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Amamenta Brasília

Governo do DF oferece 12 Postos de Coleta de Leite Humano

Redação

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Foto/Imagem: Vinicius de Melo/Agência Brasília
Daniela Brito

O período de gestação é uma fase feliz e, ao mesmo tempo, cheia de obstáculos, mudanças e estresse para a mãe. Isso reflete diretamente na produção do leite materno, segundo especialistas. Para suprir a eventual falta do alimento, o Governo do Distrito Federal oferece 12 Postos de Coleta de Leite Humano que funcionam em diversas regiões administrativas. Na semana passada, a primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha, visitou uma das unidades que realiza a coleta do leite humano – o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) – e reforçou a importância das mães doarem. Mayara teve o filho Matheus Rocha há três meses e se engaja nesta causa.

A parceria entre a Secretaria de Saúde e o Corpo de Bombeiros, por exemplo é um sucesso. Uma vez por semana os militares visitam as casas das doadoras e deixam os kits para a coleta (pote de vidro, luvas, touca e máscara). Na semana seguinte, retornam para buscar o leite e entregar novos equipamentos, ou seja, a mãe ajuda sem sair de casa.

“Há mulheres que pensam não ter muito leite, mas ela possui uma semana para juntar 300 ml que ajudam até dez bebês. O leite humano é o melhor alimento que uma criança pode receber. Ele é feito para humanos e, por mais que a indústria altere algo, o leite de animais é feito para seus filhotes de tamanhos e necessidades diferentes”, explica a coordenadora do Aleitamento Materno e do Banco de Leite Humano da Secretaria de Saúde, a médica pediátrica Miriam Santos.

O processo é extremamente rigoroso. Ele passa pela seleção, classificação, processamento, controle de qualidade e distribuição do leite humano pasteurizado, garantindo, dessa forma, a qualidade do alimento que chega ao bebê. De acordo com a Secretaria, os bancos de leite humano do GDF têm classificação de Padrão Ouro pelo Programa Internacional Ibero-Americano de Bancos de Leite Humano. Tornando-se o local mais próximo, no mundo, a conquistar a autossuficiência em leite materno.

Solidariedade

O Banco de Leite Humano atende cerca de 800 novas crianças por mês. No ano passado, foram atendidos 12 mil bebês. Neste ano a meta é alcançar 15 mil. São comuns os relatos de vidas salvas por meio da solidariedade de outras mães. Maria do Socorro da Silva Santos, moradora do Setor P Sul (Ceilândia) descobriu uma gravidez natural de gêmeos logo ao completar 50 anos, um caso que chama a atenção na equipe de saúde. Beatriz e Giovana nasceram prematuras e ficaram internadas na UTI por 22 dias. Com os problemas vindos de uma gravidez de risco, a mãe não teve leite para amamentá-las.

“Minha gestação foi uma surpresa para a família. Tenho três filhos criados e quatro netos. Eu tinha muito medo de não sobreviver a este parto. Acredito que isso interferiu na produção do meu leite. Eu uso o banco de leite e ainda vou usar por muito tempo, graças a Deus que tenho esse meio. Eu queria ter bastante leite para dar para as minhas filhas e ainda doar para outros bebês, mas, infelizmente, não tenho. Então, o Banco de Leite me ajuda muito”, conta ela, atendida no Hospital Regional de Ceilândia (HRC).

Para entrar em contato e ser uma doadora, você tem três opções:

  • Ligar para o telefone 160, opção 4
  • Cadastrar-se pelo site www.amamentabrasilia.com.br
  • Baixar o aplicativo Amamenta Brasília, disponível em IOS ou na Play Store

Reclamações de clientes

ANS suspende venda de 51 planos de saúde de 11 operadoras

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Foto/Imagem: Arquivo/AVB

Cinquenta e um planos de saúde de 11 operadoras tiveram a comercialização proibida a partir desta sexta-feira (14). A decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), anunciada no último dia 7, impede que esses planos recebam novos clientes até que sejam comprovadas melhorias no atendimento.

Os 600 mil beneficiários desses planos não são afetados pela medida, já que as operadoras são obrigadas a continuar oferecendo cobertura para os clientes.

