Cidades

Governo consulta população sobre geração de energia solar

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O governo do Distrito Federal anunciou nesta quarta-feira (6) a abertura de um canal para que a população opine sobre o uso de energia solar na capital. As sugestões podem ser enviadas pelo site da Secretaria de Meio Ambiente a partir do dia 15 de janeiro. As opiniões vão ser organizadas pela pasta e apresentadas ao governador Rodrigo Rollemberg.

Segundo o GDF, o programa “Brasília Solar” quer incentivar o uso de energia fotovoltaica – energia produzida a partir da conversão de luz solar em placas – e começou a ser elaborado em maio de 2015.

A carta-consulta disponível no site da secretaria vai conter 30 páginas com informações sobre o programa, como contextualização climática e potencial de produção de energia solar no DF. Segundo a pasta, os telhados do Plano Piloto, Lago Sul e Lago Norte têm capacidade para suprir a demanda de energia de todo o DF.

No documento constam estudos de membros do grupo de trabalho que deu origem ao programa Brasília Solar. Entre eles estão a Universidade de Brasília (UnB), o World Wide Fund for Nature no Brasil (WWF-Brasil) e organizações da sociedade civil e do setor privado que atuam com energia solar.

“Os estudos iniciais mostram que se trata de uma excelente oportunidade”, afirma a assessora especial de Clima, da Secretaria de Meio Ambiente, Leila Soraya Menezes.

No ano passado, o governo anunciou a instalação de sistema de produção de energia solar em 17 escolas públicas do DF. Uma emenda previa a instalação do sistema em três hospitais. Segundo o GDF, o cenário atual aponta para uma possível escassez de água e o tema de geração de energia limpa precisa ser discutido.

Fonte limpa e renovável
A tecnologia também significa ganhos ambientais por uso de fonte limpa e renovável, segundo Leila. “Mapas de insolação comprovam que [a fonte] é bastante farta em Brasília.”

A assessora afirma que todas as projeções climáticas apontam para a escassez de recursos hídricos nos próximos anos, o que no Brasil significa carência de energia. “Temos de estar preparados”, diz Leila.

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