços de urgência conforme plano de contingência.

– Serviços de saúde devem fazer uso de estratégia de triagem acelerada específica no contato com primeiro paciente.

Em cidades com transmissão sustentada (na qual não se sabe mais qual foi o paciente que originou a cadeia de infecção)

– Reduzir o deslocamento de trabalhadores. Cancelar viagens não essenciais e realizar trabalho em casa.

– Reduzir o fluxo urbano, estimular a adoção de horários alternativos para que trabalhadores não se encontrem todos ao mesmo tempo no horário de pico nos metrôs e rodoviárias. Adotar escalas diferenciadas.

– Estimular que trabalhos administrativos e similares ocorram que horários alternativos, bem como o uso do trabalho remoto (home office).

– Instituições de ensino podem antecipar as férias e uso de ferramentas de ensino à distância.

– Desde já, municípios devem fazer monitoramento de admissão e alta relacionadas ao Covid-19 em unidades de tratamento intensivo (UTIs), fornecendo essas informações aos secretários diariamente.

– A declaração de quarentena foi apontada como medida indesejada, mas constante do planejamento. Se a ocupação dos leitos de UTI disponíveis em localidade com transmissão sustentada chegar a 80% de, deve-se avaliar a possibilidade de declaração de quarentena em uma localidade.

#temquevacinar

Saúde prorroga vacinação contra a gripe até o dia 30 de junho

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Foto/Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou a prorrogação da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe até o dia 30 de junho. Terceira e última fase da campanha iria até o dia 5 de junho. Porém, o baixo índice de vacinação de grupos prioritários motivou a prorrogação da campanha.

Os grupos prioritários da terceira fase são formados por pessoas com deficiência, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, professores e pessoas de 55 a 59 anos de idade. De 77,7 milhões de pessoas que fazem parte desse público, apenas 63,53% receberam a vacina. O Ministério da Saúde espera, com a prorrogação, alcançar mais 28,3 milhões de pessoas.

A vacina contra influenza não tem eficácia contra o novo coronavírus, porém, neste momento, ajuda os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para a Covid-19, já que os sintomas são parecidos. E, ainda, ajuda a reduzir a procura por serviços de saúde, já bastante demandados por conta da epidemia do novo coronavírus.

Até o momento, 74,9 milhões de doses da vacina já foram distribuídas aos estados para garantir a imunização do público-alvo da campanha. Os professores, parte do grupo prioritário, devem apresentar o crachá funcional para comprovar o vínculo com alguma instituição de ensino.

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Vamos vencer juntos

Recuperados da Covid são quase 7 vezes maior que o nº de mortos

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Foto/Imagem: Sergei Karpukhin/TASS

De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde divulgado nesta sexta-feira (29), o Brasil chegou a 189.476 pacientes recuperados da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Com isso, o total de pessoas que venceram a doença é quase sete vezes maior que o número de óbitos registrados.

Os infectados pelo vírus somam 465.166 casos confirmados. Desse total, 247.812 pessoas estão em acompanhamento. O país registrou ainda, 1.124 novas mortes, totalizando 27.878. A taxa de letalidade está em 6%.

Ranking

Em número de casos confirmados, o ranking tem São Paulo (101.556), Rio de Janeiro (47.953), Amazonas (38.909), Ceará (38.395) e Pará (36.486). Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Pernambuco (32.255), Maranhão (30.482), Bahia (16.917), Espírito Santo (12.903) e Paraíba (12.011).

Mortes

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de óbitos (7.275). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (5.079), Ceará (2.859), Pará (2.827) e Pernambuco (2.669).

Além disso, foram registradas mortes no Amazonas (2.011), Maranhão (911), Bahia (609), Espírito Santo (560), Alagoas (406), Paraíba (327), Rio Grande do Norte (268), Minas Gerais (257), Rio Grande do Sul (213), Amapá (207), Paraná (173), Distrito Federal (154), Piauí (146), Rondônia (145), Sergipe (142), Acre (135), Santa Catarina (134), Goiás (119), Roraima (108), Tocantins (70), Mato Grosso (56) e Mato Grosso do Sul (18).

Continue me casa. Se precisar sair, use máscara.

Isso tudo vai passar!

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Sala de Situação

GDF tem 322 leitos de UTI e 504 de enfermaria para tratar a Covid

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Redação
Foto/Imagem: Breno Esaki/Secretaria de Saúde

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal possui, em 16 hospitais da rede pública, 3.682 leitos gerais de enfermarias registrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e 359 leitos gerais de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Para o tratamento do novo coronavírus Sars-CoV-2, a Secretaria de Saúde possui um total de 504 leitos de enfermarias, divididos entre o Hospital Regional da Asa Norte (327) e o Hospital de Campanha do Mané Garrincha (177). Nesta sexta-feira (29), às 11h05, havia 184 leitos de enfermaria ocupados por pacientes com Covid-19 ou suspeita, uma taxa de ocupação de 36,51%.

Para os casos mais graves, são 322 leitos públicos (UTI Covid-19) disponíveis para os pacientes do coronavírus com com suporte de ventilação mecânica. Destes, 130 estavam ocupados e 192 reservados até a última atualização às 11h25 desta sexta-feira (29), na Sala de Situação. A taxa de ocupação representa 40,37%.

Rede privada

Além dos leitos Covid-19 da rede pública de Saúde (que inclui os próprios da rede, conveniados e os contratados na rede privada), a rede de hospitais privados dispõe de 212 leitos de UTI para atender os pacientes acometidos pela doença, estando 143 ocupados, 4 bloqueados e 65 vagos, com taxa de ocupação de 69,34%. Os dados foram atualizados na Sala de Situação, às 11h25.

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