A suspensão é parte do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, que faz avaliações trimestrais dos planos, com base em reclamações de clientes acerca de questões como cobertura assistencial, prazo máximo de atendimento e rede de atenção, entre outras.

Vinte e sete planos de dez operadoras, que haviam sido suspensos em avaliações anteriores, conseguiram melhorar seu atendimento e tiveram autorização para voltar a ser comercializados a partir de hoje.

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Experiência

Novo método usa calor produzido pela luz no tratamento do câncer

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Foto/Imagem: Shutterstock

Uma nova técnica que envolve o uso de nanocápsulas pode ajudar no tratamento de tumores.

O método envolve o transporte de medicamentos antitumor por meio de cápsulas em escala nanométrica (bilionésima parte do metro) feitas com membranas de células cancerosas. Junto com os medicamentos, elas carregam materiais fotoativos (ativados pela luz), como o ouro, que aquecem ao serem irradiados com luz infravermelha, matando as células cancerosas.

A experiência foi desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP).

“Para construir essa nanocápsula, usamos, não um material convencional como um polímero, mas a membrana de uma célula do tumor. Extraímos a membrana que reveste a célula e com ela fizemos a cápsula. Lá dentro vai um remédio – um quimioterápico – e esses nanobastões de ouro. Com isso, conseguimos entrar no tumor. O fármaco é liberado e aquecemos os nanobastões irradiando luz, fazendo com que ele destrua a célula por elevação da temperatura”, disse o professor Valtencir Zucolotto, do IFSC-USP e orientador da pesquisa.

As nanocápsulas são colocadas no sistema circulatório e, por serem feitas de membranas de células cancerosas, tendem a se incorporar nas células tumorais. Para encontrá-las, são utilizados meios como tomografia ou ressonância magnética.

Em seguida, é feito o núcleo magnético é aquecido para promover a morte do tumor. O trabalho foi desenvolvido no doutorado de Valéria Spolon Marangoni, que integra o Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia (GNano), e contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp).

Testagem

Os experimentos feitos em colaboração com o professor Wagner José Fávaro, do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), utilizaram nanobastões de ouro e o quimioterápico betalapaxona, envoltos em nanocápsulas de membrana celular, para tratar tumores de bexiga induzidos em camundongos.

Os resultados, publicados na revista Applied Bio Materials, mostraram que as nanocápsulas se ligaram aos tumores e, ao serem irradiadas com luz infravermelha, se romperam e liberaram os nanobastões de ouro e a betalapaxona entre dez e 20 minutos depois de iniciado o processo. De acordo com as análises dos tecidos, nenhum dos tumores na bexiga dos camundongos cresceu e alguns regrediram.

Zucolotto destaca que ainda não há previsão para experimentos em humanos. “Normalmente, seguiria para outros tipos de ensaios clínicos fase 2, 3, e leva anos. É necessária a aprovação de todos órgãos, até que um dia, se for tudo bem, se for comprovada a eficácia, a segurança, poderá ser testado em humanos. É o caminho natural. Não sabemos quanto tempo.”

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Mais Médicos

Profissionais aptos já podem indicar municípios de atuação

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Foto/Imagem: Divulgação/Portal Brasil

Os profissionais aptos a participar do Programa Mais Médicos já podem indicar os municípios onde têm interesse de trabalhar. De acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira (7) pelo Ministério da Saúde, os médicos têm até as 12h da próxima segunda-feira (10), para acessar o site do programa e fazer suas indicações. São oferecidas 2.149 vagas em 1.130 municípios com os maiores índices de vulnerabilidade social do país nos 26 estados da Federação, exceto no Distrito Federal, além de 13 distritos sanitários especiais indígenas (DSEIS).

Conforme o ministério,a primeira fase do 18º ciclo do programa dá prioridade à participação de profissionais formados e habilitados com registro em conselhos regionais de Medicina (CRM) de estados brasileiros. Para garantir a imparcialidade na escolha dos profissionais, tiveram preferência na classificação médicos com perfil de atendimento para a atenção primária, com títulos de especialista ou residência médica em medicina da família e comunidade.

Caso sobrem vagas, serão oferecidas aos profissionais brasileiros formados em outros países e que já tenham habilitação para o exercício da medicina no exterior. A previsão do Ministério da Saúde é que os médicos comecem a atuar nas unidades de saúde em junho deste ano.

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